O caso Thawanna Salmázio refere-se à morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ocorrida em 3 de abril de 2026, no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade de São Paulo, Brasil. Thawanna foi baleada durante uma abordagem realizada por policiais militares, em um episódio que rapidamente ganhou repercussão pública e levantou questionamentos sobre o uso da força por agentes de segurança.
O caso passou a ser acompanhado por diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público do Estado de São Paulo, e provocou debates mais amplos sobre violência policial e abordagens em áreas periféricas.
Vítima Thawanna da Silva Salmázio (8 de abril de 1994 – São Paulo, 3 de abril de 2026) tinha 31 anos e levava uma vida comum, trabalhando como ajudante-geral de forma autônoma. Era mãe de cinco filhos e mantinha uma rotina marcada por responsabilidades familiares e trabalho. Moradora da zona leste da capital paulista, vivia com o companheiro e era descrita por pessoas próximas como uma mulher tranquila e dedicada à família.
Sua morte trouxe forte comoção entre familiares e moradores da região, que passaram a questionar as circunstâncias da ação policial.
Envolvidos Yasmin Cursino Ferreira, a soldado da PM, estava no banco do passageiro do carro da PM, atirou e matou Thawanna Salmázio após uma discussão. A arma da soldado foi apreendida. Ela tem 21 anos foi aprovada no concurso da corporação em novembro de 2024, segundo o Diário Oficial do dia 27 daquele mês. Weden Silva Soares, o soldado da PM, dirigiu o carro da PM e usou câmera corporal durante a ação policial. Ele iniciou uma discussão com o casal, com xingamentos.
No dia do caso Na madrugada de 3 de abril, Thawanna foi baleada pela policial militar Yasmin Cursino Ferreira às 2h59, por meio do registro feito pela câmera corporal do soldado Weden Silva Soares. Às 3h04, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que imediatamente foi chamado pelo soldado da PM, acionou a central do Corpo de Bombeiros.
Circunstâncias Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, a ocorrência teve início após um contato entre um pedestre — companheiro de Thawanna — e o retrovisor de uma viatura. A situação teria evoluído para uma abordagem, seguida de um desentendimento entre os envolvidos.
De acordo com o relato oficial, durante a confusão, uma policial militar efetuou um disparo que atingiu Thawanna. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos.
Controvérsias Desde os primeiros momentos após o ocorrido, surgiram versões divergentes sobre o que teria acontecido. Familiares, testemunhas e registros em vídeo passaram a questionar a narrativa apresentada pela Polícia Militar.
Imagens de câmeras de segurança e de equipamentos corporais indicariam que a abordagem pode ter sido mais tensa do que inicialmente descrito. Testemunhas relataram que houve agressões físicas antes do disparo e que Thawanna não apresentava ameaça que justificasse o uso de arma de fogo.
Esses elementos intensificaram o debate público e levantaram dúvidas sobre a proporcionalidade da ação policial.
Investigação Diante da repercussão, o Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um procedimento para investigar o caso, por meio do Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP).
Paralelamente, a Secretaria da Segurança Pública informou o afastamento dos policiais envolvidos das atividades operacionais, enquanto as circunstâncias do ocorrido são apuradas. As imagens das câmeras corporais passaram a ser consideradas peças centrais na investigação.
O caso também é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de um inquérito policial militar.
Em 4 de abril de 2026, a Polícia Militar afastou os soldados Weden Silva Soares e Yasmin Cursino Ferreira, envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Thawanna Salmázio.
Em 10 de abril de 2026, as testemunhas, que presenciaram a abordagem, contestaram a versão apresentada por policiais militares de que a vítima teria dado um tapa no rosto da soldado da PM Yasmin Cursino Ferreira. No mesmo dia, o atestado de óbito emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que Thawanna da Silva Salmázio morreu por hemorragia interna aguda após ter a perda intensa de sangue provocada pelo disparo.
Repercussão A morte de Thawanna da Silva Salmázio gerou forte repercussão social, especialmente nas redes sociais e na própria comunidade onde ocorreu o fato. O caso reacendeu discussões sobre violência policial no Brasil, com foco na atuação em regiões periféricas e na abordagem de civis desarmados.
Organizações da sociedade civil e moradores da região passaram a cobrar transparência nas investigações e responsabilização, caso irregularidades sejam confirmadas. O episódio também foi comparado a outros casos semelhantes que marcaram o debate público sobre segurança pública no país.
Consequências Na noite de 3 de abril de 2026, os moradores de Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, fizeram um protesto após a morte de Thawanna Salmázio. Durante o protesto, moradores montaram barricadas com pneus incendiados, e policiais usaram armas de efeito moral para dispersar o grupo.
Ver também Violência policial no Brasil Caso Cláudia Silva Ferreira Caso Heloísa
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