miniaturadaimagem|Camiseta escrito "Eu amo daddy urso" em uma parada do orgulho em Oslo, 2015. Daddy é uma gíria que se refere a homens mais velhos e atraentes ou a homens que estão envolvidos sexualmente com um parceiro mais jovem. Sua origem é relacionada a prostituição, sendo utilizada pela primeira vez, em um contexto não parental, em 1681. O termo foi muito utilizado em músicas do gênero blues e foi adotado pela comunidade gay pr volta da década de 1940.
História
Origens De acordo com Historical Dictionary of American Slang, o dicionário estadounidense de gírias e expressões, o primeiro uso do termo daddy em um contexto não paternal aconteceu em 1681, em referência a maneira como os profissionais do sexo chamavam os proxenetas ou clientes masculinos mais velhos.
Durante a década de 1920, o termo foi usado em músicas do gênero blues e no inglês vernáculo afro-americano para designar o namorado de alguém, especialmente um homem mais velho ou um sugar daddy. Em 1920, a gíria foi usada em um contexto romântico na música de Aileen Stanley "I Wonder Where My Sweet, Sweet Daddy's Gone." O seu uso é parecido com o da canção de 1922 de Lavinia Turner "How Can I Be Your 'Sweet Mama' When You're 'Daddy' to Someone Else?". No mesmo ano, a expressão foi empregada em "My Man Rocks Me" de Trixie Smith nos versos: "My man rocks me, with one steady roll [...] I said now, Daddy, ain’t we got fun".
Na cultura gay Na Cultura LGBT e no BDSM, uma relação entre um daddy e um garoto apresenta similaridades com a dinâmica de dominação e submissão. A revisita New York escreveu que o termo, no contexto gay, surgiu na subcultura do couro, que se iniciou na década de 1940.
Na década de 1970, o arquétipo de "leather daddy", que apresenta associações sadomasoquistas, foi difundido em diversas mídias, como a revista Drummer, lançada em 1975, os filmes pornográficos gays Working Man Trilogy lançados de 1976 a 1979 e os romances BDSM de Larry Townsend.
Braidon Schaufert aponta que o termo foi ainda mais disseminado e normalizado através do jogo de romance visual de Game Grumps de 2017 Dream Daddy: A Dad Dating Simulator, que apresenta pais gays em um jogo de romance e construiu uma rede significante de fãs online.
A Vogue Escandinávia também destaca como o ator sueco Alexander Skarsgård, para campanha do filme gay BDSM Pillion de 2025, utilizou de elementos "daddy" em suas roupas, como couro, jaquetas, bíceps expostos e referências a brinquedos sexuais, para promover a obra.
Gênero Em 2000, Andrew Schopp defende que o arquétipo de daddy desafia os conceitos ideológicos dominantes de masculinidade ao se apropriar de ícones masculinos e de autoridade masculina, como couro, motocicletas e uniformes, e transportando-as para um contexto da experiência sexual gay.Schopp, A. (2000). (De)Constructing Daddy: The absent father, revisionist masculinity and/in queer cultural representations. disClosure: A Journal of Social Theory, 9(3), 15-39.
Em 2018, Braidon Schaufert apresenta que, ao criar o termo "daddy", a comunidade queer separou a construção social de gênero de paternidade do ato oficial de cuidar de filhos.
No caso de relações de pessoas trans, especialmente de homens trans, uma relação entre um daddy e um homem pode ser parte importante da afirmação de gênero.
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