thumb|O Renault R28 destruído pilotado por Nelson Piquet Jr. que esteve no centro da polêmica

A controvérsia do acidente da Renault Fórmula 1, intitulada de "Crashgate" por alguns na mídia, foi um escândalo esportivo que ocorreu quando o piloto da Renault F1, Nelson Piquet Jr., bateu propositalmente durante o Grande Prêmio de Singapura de 2008 para dar vantagem ao seu companheiro de equipe na Renault, Fernando Alonso .

No dia 28 de setembro de 2008, na 15ª volta do Grande Prêmio, próxima à janela de boxes esperada para o primeiro pit stop de todos, o Renault R28 pilotado por Piquet Jr. bateu no muro do circuito na curva 17, requerendo a entrada do safety car. Alonso já havia feito um pit stop anteriormente, e se tornou o líder da corrida, já que os outros carros estavam ficando sem combustível e foram obrigados a parar sob condições de safety car, resultando em uma penalidade, ou pouco depois do período de safety car, o que os colocou várias posições atrás do pelotão, agora agrupado. Alonso venceu a corrida após largar em 15º no grid. Naquele tempo, Piquet Jr. relatou o acidente como um "simples erro", alegando a dificuldade de dirigir o carro com o tanque cheio como a razão do acidente ter acontecido.

Após ser desvinculado da equipe Renault depois do Grande Prêmio da Hungria de 2009, Piquet Jr. reportou que a equipe solicitou que ele batesse intencionalmente para melhorar a situação de Alonso na corrida, o que deu início a uma investigação da Renault F1 por manipulação de corrida pela Fédération Internationale de l'Automobile (FIA), autoridade reguladora da Fórmula 1. Após uma investigação, a Renault F1 foi denunciada por conspiração em 4 de setembro e responderia à alegação em 21 de setembro de 2009.

Em 16 de setembro, a Renault comunicou que não refutaria as acusações e anunciou que o diretor administrativo da equipe, Flavio Briatore, e seu diretor executivo de engenharia, Pat Symonds, haviam sido despedidos da equipe.

Na data de 21 de setembro, foi divulgado que a equipe Renault F1 havia sido desclassificada da Fórmula 1. A desqualificação foi suspensa durante dois anos, aguardando novas violações de regras semelhantes. Briatore foi proibido de todos os eventos de Fórmula 1 e eventos sancionados pela FIA por tempo indefinido, enquanto Symonds recebeu uma impedição de cinco anos. Seus banimentos foram posteriormente anulados por um tribunal francês, embora ambos aprovaram não trabalhar na Fórmula 1 ou em eventos sancionados pela FIA por um período específico, como parte de um acordo posterior firmado com a instituição reguladora. Briatore reaparece na F1 em 2022 como embaixador, e como consultor à Team Enstone em 2024, e em 2025 como chefe da equipe Alpine, enquanto Symonds retornaria ao esporte em 2011 como consultor técnico da Virgin Racing .

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