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Em 28 de fevereiro de 2026, a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh (girls' elementary school) em Minab, no sul do Irã, foi destruída, supostamente por um míssil, no primeiro dia dos ataques israelenses–estadunidenses ao Irã. Segundo a mídia estatal iraniana, 180 pessoas morreram, a maioria delas crianças em idade escolar.

O número exato de mortos ainda não foi confirmado de forma independente, mas imagens em vídeo da escola destruída foram verificadas por múltiplas fontes. A escola estaria localizada próxima a uma base naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que foi alvo de outro ataque aéreo no mesmo dia. Antecedentes

No início de 2026, em meio às negociações entre o Irã e os EUA mediadas por Omã, os Estados Unidos iniciaram um reforço militar próximo ao Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, Israel e Estados Unidos iniciaram ataques contra o Irã.

A escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, província de Hormozgan, era uma antiga instalação militar convertida em escola primária feminina. A escola estaria localizada a cerca de 600 metros de uma base naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Eventos Segundo a mídia estatal iraniana, em meio aos ataques aéreos de 28 de fevereiro em todo o Irã, a escola Shajareh Tayyebeh foi atingida por um míssil. Os ataques, que começaram por volta das 10h00 (horário padrão do Irã, IRST), coincidiram com o horário em que os iranianos normalmente levam seus filhos à escola, já que o sábado é dia útil no Irã. A organização de direitos humanos Hengaw afirmou que cerca de 170 estudantes estavam presentes na escola no momento, entre eles sobretudo meninas entre sete e 12 anos.

A escola foi atingida às 10h45 (IRST) enquanto as turmas mudavam de período. O impacto destruiu as paredes do edifício e provocou o colapso do teto, soterrando pessoas sob os escombros. A representante do Conselho Coordenador das Associações Sindicais de Professores do Irã, Shiva Amelirad, disse que a escola decidiu fechar pouco depois do início dos ataques; contudo, “o tempo entre o anúncio do fechamento da escola e o momento da explosão foi muito curto, e muitas famílias ainda não haviam chegado para buscar seus filhos”.

O número de mortos, informado como 180 pela mídia estatal iraniana, não foi confirmado de forma independente. Enquanto o governo iraniano afirmou que o míssil foi resultado de um ataque EUA–Israel, o vice-governador de Hormozgan, Ahmad Nafisi, disse que a escola foi atingida em meio a ataques aéreos israelenses sobre Minab. A base do CGRI nas proximidades foi alvo de outro ataque aéreo no mesmo dia. Vídeos feitos da escola destruída imediatamente após o ataque foram verificados como autênticos pelo The New York Times, pelo The Washington Post, pela Reuters e pela organização iraniana de checagem de fatos Factnameh; esses vídeos foram comparados com imagens já existentes da escola. O Drop Site News publicou relatos do incidente feitos por vários pais cujos filhos estavam entre os mortos.

Reações miniaturadaimagem|Pessoas procuram entre os escombros após o ataque aéreo à escola (Mehr News) miniaturadaimagem|Outro vídeo da Mehr News Relatos do incidente se espalharam rapidamente por Minab, levando pessoas a correrem para o local apesar da resistência das forças de segurança iranianas, que haviam isolado a área. Equipes de resgate usaram guindastes de construção e pás para salvar pessoas presas sob os escombros. Os corpos das vítimas foram transferidos para seus familiares reunidos em uma área designada nas proximidades. Autoridades iranianas afirmaram que 180 pessoas morreram e 95 ficaram feridas, entre elas principalmente alunas.

O presidente Masoud Pezeshkian disse que “a agressão americana e sionista contra a Escola Primária de Minab jamais será apagada da memória histórica de nossa nação”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou o ataque de “um crime flagrante”, acrescentando que “o mundo deve se levantar contra essa grande injustiça. O Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, em consonância com sua responsabilidade primária segundo a Carta”. O porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, chamou o relato do ataque de “a notícia mais amarga” até então, acrescentando que poderia haver ainda mais corpos sob os escombros.

Em comunicado, a UNESCO condenou o ataque, chamando-o de “uma grave violação do direito humanitário”. Malala Yousafzai e o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres também condenaram o ataque.

Um porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos disse que “temos conhecimento de relatos sobre danos a civis resultantes de operações militares em andamento. Levamos esses relatos a sério e estamos investigando. A proteção de civis é de extrema importância, e continuaremos a tomar todas as precauções disponíveis para minimizar o risco de dano não intencional”.

Consequências Em 3 de março, milhares de iranianos participaram de funeral das mais de 150 mortos em uma escola primária na cidade de Minab.

Em 17 de setembro 2026, a Missão de Investigação das Nações Unidas sobre o Irão declarou que os ataques com mísseis de fevereiro contra uma escola primária em Minab e um complexo desportivo em Lamerd constituíram ataques indiscriminados, causando mortes de civis e danos a infraestruturas civis, em violação do princípio da distinçãoReport of the independent international fact-finding mission on the Islamic Republic of Iran, 14 September 2026, p. 17..

Ver também Ataques dos Estados Unidos e Israel no Irã em 2026

Categoria:Guerra do Irã em 2026 Categoria:Incidentes de violência contra meninas Categoria:Relações militares entre Estados Unidos e Israel Categoria:2026 no Irã Categoria:Envolvimento dos Estados Unidos em mudanças de regime Categoria:Controvérsias da segunda administração Trump Categoria:Mortes na guerra do Irã em 2026 Categoria:Crimes de guerra dos Estados Unidos