Manoela Pessoa de Miranda é uma bióloga e funcionária internacional brasileira. Desde 2025, é Secretária da Comissão de Recursos Genéticos para a Alimentação e a Agricultura (CGRFA) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), órgão intergovernamental que trata da conservação e do uso sustentável da biodiversidade para a alimentação e a agricultura. Reúne cerca de 20 anos de experiência no sistema das Nações Unidas.

Formação Miranda é formada em biologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui mestrado em Ciências Agrárias pela Universidade de Agricultura de Tóquio. Além disso, é doutora em Biologia Molecular pela Universidade de Halle-Wittenberga.

Carreira Miranda iniciou sua carreira internacional como oficial de programa na Divisão Conjunta da FAO e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na Áustria. Em seguida, integrou por mais de uma década o Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), no Canadá, onde atuou na área de ciência e avaliação de risco e, mais tarde, como chefe da Unidade de Biossegurança e Biosseguridade, tendo servido como Secretária do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança.

Sua trajetória a levou também a Samoa e a Genebra. Na Suíça, integrou o Secretariado da Convenção de Minamata sobre Mercúrio. Como parte desse secretariado, foi uma das editoras convidadas de uma edição especial da revista científica Ecotoxicology, publicada em 2023, que reuniu estudos sobre a exposição global ao mercúrio e seus impactos sobre a biodiversidade.

Comissão de Recursos Genéticos para a Alimentação e a Agricultura Em 2025, Miranda tornou-se Secretária da Comissão de Recursos Genéticos para a Alimentação e a Agricultura, o único órgão intergovernamental permanente dedicado especificamente a todos os componentes da biodiversidade para a alimentação e a agricultura, que produz relatórios globais sobre o estado desses recursos e apoia países no enfrentamento de sua perda.

À frente da comissão, defende a repartição justa dos benefícios do uso de recursos genéticos e o reconhecimento dos conhecimentos tradicionais de camponeses, agricultores de pequena escala e povos indígenas. Durante a retomada da 16.ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16), em Roma, em fevereiro de 2025, celebrou a criação do Fundo de Cali, destinado a fazer com que empresas que lucram com dados genéticos da natureza retribuam parte de suas receitas às comunidades que preservam essa biodiversidade. Na ocasião, comparou os recursos genéticos a uma "biblioteca" de características úteis para a adaptação da agricultura à crise climática. Participou ainda do lançamento do segundo Relatório sobre o Estado dos Recursos Genéticos Florestais do Mundo, apresentado como evento paralelo da vigésima sessão da comissão (CGRFA-20), realizada em Roma em março de 2025.

Ligações externas

Categoria:Pessoas vivas Categoria:Mulheres cientistas do Brasil Categoria:Funcionários da Organização das Nações Unidas