Graça Abranches (1945 - 2019), foi escritora, tradutora e investigadora.

Biografia Foi investigadora permanente no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES) nas décadas de 1980 e 1990, sendo pioneira dos estudos feministas em Portugal. Professora de Literatura Inglesa, destacou-se pelo rigor académico, pela análise de discursos sobre o aborto e pela autoria do Guia para uma linguagem promotora da igualdade entre mulheres e homens na Administração Pública.

Entre 1975 e 2000, integrou o Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Participou como investigadora em vários projetos europeus, nomeadamente nas áreas da igualdade de oportunidades e educação (IOFID, Coeducação, SAGE), teoria feminista (ATHENA) e literatura inglesa (Receção Literária de Virgínia Woolf na Europa, projeto da British Academy).

Investigou e publicou, em Portugal e no estrangeiro (Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos), sobretudo sobre a construção discursiva do masculino e do feminino, a escrita de mulheres, a teoria crítica feminista e a igualdade de oportunidades na educação.

Graça Abranches foi quem primeiro introduziu cadeiras de Estudos Feministas na Universidade de Coimbra, mais precisamente nos cursos de licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas da Faculdade de Letras.

Publicações Artigos publicados na Revista Crítica de Ciências Sociais

Abranches, Graça (1980), "Re-lendo A Room of One's Own. Onde se conta de mudas que ouvem, surdos que falam e mudas que aprenderam a falar", Revista Crítica de Ciências Sociais, 4/5, 129-156.

Abranches, Graça (1981), "Sheila Rowbotham, Lynne Segal e Hilary Wainwright, Beyond the Fragments. Feminism and the Making of Socialism, Londres, Merlin, Press, 1980/1979", Revista Crítica de Ciências Sociais, 6, 207-212.

Abranches, Graça (1984a), "Um passeio doméstico: à procura da utopia num espaço cor-de-rosa", Revista Crítica de Ciências Sociais, 13, 35-44.

Abranches, Graça (1984b), "Ditos, não-ditos e mito", Revista Crítica de Ciências Sociais, 13, 101-105.

Abranches, Graça (1996), ''Teacher, women can be nouns, too!'. A igualdade de oportunidades na formação inicial de docentes de Inglês", Revista Crítica de Ciências Sociais, 45, 185-198.

Abranches, Graça (1998), "On What Terms Shall We Join the Procession of Educated Men? Teaching Feminist Studies at the University of Coimbra, Oficina do CES, 125. Acessível em https://ces.uc.pt/publicacoes/oficina/ficheiros/125.pdf.

Abranches, Graça; Ferreira, Virgínia (1986), "O debate sobre o aborto e a ortopedia discursiva da sexualidade", Análise Social, XXII(3.°-4.°), 92-93, 477-492.

Livros publicados

1984. Places and paths in Jane Eyre: some views on women's existencial space.

1984. A "vocação" das faculdades de letras e a "formação psicopedagógica de professores" / Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, Martin A. Kayman, Graça Abranches.

1997. Escrever do avesso: poetas portugueses = Writing in reverse: portuguese women poets / coord. Graça Abranches; il. Pirouz Efftekhari

1999. Lenguaje, poder, educación: el sexo de los B, A, BAs / Graça Abranches, Eduarda Carvalho; pref. José Manuel Mota; trad. Ana Martins.

1999. Linguaggio, potere, educazione: il sesso degli abbici / Graça Abranches, Eduarda Carvalho; pref. José Manuel Mota; trad. Silvia Steiner.

1999. Linguagem, poder, educação: o sexo dos B, A, BAs / Graça Abranches, Eduarda Carvalho, pref. José Manuel Mota.

2009. Guia para uma linguagem promotora da igualdade entre mulheres e homens na administração pública. Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - Presidência do Conselho de Ministros. ISBN 9789725973141

Dia Internacional da Mulher na RTP em 1986: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/dia-internacional-da-mulher-7/

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