Os assassinatos de Diane e Alan Scott Johnson ocorreram em 2 de setembro de 2003. Eles foram mortos a tiros em sua casa em Bellevue, Idaho, pela própria filha, Sarah Marie Johnson, de 16 anos.

Autor Sarah Marie Johnson nasceu em 24 de janeiro de 1987. Ela cresceu na cidade de Bellevue, em Idaho, e frequentou a Wood River High School em Hailey.

História Alan Scott Johnson era sócio de uma empresa de paisagismo e sua esposa Diane trabalhava em uma clínica médica. Eles prezavam muito a família, que incluía dois filhos, Matt, de 22 anos, e Sarah, de 16. Por volta das 6h20 daquela manhã, Sarah entrou sorrateiramente na casa de hóspedes da família e pegou a arma do crime, um rifle Winchester Modelo 70 de calibre .264. A inquilina da residência havia viajado para a capital do estado, Boise, e não planejava retornar por cerca de uma semana. Em seguida, Sarah voltou para dentro da casa e atirou na cabeça de sua mãe enquanto ela dormia. Depois disso, foi até o banheiro onde o seu pai estava tomando banho e atirou nele acima do coração. No local do crime, as autoridades encontraram em uma lata de lixo na frente da casa um roupão e uma luva de látex contendo o DNA da filha e de seus pais. No quarto dos Johnson, os investigadores encontraram a outra luva de couro que pertencia ao casal com resíduos de pólvora. O xerife do condado de Blaine, Walt Femling, disse que era a cena de crime mais perturbadora que já tinha visto; "Havia sangue e cabelo no tapete. Estava no teto. Estava em todas as paredes. Havia parte de um gorro no corredor".

Essas provas foram suficientes para que Sarah, de 18 anos, fosse condenada pelos assassinatos de seus pais por um júri do Condado de Ada, Idaho, em 16 de março de 2005. Ela foi sentenciada a duas penas de prisão perpétua simultâneas sem possibilidade de liberdade condicional, mais quinze anos por agravante de uso de arma de fogo. A Suprema Corte de Idaho confirmou sua condenação em 2008. Seu aparente motivo foi a proibição de seus pais de que ela namorasse um imigrante mexicano, de 19 anos, que era narcotraficante, chamado Bruno Santos. Ele era uma fonte constante de discussões na casa dos Johnson. No fim de semana anterior aos assassinatos a tensão aumentou, quando Diane e Alan descobriram que Sarah estava dormindo no apartamento de Santos. Alan foi buscar Sarah e disse a Santos que ele deveria ficar longe de sua filha. Ele chegou a ameaçá-lo de denunciá-lo à polícia por ter relações sexuais com uma menor de idade; essa seria a discussão final entre eles sobre o assunto. Syringa Stark, uma amiga de Sarah, disse: "Eu sentia que ela merecia coisa melhor. Ele tinha abandonado o ensino médio e vendia drogas, enquanto ela vinha de uma família boa. Simplesmente não parecia certo".

Em 2012, o advogado de Sarah entrou com um pedido de novo julgamento, alegando que ela teve assistência jurídica ineficaz no julgamento do assassinato. Eles também citaram a ausência de respingos de sangue nela e o fato de as impressões digitais na arma do crime corresponderem às de um inquilino que morava na casa de hóspedes da família. Em outubro de 2014, o pedido foi negado. Em 2017, Sarah tentou reduzir sua sentença de prisão perpétua, citando as decisões da Suprema Corte em outros casos de familicidio; no entanto, sua sentença foi mantida.

Ver também Caso Richthofen, parricídio brasileiro cometido pela filha das vítimas e seu namorado. Assassinatos na família Richardson, parricídio canadense cometido pela filha das vítimas e seu namorado.

Referências

Ligações externas Episódio sobre o caso no podcast "Quinta Misteriosa" (Spotify)

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