O Club Atlético Atenas e um clube de futebol uruguaio, localizado em Maldonado, Uruguai, atualmente compete na Segunda Divisão Uruguaia.
Fundado em 1928, o clube conquistou seu primeiro título nove anos depois de sua fundação, a Liga Carolina de Fútbol. Inicialmente, o clube competia em âmbito departamental, posteriormente expandindo-se a âmbito nacional, filiando-se a Organización del Fútbol del Interior, até se profissionalizar, filiando-se a Associação Uruguaia de Futebol, atualmente disputa a Segunda Divisão Nacional, com passagens pela Primeira Divisão Nacional
História Em 1 de maio de 1928, na cidade de San Carlos, no departamento de Maldonado, os jovens atletas Héctor Páez Núñez e Rubén Borges, ambos jogadores do Excelsior, time de futebol da cidade, estavam almoçando, aproveitando o feriado do Dia do Trabalho. O encontro acontecia em uma área chamada La Represa, um local comum na época para tais reuniões, onde hoje se encontra a fábrica da IMSA.
No início da tarde, eles tiveram um treino no clube mencionado, em um terreno onde hoje ficaria entre as ruas Alvariz e Ceberio e as ruas 25 de Agosto e Fernández Chávez. Eles não chegaram no horário combinado para o início do treino, então o capitão do Excelsior, Juan Ramón Cabrera, não os deixou treinar. Frustrados, os dois jovens foram para o centro da cidade, discutindo a ideia de formar outro time. Eles iriam explicar o ocorrido e seus planos para Oriol Díaz, goleiro do Excelsior, que não estava treinando naquele dia porque estava trabalhando em uma farmácia.
Após caminharem vários quarteirões, chegaram ao local e explicaram a situação a Oriol, que aceitou a proposta, dando início à bela história do Atenas. Oriol Díaz foi uma figura fundamental nesses primeiros passos do clube ainda em formação, sendo o primeiro capitão da equipe e, principalmente, porque foi ele quem lhe deu o nome "Atenas" ao clube.
As primeiras reuniões foram realizadas em uma sala pertencente a Carlos Mena e Ramón Burgueño, na Rua Reyles. Nessas primeiras assembleias, surgiu o nome Atenas. Já mencionamos o autor, mas a razão pela qual ele escolheu esse nome foi por causa da capital da Grécia, o berço do esporte moderno, já que os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna foram realizados lá, em Atenas, em 1896.
A primeira partida do clube foi um amistoso disputado em maio contra um clube local. O jogo terminou abruptamente no meio do primeiro tempo devido a uma lesão de um jogador adversário. Alguns dias depois, houve a revanche, com vitória do Atenas por 2 a 1. Em setembro, uma partida foi realizada em Pan de Azúcar, na qual o Atenas perdeu por 3 a 2 para um time chamado Pan de Azúcar.
A cor do clube surgiu por acaso, porque as cores do Excelsior era vermelha e branca. Inicialmente, queriam que fosse vermelha e azul, mas eram muito parecidas, então optaram por azul-marinho e vermelha.
A história do estádio do clube começa em 1954. Em março daquele ano, a assembleia geral do clube aprovou a compra do terreno para o futuro estádio por US$ 2.000 o hectare. O terreno era utilizado por meio de um contrato de arrendamento desde 1935, mas o proprietário o queria de volta, pois pretendia utilizá-lo para outro fim. Isso motivou a busca por um novo local. O terreno finalmente adquirido era uma fábrica de processamento de carne que tinha aproximadamente 3 hectares.
A partida inaugural naquele campo foi disputada em 8 de maio de 1955, em um amistoso contra o Defensor de Maldonado. O Atenas venceu o jogo por 4 a 3. Julio Formoso marcou o primeiro gol do Atenas naquele campo. A escalação inicial do Atenas naquele dia foi: Wilfredo García, Hebert Moreira, Abascal Sosa, Nepomuceno Acosta, Milson Pagola, Esperanza Acosta, Walter Sánchez, Lorenzo Collado, Gualberto Gastán, Julio Formoso e Nicolás Mego, o treinador era José Maffio. Formoso marcou mais um gol e Collado e Sánchez completaram o placar para o Atenas. Ainda naquele mesmo mês, o Atenas disputou e conquistou seu primeiro título no novo campo, o Torneo Apertura daquele ano, vencendo de 2 a 1 do Huracán. Pedro Fermín Sosa marcou o primeiro gol oficial do clube.
Em setembro de 1963, o clube teve a ideia de construir a arquibancada principal para transformar o campo em um estádio, com um custo aproximado de 100.000 pesos. Para isso foi criado um comitê de supervisão do projeto, presidido por Amador Berna e composto também por Julio Vidal, Casimiro Cardozo, Ricardo Pérez e Dalmiro Iza. A arquibancada seria construída no lado sul, entre o campo principal e o campo juvenil, com três seções: oito assentos no centro, duas seções de seis assentos cada em cada lado e quatro assentos em cada extremidade. Os vestiários ficariam localizados abaixo da seção central.
Em 21 de novembro daquele ano, a construção teve início. Os trabalhos iniciais foram supervisionados pelo Sr. Quintana, especialista em reforço de concreto. Em 1968, o sócio Rudemar Díaz doou toda a cerca para o campo; em 1970, as instalações sanitárias do estádio foram reformadas com a colaboração da Prefeitura de Maldonado, que forneceu mão de obra e materiais; os banheiros públicos e vestiários foram rebocados, chuveiros e instalações sanitárias foram instalados, uma área para churrasco foi construída e uma bomba d'água foi adquirida para fornecer água quente aos chuveiros dos jogadores e árbitros, em 1981, as traves de metal foram instaladas, em 1999, a cerca perimetral foi substituída e o estádio foi pintado, em 2002, o gramado foi modernizado para atender aos padrões da FIFA, com a colaboração do engenheiro civil Artigas Rijo. Foram adicionados novos banheiros e vestiários para torcedores da casa e visitantes, além de novas instalações sanitárias, uma fileira adicional de assentos na parte superior das arquibancadas, modificações no cercamento perimetral, uma nova entrada privativa para os árbitros, arquibancadas laterais temporárias e taludes. O projeto recebeu apoio do Governo Municipal de Montevidéu (IMM), da Câmara Municipal, do Senador Wilson Sanabria e do Sr. Néstor Suárez, que supervisionou a construção. O Sr. Ruberico Cano foi o responsável pela pintura.
Durante esses anos, campos auxiliares também foram criados. Em 2009, foram adquiridas máquinas: um trator de cortar grama, uma aparadora de grama e uma motosserra. Em agosto daquele ano, as arquibancadas permanentes atrás dos gols, com 24 metros de comprimento, foram erguidas. Em 2012, o estádio foi pintado e oito cabines fechadas e cobertas foram disponibilizadas. Finalmente, em 2014, começou a construção da arquibancada visitante, juntamente com a reforma dos banheiros e a instalação de um sistema de irrigação computadorizado. E até hoje em dia o projeto continua em andamento.
Profissionalismo Em 2001, filiou-se a Associação Uruguaia de Futebol e, no ano seguinte, começou a competir na Segunda Divisão do Uruguai, alcançando estabilidade institucional, algo que outros clubes do interior uruguaio não conseguiram ao se profissionalizarem. Permaneceu nessa divisão até que, finalmente, em 2009, conquistou o tão esperado acesso à Primeira Divisão, derrotando o Durazno na final pela terceira vaga de promoção
Em 23 de agosto de 2009, no Estádio Luis Franzini , o Atenas disputou sua primeira partida na Primera División, sofrendo uma derrota por 5 a 1 para o Defensor Sporting. Jorge Ramírez marcou o primeiro gol do Atenas na primeira divisão. Sua primeira vitória na elite veio em 4 de outubro, após quase dois meses de frustração, com uma vitória por 2 a 0 em casa contra o Cerro Largo, na sexta rodada do torneio. Em 11 de abril de 2010, o time foi oficialmente rebaixado para a Segunda División após perder por 2 a 1 para o Rampla Juniors, terminando a temporada na última colocação.
A equipe precisou de quatro temporadas para retornar à Primeira Divisão, embora sempre chegasse aos playoffs pela terceira vaga de acesso, era eliminada consecutivamente por Cerro Largo, Huracán e Torque. Na temporada 2013-14, o time conquistou o acesso direto, somando 46 pontos em 26 jogos e terminando em segundo lugar, atrás do Tacuarembó. Em 23 de novembro de 2017, garantiu seu terceiro acesso à Primeira Divisão Uruguaia após um empate em 1 a 1 com o Tacuarembó no Estádio Domingo Burgueño Miguel, com gol de Santiago Barboza. A temporada de 2018 foi irregular, resultando no rebaixamento para a Segunda Divisão Uruguaia na temporada de 2019.
Por razões econômicas, a estratégia da equipe para competir de forma mais eficaz começou em 2019, quando passou a operar como uma Sociedade Anônima Desportiva no ramo de esportes. Teve um grupo de gestão inicial que atuou por dois anos, até 2021, quando o clube rompeu relações com eles, entendendo que não haviam alcançado os resultados esperados.
Em meados de 2020, o clube, por meio de votação de seus sócios, firmou um contrato de 25 anos com o Grupo Pachuca do México, com o objetivo de operar como subsidiária do Talleres de Córdoba. Juan Pablo Fassi foi nomeado presidente da SAD. Entre os objetivos do novo projeto do clube, estavam prometidos investimentos significativos na instituição, incluindo planos para novas infraestruturas, como a construção de um complexo esportivo com oito campos de treinamento e um estádio moderno, com padrão FIFA, próximo a Punta del Este.
Em seu primeiro ano sob a nova gestão, o clube tentou apresentar uma nova imagem, fechando um acordo com a marca dinamarquesa de artigos esportivos Hummel e contratando jogadores de renome, incluindo Diego Forlán como técnico e nomes como Sebastián Britos, Jonathan Ramírez e Sebastián Riquelme. O projeto de Forlán durou apenas 12 partidas, com um aproveitamento de 47,22% e a classificação para os playoffs, onde foi demitido após desentendimentos com o presidente do clube. Após a saída de Forlán, Christian Giménez, argentino e ex-jogador do Boca Juniors, assumiu o comando, mas não conseguiu alcançar os resultados esperados e não conseguiu manter a equipe na zona de classificação para os playoffs, terminando em 9º lugar entre 12 equipes na segunda divisão. Em seu segundo ano sob a gestão da SAD, o time de Atenas novamente não conseguiu atingir as expectativas. A temporada começou com Roland Marcenaro como treinador, que havia levado o Cerrito recentemente ao acesso à primeira divisão. Ele permaneceu no comando até a 13ª rodada, quando foi substituído por Valentín Villazán. O clube terminou a temporada em 8º lugar, mais uma vez fora da zona de classificação para os playoffs. Além disso, foi eliminado na primeira fase da Copa AUF Uruguai pelo Mar de Fondo, um time amador. Em 2023, o grupo empresarial abandonou a instituição, levando consigo a maioria dos jogadores e deixando de realizar os investimentos em infraestrutura planejados. Em 2024 o clube terminou em 11º na Segunda Divisão Uruguaia e em 2025 se classificaram para os playoffs de promoção, porém perderam na final para o Deportivo Maldonado.
Títulos
Nacionais Copa Nacional de Clubes: 4 (1965, 1975, 1976, 2001)
Supercopa de Clubes Campeões do Interior: 3 (1971, 1972, 1974)
Departamentais Departamento de Maldonado: 13 (1957, 1964, 1970, 1971, 1973, 1974, 1984, 1985, 1988, 1990, 1991, 1993, 1996)
Liga Mayor de Fútbol de Maldonado: 3 (1995, 1996, 2000)
Categoria:Clubes de futebol do Uruguai Categoria:Clubes de futebol fundados em 1928