Black Flame: The Revolutionary Class Politics of Anarchism and Syndicalism é um livro escrito pelo sociólogo Lucien van der Walt e pelo jornalista Michael Schmidt que aborda "as ideias, a história e a relevância da ampla tradição anarquista por meio de um panorama de 150 anos de história global". O livro inclui um prefácio do anarquista escocês e ex-prisioneiro Stuart Christie.
Concebido como o primeiro de dois volumes da série Counter-Power dos autores, Black Flame é uma obra temática sobre a história e a teoria do anarquismo e do sindicalismo globais. Sua sequência, Global Fire, apresentaria uma narrativa histórica global do movimento, mas foi cancelada pela editora AK Press após a revelação de que Michael Schmidt tinha ligações com o nacionalismo branco.
Uma tradução alemã de Black Flame foi publicada no final de 2013, intitulada Schwarze Flamme: Revolutionäre Klassenpolitik im Anarchismus und Syndikalismus.
Conteúdo As principais teses do livro são: "que o movimento anarquista global surgiu na Primeira Internacional, que o sindicalismo é parte integrante da ampla tradição anarquista, que essa tradição se centra no racionalismo, no socialismo e no antiautoritarismo, que os escritos de Mikhail Bakunin e Pyotr Kropotkin são representativos de suas ideias centrais e que essa definição 'restrita' é empiricamente defensável e analiticamente útil."
Recepção Black Flame recebeu críticas positivas de Mark Leier, Iain McKay e Wayne Price, entre outros. No entanto, a definição estrita de anarquismo apresentada no livro foi bastante controversa: McKay e Price se opuseram à exclusão de individualistas e insurrecionistas em suas resenhas, e a preocupação com o sectarismo foi expressa por Price, Ruth Kinna e Carl Levy.
No Brasil, a abordagem de van der Walt e Schmidt é influente na historiografia do anarquismo realizada por Felipe Corrêa. Categoria:Anarcossindicalismo Categoria:Livros de 2009