A sétima temporada de Star Trek: The Next Generation, uma série de televisão de ficção científica estadunidense, se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da nave estelar enquanto realiza diversas missões pela galáxia. Foi criada por Gene Roddenberry, o mesmo criador de Star Trek: The Original Series. Esta foi a última temporada da série, com a decisão de encerrá-la no auge de sua popularidade tendo sido tomada pela Paramount Pictures por uma combinação de fatores financeiros: os custos de produção cada vez maiores, a possibilidade de criação de uma série diferente que custaria muito menos, o possível saturamento do mercado dado o número elevado de episódios disponíveis e a vontade de levar o elenco principal para o cinema.
A produção da sétima temporada ocorreu ao mesmo tempo que a segunda temporada de Star Trek: Deep Space Nine, que a pré-produção do filme Star Trek Generations e os estágios iniciais de planejamento da série Star Trek: Voyager. Consequentemente, vários membros da equipe de produção estavam com sua atenção dividida entre esses vários projetos. O adiantamento da produção da temporada em um mês para acomodar o filme criou problemas especialmente para a equipe de roteiristas, que teve dificuldades em elaborar novas histórias de qualidade. Vários atores com papéis recorrentes na série apareceram em episódios da temporada, com destaque para Wil Wheaton, Denise Crosby e Colm Meaney, que já tinham sido membros do elenco principal ou recorrente.
The Next Generation estreou sua sétima e última temporada em 20 de setembro de 1993 com "Descent, Part II". A audiência foi superior a temporadas passadas e flutuou entre onze e doze por cento no índice Nielsen. Três episódios empataram como as piores audiências com 11,3 por cento, enquanto o episódio final "All Good Things...", exibido em 23 de maio de 1994, registrou a maior audiência de toda a história da série com 17,4 por cento. A recepção da crítica foi um tanto ambivalente, com muitos episódios sendo considerados de qualidade ruim, enquanto outros foram elogiados; por sua vez, "All Good Things..." foi amplamente elogiado como um excelente final. A temporada foi indicada a dez Prêmios Emmy do Primetime, incluindo de Melhor Série Dramática, vencendo dois.
Episódios
Elenco
Principal Patrick Stewart como Jean-Luc Picard Jonathan Frakes como William Riker LeVar Burton como Geordi La Forge Michael Dorn como Worf Gates McFadden como Beverly Crusher Marina Sirtis como Deanna Troi Brent Spiner como Data
Recorrente Majel Barrett como Voz do Computador Patti Yasutake como Alyssa Ogawa Rickey D'Shon Collins como Eric Natalia Nogulich como Alynna Nechayev Wil Wheaton como Wesley Crusher
Convidado Majel Barrett como Lwaxana Troi Brian Bonsall como Alexander Rozhenko Denise Crosby como Tasha Yar John de Lancie como Q Jonathan Del Arco como Hugh Shanon Fill como Sito Jaxa Michelle Forbes como Ro Laren Andreas Katsulas como Tomalak Barbara March como Lursa Colm Meaney como Miles O'Brien Eric Menyuk como o Viajante Dwight Schultz como Reginald Barclay Armin Shimerman como Quark Gwynyth Walsh como B'Etor
Produção Desenvolvimento A sétima temporada de Star Trek: The Next Generation foi também sua última, com a decisão de encerrar a série no auge de sua popularidade sendo tomada pela Paramount Pictures por questões financeiras. Antes da quinta temporada começaram a crescer temores de que o grande número de episódios da série poderia saturar o mercado, pois as diversas emissoras que transmitiam The Next Generation pelos Estados Unidos já tinham à disposição mais episódios do que precisavam para manter sua grade durante o ano, o que poderia levar a algumas a pararem de comprar novos episódios. Além disso, entre a sexta e sétima temporadas elenco e produtores renegociaram seus contratos, o que aumentou os custos de produção; apesar da série ainda ser rentável para a Paramount, esta gastaria mais e arrecadaria menos. Também havia o desejo de transferir o elenco de The Next Generation para a franquia cinematográfica, com a produção de um filme podendo ser na verdade mais barata para o estúdio do que levar adiante outra temporada. Por fim, a criação de uma nova série de Star Trek poderia substituir The Next Generation, alcançar uma audiência tão boa quanto e ter um custo menor.
O fim da série foi anunciado junto com Star Trek Generations, o filme estrelado pelo elenco, que seria lançado nos Estados Unidos em novembro de 1994, meses após o último episódio. A sétima temporada de The Next Generation foi assim produzida ao mesmo tempo que a segunda temporada de Star Trek: Deep Space Nine, que a pré-produção de Generations e dos estágios iniciais de planejamento da série de televisão que se tornaria Star Trek: Voyager. Este grande número de produções ao mesmo tempo causou tensões para a equipe de produção. A necessidade de acomodar o cronograma de filmagens de Generations fez com que a produção da sétima temporada fosse adiantada em um mês, diminuindo o período de férias de todos os envolvidos. O produtor executivo Michael Piller ainda estava dedicando dois terços de seu tempo para Deep Space Nine, o produtor executivo Rick Berman estava levando adiante o desenvolvimento do filme, enquanto Piller, Berman mais a produtora executiva Jeri Taylor também se envolveram na criação de Voyager. Além disso, os roteiristas Brannon Braga e Ronald D. Moore passaram o mês de maio de 1993 no Havaí escrevendo o roteiro de Generations.
O envolvimento de Braga e Moore no filme impediu que eles participassem nos estágios iniciais de escrita da temporada. O roteirista Naren Shankar considerou que todos os roteiristas estavam exaustos já no início da temporada, o que prejudicou a qualidade dos primeiros episódios. Os roteiristas acabaram quebrando um regra autoimposta de evitar usar familiares dos tripulantes em histórias, com Braga achando a quantidade de episódios com familiares "vergonhosa". Piller ficou desconfortável com sua ausência no início da temporada e, após o resultado abaixo do esperado do roteiro de "Force of Nature", exigiu que os roteiristas passassem a abordar questões de personagens há muito levantadas mas não resolvidas, levando a episódios como "Journey's End" e "Bloodlines". A dificuldade em criar novas histórias foi piorada pelo fato dos roteiristas terem durante um período parado de aceitar propostas de escritores independentes. Isto fez com que a equipe explorasse conceitos que normalmente não teriam sido aprovados, como o romance entre a conselheira Deanna Troi e o tenente Worf. O rascunho inicial de "All Good Things...", o episódio final, foi criado por Braga e Moore em apenas seis dias.
Seleção de elenco thumb|esquerda|300px|O elenco principal de The Next Generation em sua sétima temporada. Esquerda para direita: Marina Sirtis, LeVar Burton, Michael Dorn, Patrick Stewart, Jonathan Frakes, Brent Spiner e Gates McFadden. A temporada teve o retorno de atores e seus personagens que já tinham integrado o elenco da série. Wil Wheaton, um ex-membro do elenco principal, apareceu como seu personagem Wesley Crusher em "Parallels" e "Journey's End", enquanto Denise Crosby, outra ex-integrante do elenco principal, retornou como sua personagem tenente Tasha Yar no episódio final "All Good Things...". Colm Meaney, um ex-membro do elenco recorrente de The Next Generation, retornou como seu personagem Miles O'Brien em "All Good Things..." depois de ter passado a integrar o elenco principal de Deep Space Nine.
Outros atores com papéis recorrentes durante a série que também retornaram na sétima temporada incluíram Jonathan Del Arco como Hugh em "Descent, Part II", Clyde Kusatsu como almirante Nakamura em "Phantasms" e "All Good Things...", Majel Barrett como Lwaxana Troi em "Dark Page", Shannon Fill como alferes Sito Jaxa em "Lower Decks", Dwight Schultz como tenente Reginal Barclay em "Genesis", Eric Menyuk como o Viajante em "Journey's End", Natalia Nogulich como almirante Alynna Nechayev em "Journey's End" e "Preemptive Strike", Brian Bonsall como Alexander Rozhenko em "Firstborn", Barbara March e Gwynyth Walsh como as irmãs klingons Lursa e B'Etor também em "Firstborn", Michelle Forbes como tenente Ro Laren em "Preemptive Strike" e John de Lancie como Q e Andreas Katsulas como Tomalak em "All Good Things...".
Outros atores que tiveram participações convidadas em episódios da temporada incluíram Madge Sinclair e Ben Vereen como almirante Silva La Forge e capitão Edward La Forge em "Interface", Fionnula Flanagan como Juliana Tainer em "Inheritance", Terry O'Quinn como almirante Erik Pressman em "The Pegasus", Paul Sorvino como Nikolai Rozhenko em "Homeward", Kirsten Dunst como Hedril em "Dark Page" e Mark Rolston como tenente Walter Pierce em "Eye of the Beholder". Além deles, Armin Shimerman apareceu como seu personagem principal Quark de Deep Space Nine em "Firstborn", tendo anteriormente feito outras três aparições em The Next Generation como diferentes personagens; Penny Johnson Jerald apareceu como Dobara em "Homeward" e depois interpretaria a personagem recorrente de Kasidy Yates em Deep Space Nine; e Robin Curtis interpretou Tallera nas duas partes de "Gambit", tendo antes atuado como a tenente Saavik nos filmes Star Trek III: The Search for Spock e Star Trek IV: The Voyage Home.
Equipe Houve poucas mudanças na equipe de produção. Taylor foi promovida a produtora executiva e o produtor Peter Lauritson envolveu-se na produção de Generations, assim teve seu cargo diminuído para produtor consultor a partir de "Genesis". Isto fez com que a produtora Wendy Neuss assumisse mais responsabilidades na pós-produção, passando a ser creditada nos créditos iniciais de cada episódio. O figurinista Robert Blackman também envolveu-se no filme e assim Abram Waterhouse foi trazido como co-figurinista. Na equipe de roteiros, Ronald D. Moore foi promovido a produtor, Braga a coprodutor, Shankar a editor de histórias e René Echevarria a editor de histórias executivo.
O supervisor de efeitos visuais Robert Legato deixou Deep Space Nine e Dan Curry assumiu deveres supervisores em ambas as séries, com a criação de efeitos visuais em The Next Generation alternando entre a equipe do supervisor Ronald B. Moore e coordenador Michael Backauskas e aquela do supervisor David Stipes e coordenador Joe Bauer; eles tiveram o auxílio do coordenador Phil Barberio e do associado Eddie Williams. Ronald B. Moore deixou a série em meados da temporada para trabalhar em Generations.
Repercussão Audiência O anúncio do fim da série fez com que seus números de audiência crescessem ainda mais, o que por sua vez aumentou o preço dos anúncios publicitários durante os intervalos e fez da sétima temporada a mais rentável da história de The Next Generation. A temporada estreou em 20 de setembro de 1993 com "Descent, Part II", que registrou um índice Nielsen de treze por cento. Depois disso os episódios flutuaram entre onze e doze por cento de audiência, porém "Eye of the Beholder" alcançou 13,3 por cento em fevereiro de 1994. As audiências mais baixas foram as de "Genesis", "Bloodlines" e "Emergence", que todos registraram 11,3 por cento. A audiência mais alta foi do episódio final "All Good Things..." com 17,4 por cento, superando o episódio piloto "Encounter at Farpoint" como a maior audiência das sete temporadas de The Next Generation.
Crítica