A República Popular da China é líder mundial tanto em produção como em processamento de terras-raras, particularmente dominando os estágios de separação e refino, além da manufatura de ímãs permanentes. Com efeito, a Agência Internacional de Energia estimou, em 2024, que a China era responsável por cerca de 91% da produção, da separação e do refino desses materiais, além de 94% da produção de ímãs permanentes sinterizados. Os elementos terras-rara possuem ampla utilização industrial, possuindo aplicações diversas como, além de ímãs, veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos de consumo.
A China possui depósitos de terras-raras leves e pesados de extração economicamente viável, além de já haver capacidade de extração em escala industrial a base de solventes para seu refino. Ao longo das décadas passadas, o país supriu a maioria da demanda global por elementos terras-raras, além de possuir as maiores reservas globais conhecidas. Em fevereiro de 2026, o Serviço Geológico dos Estados Unidos declarou que a China possuía cerca de 44 milhões de toneladas de terras-raras em suas reservas naturais.
O país também possui a maior parte das patentes relacionadas ao setor, com um relatório de 2026 baseado no arquivo do Instituto Europeu de Patentes identificando que, das mais de 22 mil patentes globais registradas entre 2014 e 2024 de tecnologias relacionadas às terras-raras, a China é responsável por cerca de 81% destas.
Desde 2016, o governo chinês implementou controles de exportação sobre certos elementos terras-raras e tecnologias de processamento. Em 2025, o país introduziu duas ondas de controle de exportação sobre a mesma área, com a segunda onda sendo posteriormente suspensa por um ano. Em 2026, a China introduziu controles em tempo real e penalidades para irregularidades na exportação sobre sua indústria nacional de terras-raras.
Referências
Categoria:Mineração na China Categoria:Indústria na China