Nelson Pereira dos Santos foi um roteirista, produtor, montador, ator, e diretor de cinema brasileiro. Reconhecido como um dos maiores e mais importantes cineastas brasileiros de todos os tempos, seus filmes receberam inúmeros prêmios e indicações em premiações e festivais nacionais e internacionais. Durante sua longa carreira cinematográfica, já foi indicado a quatro Ursos de Ouro, três Palmas de Ouro, recebeu dois prêmios no Festival de Brasília e Festival de Gramado, dois Grande Otelos, além de ter representado o Brasil no Oscar quatro vezes.
Logo em seu primeiro longa-metragem, Rio, 40 Graus, considerado um precursor do movimento cinematográfico Cinema Novo, movimento o qual Nelson iria participar posteriormente, foi selecionado para a competição de um festival internacional de cinema, este sendo o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, em 1956. Na cerimônia, esteve na competição pelo Globo de Cristal, prêmio principal do festival, recebendo o Prêmio Jovem Talento. Entre as outras honrarias conquistadas pelo longa, estão uma Menção Honrosa no Prêmio Saci, e inúmeros troféus no Prêmio Governador do Estado, incluindo de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Argumento. Rio, Zona Norte, seu segundo longa-metragem, também participou da competição do Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary. Ainda recebeu os galardões de Melhor Ator, para Grande Otelo, e Melhor Argumento, para Nelson, no Festival de Cinema do Distrito Federal. No ano seguinte, em 1958, ganhou o Prêmio Especial do Juri do Festival de Montevidéu. Mandacaru Vermelho foi outro filme que participou da seleção oficial de um festival, competindo pelo prêmio de Melhor Filme, na competição internacional, no Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, em 1962.
Foi em 1963, com Vidas Secas, baseado no livro de mesmo nome de Graciliano Ramos, que o diretor chegou no Festival de Cinema de Cannes, maior festival de cinema do mundo, na competição pela Palma de Ouro, prêmio máximo da cerimônia. Saiu de Cannes com duas honrarias, o Prêmio do OCIC e o Prêmio dos Cinemas de Arte. No ano anterior, havia recebido 20 milhões de cruzeiros do governador Carlos Lacerda, no Prêmio Governador da Guanabara, por Vidas Secas. Foi considerado o melhor filme daquele ano, pela Resenha de Cinema de Gênova, na Itália. Boca de Ouro, seu filme posterior, também recebeu diversas honrarias, passando pelo Prêmio Saci, saindo vitorioso da categoria Melhor Cinematografia, para Amleto Daissé, e Prêmio Governador do Estado de São Paulo, recebendo, entre outros, os troféus de Melhor Filme e Melhor Diretor. Em sua primeira seleção para o Festival de Cinema de Berlim, com Fome de Amor, competiu pelo Urso de Ouro, prêmio máximo do festival. Com Azyllo Muito Louco, adaptação do conto O Alienista de Machado de Assis, volta ao Festival de Cannes em competição pela Palma de Ouro. Na cerimônia, recebeu o Prêmio Luis Buñuel. Ainda teve passagem pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde Nelson recebeu o Prêmio Carmem Santos INC. Como Era Gostoso o Meu Francês marca sua segunda passagem pelo Festival de Berlim, também na competição pelo Urso de Ouro, e a primeira vez que um filme seu é candidato do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional. O filme também foi exibido no Festival de Cannes, na sessão Quinzena dos Realizadores.
No ano seguinte, volta a sessão com Quem é Beta?. O Amuleto de Ogum também foi indicado a Palma de Ouro, sendo o vencedor da principal categoria do Festival de Cinema de Gramado, o Kikito de Melhor Filme. Seu filme posterior, Tenda dos Milagres, é selecionado para o Festival de Berlim, em competição pelo Urso de Ouro. No Festival de Brasília, em 1977, o longa recebeu o Troféu Candango de Melhor Longa-metragem e Melhor Direção, para Nelson Pereira dos Santos, Melhor Trilha Sonora, para Jards Macalé e Gilberto Gil, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Sônia Dias. O Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres foram escolhidos como representantes do Brasil no Oscar. Na Estrada da Vida, cinebiografia da dupla sertaneja Milionário & José Rico, foi um sucesso de público, levando mais de 1 milhão e 200 mil pessoas a salas de cinema. Recebeu as honrarias de Melhor Filme, pelo júri popular, e uma Menção Especial no Festival de Brasília. Seu longa posterior, Memórias do Cárcere, baseado no livro de mesmo nome de Graciliano Ramos, foi também um sucesso de público. Estreando na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, onde recebeu o Prêmio FIPRESCI, levou mais de 1 milhão e 100 mil pessoas ao cinema. Com a repercussão internacional que a produção estava recebendo, foi escolhido como o candidato do Brasil ao Oscar. Jubiabá foi sua primeira seleção no Festival de Cinema de Veneza, fora da competição principal, fazendo com que Nelson se tornar-se um dos primeiros diretores brasileiros a passar pelos três grandes festivais de cinema do mundo. O longa-metragem A Terceira Margem do Rio, baseado no conto de mesmo título do livro Primeiras Estórias (1962) de João Guimarães Rosa, coloca novamente o diretor na competição pelo Urso de Ouro.
O documentário Raízes do Brasil, sobre a vida e a obra do escritor e jornalista Sérgio Buarque de Holanda, autor da obra Raízes do Brasil, ganhou um prêmio no Silver Daisy Awards. Brasília 18% foi selecionado para o Festival de Cinema de Tribeca, competindo pelo prêmio de Melhor Longa-Metragem Narrativo. No Prêmio Contigo! de Cinema Nacional, foi indicado a três prêmios, nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, para Nelson, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Malu Mader. Seus próximos dois filmes, A Música Segundo Tom Jobim e A Luz do Tom, ambos sobre o cantor e compositor brasileiro Tom Jobim, foram premiados em diversos festivais e premiações. Ambos foram indicados ao Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, com A Luz de Tom recebendo os prêmios de Melhor Longa-metragem de Documentário e Melhor Trilha Sonora,“Uma História de Amor e Fúria” recebe o Prêmio de Melhor Longa-Metragem de Animação no 13º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro . TelaBrasil, 27 de agosto de 2014 com A Música Segundo Tom Jobim ganhando também este último. A Música Segundo Tom Jobim também ganhou Melhor Documentário no Festival Sesc Melhores Filmes.
Principais cerimônias Festival de Cinema de Cannes Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1964Palma de Ouro<center> Vidas SecasPrêmio do OCICPrêmio dos Cinemas de Arte1970Palma de Ouro<center> Azyllo Muito LoucoPrêmio Luis Buñuel1975Palma de Ouro<center> O Amuleto de Ogum1984Prêmio FIPRESCI<center> Memórias do Cárcere
Festival de Cinema de Berlim Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1968Urso de Ouro<center> Fome de Amor1971<center>Como Era Gostoso o Meu Francês1977<center>Tenda dos Milagres1994<center>A Terceira Margem do Rio
Festival de Cinema de Brasília Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1970Prêmio Carmem Santos INC<center> Azyllo Muito Louco1977Melhor Longa-metragem<center> Tenda dos MilagresMelhor Diretor1980Melhor Longa-metragem (júri popular)<center> Na Estrada da VidaPrêmio Especial do Júri
Festival de Cinema de Gramado Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1975Melhor Filme<center> O Amuleto de Ogum
Festival de Cinema de Tribeca Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2006Melhor Longa-metragem Narrativo<center> Brasília 18%
Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1956Globo de Cristal<center> Rio, 40 Graus1958<center>Rio, Zona Norte
Grande Otelo Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2002Melhor Curta-metragem<center> Meu Compadre, Zé Ketti 2013Melhor Longa-metragem Documentário<center> A Música Segundo Tom Jobim2014<center>A Luz do TomMelhor Roteiro Adaptado
Prêmio Guarani Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2013Melhor Documentário<center> A Música Segundo Tom Jobim
Prêmio APCA Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 1985Melhor Filme<center> Memórias do Cárcere
Prêmio Contigo! de Cinema Nacional Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2007Melhor Filme<center> Brasília 18%Melhor Direção2012Melhor Documentário<center>A Música Segundo Tom Jobim
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