Soneto 113 é um dos 154 sonetos escritos pelo dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare. Faz parte da sequência "Belo Jovem", na qual o poeta expressa seu amor por um jovem.

Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG.CAMPOS, Geir. Pequeno Dicionário de Arte Poética- Rio de Janeiro:Edições de Ouro,1960.

Sinopse Neste primeiro de dois sonetos interligados, o poeta confessa que tudo o que vê se transforma numa imagem da amada. Desde que deixou sua amada, o poeta não pensa em mais nada. Seus olhos não veem mais o mundo exterior, pássaros, flores e outras formas não entram em sua mente, só a imagem da pessoa amada. Tudo o que ele vê, feio ou belo, se transforma na pessoa amada.

Mais por um senso de dever do que por uma expressão significativa de emoção, o poeta afirma ver a pessoa amada (o belo jovem) em tudo enquanto está longe dele. A dicotomia olho-mente apresentada no primeiro verso remete a sonetos anteriores nos quais os pensamentos sobre o jovem confortavam o poeta durante a separação.

Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta

Tradução de José Arantes Júnior

Tradução de Paulo Camelo

Tradução de Ivo Barroso

Categoria:Sonetos de William Shakespeare en:Sonnet 113fr:Sonnet 113ru:Сонет 113pl:Sonet 113 (William Szekspir)