Em 26 de agosto de 2024, Brasil e Nicarágua romperam oficialmente relações diplomáticas após uma série de tensões crescentes relacionadas com as eleições venezuelanas e outras questões regionais. A crise diplomática começou quando a Nicarágua expulsou o embaixador brasileiro, uma retaliação à decisão do Brasil de não participar da celebração do 45º aniversário da Revolução Sandinista. Essa decisão foi vista como parte de uma estratégia de Lula para se distanciar de regimes autoritários, especialmente diante das críticas internas de que ele estava sendo complacente com líderes como Nicolás Maduro na Venezuela e Daniel Ortega na Nicarágua

A situação piorou quando o Brasil, em resposta, expulsou o embaixador nicaraguense, sinalizando o colapso total das relações. Ortega, que vinha reprimindo severamente opositores e a Igreja Católica, ficou furioso com as críticas de Lula e com a falta de apoio de seu governo. O rompimento também foi influenciado pela postura crítica de Lula em relação às eleições na Venezuela, onde ele evitou endossar completamente a vitória contestada de Maduro, o que Ortega interpretou como uma traição à solidariedade entre governos de esquerda na região

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