Adriano Pedrosa (1965) é um curador brasileiro. É o diretor artístico do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e curou a Bienal de Veneza de 2024.

Carreira De 2011 a 2014, Pedrosa foi responsável pelas programações artísticas da SP-Arte, uma feira de arte em São Paulo, sob a liderança de sua fundadora Fernanda Feitosa.

Pedrosa foi coorganizador da edição de 2006 da Bienal de São Paulo, além de exposições bienais em Tijuana (2005); San Juan, Porto Rico (2009); e Istambul (2011, com Jens Hoffmann). Em 2013, curou Hiwar, Conversas em Amã, um programa de residência e conversas na Fundação Khalid Shoman, na Jordânia, reunindo artistas de países como Angola, Brasil, Egito, África do Sul, Palestina e Filipinas.

Entre as exposições mais conhecidas curadas por Pedrosa no MASP está a série Histórias, na qual cada mostra examina em profundidade um tema diferente, frequentemente uma comunidade ou identidade. Essas exposições incluem Histórias da Sexualidade (2017), focada nas histórias da sexualidade; Histórias Afro-Atlânticas (2018), focada na diáspora africana e no legado do comércio transatlântico de escravos; e Histórias Brasileiras (2022), focada nas histórias do Brasil.

Antes de ingressar no MASP, Pedrosa atuou como curador responsável por exposições e pelo acervo do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, de 2000 a 2003. Durante esse período, criou em 2003 a Bolsa Pampulha, um programa de residência e pesquisa em artes visuais que reformulou o antigo Salão Nacional de Arte do Estado e deu projeção a artistas como Cinthia Marcelle, Marilá Dardot, Paulo Nazareth, Sara Ramo e Luana Vitra.

A Bienal de Veneza de 2024 curada por Pedrosa teve como título Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere (Estrangeiros em Todos os Lugares), buscando inspiração em uma série de obras desenvolvidas pelo coletivo Claire Fontaine, nascido em Paris e sediado em Palermo. Durante a bienal, Pedrosa encontrou-se com o Papa Francisco em sua visita ao pavilhão da Santa Sé em 28 de abril de 2024, marcando a primeira vez que um pontífice compareceu à exposição internacional.

Em setembro de 2025, o Museu de Arte de São Paulo começou a exibir Histórias da Ecologia, curada por Pedrosa. A mostra reúne obras de 117 artistas e permanece em exibição até fevereiro de 2026.

Reconhecimento Em 2022, Pedrosa foi contemplado com o Prêmio Audrey Irmas de Excelência Curatorial de 2023. No mesmo período, figurou na 14ª posição da lista "Power 100" da revista ArtReview.

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