Em 14 de junho de 2026, ocorreu uma colisão aérea no bairro do Recreio dos Bandeirantes, localizado na Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. O acidente envolveu dois helicópteros de pequeno porte que colidiram em pleno voo, resultando na morte de todos os seis ocupantes das duas aeronaves e desencadeando um incêndio de grandes proporções alimentado por explosões subsequentes em um pátio logístico de veículos elétricos no solo. Entre as vítimas estavam o cantor estadunidense Oliver Tree; o youtuber argentino Gaspi; o diretor argentino Lucas A. Vignale e o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota.

Antecedentes

Oliver Tree O cantor norte-americano já estava realizando sua primeira turnê mundial no intuito de promover seu recém-lançado álbum Love You Madly Hate You Badly, começando na América do Sul e que ia até à Europa. Com a nomenclatura de World's First World Tour, Tree realizou shows na Argentina e Chile antes de chegar em território brasileiro.

No Brasil, Tree fez sua única e última apresentação em São Paulo, em 6 de junho. Sua próxima apresentação seria em Lisboa, em Portugal, iniciando sua rota de shows na Europa em julho.

Cerca de um dia antes do acidente, Tree estava com o influenciador Iae Break, que disse que foi convidado a embarcar, mas não marcou presença no acidente por conta de um "compromisso já marcado". Com o influenciador, o cantor se adaptou e conheceu a cultura carioca. Tree deixou sua paixão pelo Rio de Janeiro ao comentar: 'Sorte que não sou gringo, sou carioca!'. Na semana anterior ao acidente, ele havia gravado uma versão em forró da sua música "Miss You" junto com o produtor Lucas Frota, uma das vítimas, e o cantor Dupê, contendo um trecho da letra traduzida para o português, com Frota chegando a pedir a guia do som para convencer Tree a lançar esta versão nos minutos anteriores ao acidente. A promessa era de que esta versão seria lançada se os brasileiros visualizassem o vídeo da prévia.

Aeronaves

A primeira aeronave envolvida era um helicóptero Bell 206 Jet Ranger, fabricado em 1999 e possuía o prefixo PP-MAC, pertencente a empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. A aeronave foi comprada pela empresa em 2024 e estava com toda sua documentação em dia com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O segundo helicóptero envolvido era um Airbus H125, fabricado em 2012 e com o prefixo PR-DJJ. A aeronave pertencia ao empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias e também estava com toda sua documentação em dia com a ANAC.

O proprietário do helicóptero PP-MAC, uma das aeronaves envolvidas no acidente, foi autuado pela ANAC em julho de 2025 e recebeu a multa de oito mil reais. Segundo a decisão da agência, o proprietário identificado como Oswaldo de Luca Filho, teria recusado exibir livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização.

Acidente thumb|Imagens de circuito fechado de televisão mostrando a fumaça causada pelo incêndio iniciado após a colisão Por volta das 8h59 (UTC−3) de 14 de junho de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado para responder a uma colisão aérea na Zona Sudoeste da capital fluminense. Segundo relatos de testemunhas e gravações efetuadas por moradores locais, duas aeronaves de asa rotativa se colidiram no ar e caíram em queda livre.

Os destroços principais atingiram o terreno de uma antiga igreja fechada no quadrilátero formado pela Avenida das Américas e as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. No momento do desastre, a propriedade privada estava locada para a fabricante de automóveis chinesa BYD, funcionando como um pátio logístico para o armazenamento de automóveis elétricos e híbridos novos. Destroços das duas aeronaves também atingiram o terraço de um edifício residencial vizinho ao lote.

Explosões e incêndio secundário Imediatamente após o impacto contra o solo, pelo menos uma das aeronaves sofreu uma violenta explosão de combustível. O fogo gerado pelo desastre espalhou-se de forma célere pelo pátio de armazenamento, atingindo os veículos ali estacionados.

O contato das chamas com os módulos de baterias de íon de lítio dos automóveis iniciou uma reação em cadeia de fuga térmica (thermal runaway), gerando uma série de fortes explosões secundárias e uma espessa coluna de fumaça preta que pôde ser avistada de diversos pontos da região. Mais de 20 automóveis zero quilômetro foram completamente destruídos pelas chamas e pelas detonações das baterias em solo.

Operação de resgate A resposta de emergência mobilizou o Quartel de Bombeiros do Recreio dos Bandeirantes. Para garantir a segurança das equipes e o posicionamento dos veículos de combate a incêndio e das ambulâncias, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio efetuou o bloqueio total da pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação de BRT Gilka Machado, no sentido Santa Cruz, gerando desvios no tráfego local.

Devido à natureza química do incêndio, alimentado pelas baterias veiculares elétricas, os bombeiros aplicaram técnicas específicas de resfriamento contínuo. O fogo foi oficialmente controlado por volta das 10h00 da manhã, dando início à fase de rescaldo e aos trabalhos de perícia médica.

Vítimas e danos

O balanço oficial apontou o óbito imediato de seis pessoas, correspondentes à totalidade dos ocupantes de ambos os aparelhos. Informações preliminares indicaram que uma das aeronaves transportava cinco pessoas (um piloto e quatro passageiros) e havia decolado do município de Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. O segundo helicóptero era ocupado unicamente pelo piloto. Não houve registro de pedestres, moradores ou funcionários feridos em solo.

As seis vítimas do acidente foram:

Oliver Tree, cantor estadunidense; Lucas Vignale, diretor argentino; Gaspar Prim (Gaspi), youtuber argentino; Lucas Brito Chaves (Lucas Frota), produtor musical brasileiro; Alexandre Souza, piloto da aeronave Airbus H125; Charles Marsillac, piloto da aeronave Bell 206.

Investigação O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), foi acionado para realizar a Ação Inicial da investigação. Os peritos técnicos coletaram dados no local, incluindo componentes das fuselagens, registros de comunicação de tráfego aéreo e dados meteorológicos da manhã do acidente para apurar os fatores contribuintes da colisão em pleno voo.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro descartou a hipótese de que as aeronaves envolvidas na colisão estariam fazendo transporte clandestino de passageiros.

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