Metroxylon sagu é uma espécie de arecácea do gênero Metroxylon, nativa do sudeste asiático tropical. A árvore constitui a principal fonte de sagu, um amido extraído do tronco.

Descrição Metroxylon sagu é uma arecácea que forma múltiplos caules, sendo cada caule monocárpico (floresce apenas uma vez na vida). Um caule atinge entre 7 e 25 m de altura antes de terminar em uma grande inflorescência terminal ereta.

Antes da floração, cada caule possui cerca de 20 folhas pinadas com até 10 metros de comprimento. Cada folha apresenta de 150 a 180 folíolos de até 175 centímetros de comprimento. A inflorescência, com 3 a 7,5 metros de altura e largura, consiste na continuação do caule e de 15 a 30 ramos primários curvados para cima, dispostos em espiral. Cada ramo primário possui 15 a 25 ramos secundários rígidos, e cada ramo secundário tem 10 a 12 ramos terciários também rígidos. Os pares de flores estão dispostos em espiral nos ramos terciários, sendo cada par formado por uma flor masculina e uma flor hermafrodita. O fruto é uma drupa de cerca de 5 centímetros de diâmetro, coberta por escamas que passam de verde-vivo a cor de palha ao amadurecer.

A aracácea reproduz-se por frutificação. Cada caule floresce e frutifica ao final da sua vida, mas o indivíduo como um todo sobrevive por meio dos brotos basais (rebentos que surgem continuamente do caule ao nível ou abaixo do solo).

Distribuição e habitat Metroxylon sagu é nativa das Ilhas Molucas e da Nova Guiné. Foi naturalizada em outras regiões do sudeste asiático tropical, incluindo Sumatra, Bornéu e Tailândia. O seu habitat natural são florestas alagadas de terras baixas.

Usos

A árvore tem grande importância comercial como principal fonte de sagu, um amido obtido do tronco mediante lavagem dos grânulos de amido da medula triturada com água. Um caule cortado pouco antes ou no início da floração contém sagu suficiente para alimentar uma pessoa durante um ano. O sagu é utilizado na culinária para pudins, massas, pães e como espessante. Na região do rio Sepik, na Nova Guiné, panquecas de sagu são um alimento básico, muitas vezes servidas com peixe fresco. Os folíolos também são usados como telhado de colmo para cobertura de casas, podendo durar até cinco anos. Os pecíolos secos (chamados gaba-gaba em indonésio) são empregados na construção de paredes e tetos; por serem muito leves, também são usados na fabricação de jangadas.

Para a colheita do amido, o caule é abatido pouco antes ou no início da fase final de floração, quando o teor de amido é máximo. A propagação é feita pelo homem através da coleta e replantio de rebentos jovens, e não por sementes.

A parte superior da medula do tronco pode ser torrada e consumida; os frutos jovens, brotos tenros e o palmito também são comestíveis.

Pesquisas publicadas em 2013 indicam que Metroxylon sagu foi uma importante fonte alimentar para as populações antigas da costa sul da China, antes do cultivo do arroz.

Na cultura popular O sagu foi registrado pelo historiador chinês Zhao Rukuo (1170–1231) durante a Dinastia Sung. Em sua obra Zhu Fan Zhi (1225), uma coletânea de descrições de países estrangeiros, ele escreve que o “reino de Boni (ou seja, Brunei) … não produz trigo, mas cânhamo e arroz, e usam sha-hu (sagu) como cereal”.

Referências

Ligações externas

Categoria:Espécies pouco preocupantes Categoria:Metroxylon Categoria:Flora da Nova Guiné Categoria:Plantas descritas em 1783