Bate-bola, Clóvis, pierrô, clown são nomes de fantasias carnavalescas característica do subúrbio carioca (principalmente as Zonas Norte e Oeste, e Baixada Fluminense) do Rio de Janeiro, no Brasil. A tradição foi trazida pelos colonizadores portugueses, tendo sido também influenciada pela Folia de Reis. Supõe-se que o nome tenha derivado do inglês clown, "palhaço", e que teria sido criado no início do século XX, a partir da interpretação popular do termo pelo qual eruditos teriam denominado os foliões fantasiadosTradição dos subúrbios, bate-bola se renova no Carnaval do Rio BBC Brasil. (9 de fevereiro de 2013)..
Bate-bolas são uma figura tradicional e frequente do Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Devido à sua imagem ameaçadora e ao barulho que as bolas fazem ao bater no chão, eles são um medo de infância comumBate-bolas: personagens originais do carnaval de rua Sambando. e muitos os percebem como potencialmente agressivos.Quem aqui tá de palhaçada? Vice. (18 de fevereiro de 2013). Em 2012, os Bate-bolas foram declarados Patrimônio Cultural Carioca.Clóvis ou bate-bolas são patrimônio cultural do Rio MultiRio. (12 de fevereiro de 2015)
Origem
Alguns dizem que surgiram no Rio de Janeiro sob a influência da colonização portuguesa e de outras festas como a folia de reis, e de que suas fantasias derivam de fantasias europeias com origem em mitos celtas. Outros contam que escravos libertos, que por vezes eram perseguidos injustamente pela polícia, vestiam as fantasias para poder brincar livremente o Carnaval e, ao mesmo tempo, protestar contra a opressão que sofriam ao bater as bolas no chão. A prática começou a se popularizar nos subúrbios cariocas no início de século XX. Matadouros da região forneciam bexigas de bois e porcos para a confecção de bolas, como o Matadouro de Santa Cruz, no bairro de mesmo nome. Hoje, as bolas costumam ser feitas de borracha ou plástico.
Turmas e estilos de bate-bola
Bate-bolas costumam ser organizados em grupos ou turmas, que se empenham durante o ano inteiro na confecção de fantasias e organização de eventos para o Carnaval, incluindo saídas com queima de fogos, festas e churrascos. Turmas também costumam ter seus próprios hinos, marchinhas ou funks.
Grupos de bate-bolas podem ser classificados em diferentes tipos, que incluem: bola e bandeira, leque-e-sombrinha, bicho e sombrinha, pirulito, de capa, evolution, estilo Realengo, entre outros. Há também diferenças regionais, com grupos da Zona Oeste comumente usando fantasias "bujão", com mais panos do que grupos da Zona Norte.
miniaturadaimagem|Capa de bate-bola
Nomes das turmas Muitas turmas têm nomes de sentimentos ou atitudes, tais como: Humildade, Emoção, Explosão, Alegria, Bom Gosto, Tirania, Fascinação, etc. Na Zona Oeste, são comuns nomes de personagens fictícios, como: Mario, Urtigão, Kuka, Charada, Pinóquio, Emília, Saci, Eufrazino, Riquinho, Garfield, Fred e Jason, Medéia, Arrepio, Vampirinho, etc.Bate-bolas: Thunder Messengers The Emergence Network. Algumas turmas de bola-e-bandeira têm nomes que remetem ao barulho e à desordem, como: Tropa Embrazada, Zorra Total, Barulho, Agunia, Loucura Total, Bombardeio, Abusados, etc.
Patrimônio Cultural
Em 2012, a Prefeitura do Rio de Janeiro declarou os bate-bolas Patrimônio Cultural Carioca de Natureza Imaterial. O decreto leva em consideração a relevância do Carnaval na cultura brasileira e o papel que os Clóvis desempenham nele, ao refletirem "a forma alegre e irreverente da população suburbana festejar e a sua capacidade de produzir uma manifestação de caráter tradicional e ao mesmo tempo renovador" e serem uma "forma de resistência cultural diante da crescente tendência de massificação da cultura do carnaval carioca". Decreto n. 35134 de 16 de fevereiro de 2012 Declara Patrimônio Cultural Carioca os Grupos de Foliões Carnavalescos denominados “Clovis” ou “Bate-bolas”.
Na literatura A terceira parte do romance O Grande Dia, do escritor suíço Pierre Cormon, apresenta dois primos que saem com o bate-bola imaginário da Sereia e são levados a roubar para pagar o empréstimo com o qual pagaram por suas fantasias.
Ligações externas
CARNAVAL, bexiga, funk e sombrinha. Direção Marcus Vinícius Faustini. Duração 63 min. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RLmJwblZNzc Acesso em: 13 fev. 2023 PEREIRA, Aline Valadão Vieira Gualda. Tramas simbólicas: a dinâmica das turmas de bate-bolas do Rio de Janeiro. 2008. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Artes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/7527. Acesso em: 21 fev. 2023
Categoria:Carnaval do Brasil Categoria:Carnaval da cidade do Rio de Janeiro Categoria:Fantasias de Carnaval