Amarga Navidad (no Brasil: Natal Amargo e ) é um longa-metragem espanhol de tragicomédia com elementos de autoficção lançado em 2026 escrito e dirigido por Pedro Almodóvar. A trama acompanha uma diretora de publicidade que, após a morte da mãe e uma crise emocional, viaja com uma amiga a Lanzarote, nas Ilhas Canárias, em busca de distância, mas acaba confrontando o próprio luto. É estrelado por Bárbara Lennie e Leonardo Sbaraglia, ao lado de Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit e Quim Gutiérrez.

O filme foi lançado nos cinemas da Espanha em 20 de março de 2026 pela Warner Bros. Pictures e, posteriormente, teve sua estreia internacional em 19 de maio de 2026 no 79º Festival de Cinema de Cannes na mostra competitiva onde disputou a Palma de Ouro. No Brasil, estreou no dia 28 de maio de 2026. Após uma decisão da Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España (popularmente conhecida como Academia de Cine), o longa ficou de fora dos filmes selecionados para disputar a vaga de representação da Espanha na 99ª edição do Oscar.

Enredo Após perder a mãe durante o período natalino, Elsa (Bárbara Lennie), uma diretora de publicidade, mergulha no trabalho para evitar lidar com o luto, até que uma crise de pânico a força a interromper sua rotina. Ela então viaja para Lanzarote com a amiga Patricia (Victoria Luengo), enquanto seu companheiro Bonifacio (Leonardo Sbaraglia) permanece em Madri. Em paralelo, a narrativa acompanha Raúl Durán (Quim Gutiérrez), um cineasta que enfrenta um bloqueio criativo e transforma experiências pessoais em material para seu novo roteiro, fazendo com que as histórias de Elsa e de seus relacionamentos se misturem e tornem cada vez mais tênues as fronteiras entre realidade e ficção.

Elenco

Produção Em uma entrevista ao IndieWire publicada em outubro de 2024, Almodóvar descreveu Bitter Christmas como "uma comédia trágica sobre gênero". Já no mês de maio de 2025, foi divulgado que Victoria Luengo e Patrick Criado haviam sido escalados para o filme. As filmagens começaram em 9 de junho de 2025, com Pau Esteve Birba como diretor de fotografia. Outros integrantes do elenco, incluindo Bárbara Lennie, Quim Gutiérrez, Leonardo Sbaraglia, Milena Smit e Aitana Sánchez-Gijón, foram posteriormente anunciados. O filme é uma produção da El Deseo e contou com a colaboração da Movistar Plus+.

As filmagens terminaram em 12 de agosto de 2025 em Lanzarote e Madrid . Teresa Font assumiu a montagem do filme durante a pós-produção. Ao final do processo de produção, Almodóvar descreveu Bitter Christmas como "o filme em que fui mais cruel comigo mesmo".

Lançamento miniaturadaimagem|Gutiérrez, Sánchez-Gijón, Sbaraglia, Almodóvar, Lennie e Criado apresentando o filme no 79º Festival de Cinema de Cannes A Warner Bros. Pictures lançou Bitter Christmas nos cinemas espanhóis em 20 de março de 2026. Posteriormente, foi lançado na plataforma de streaming Movistar Plus+. A Curzon adquiriu os direitos de distribuição para o Reino Unido e a Irlanda, programando o lançamento nos cinemas para 28 de agosto de 2026. Em agosto de 2025, a Sony Pictures Classics, distribuidora estadunidense recorrente dos filmes de Almodóvar, adquiriu os direitos de distribuição do filme nesse território.

O filme teve sua estreia internacional na competição principal do 79º Festival de Cinema de Cannes em 19 de maio de 2026, onde concorreu à Palme d'Or e venceu o Cannes Soundtrack Award. A trajetória do filme na temporada de festivais internacionais continuou com sua seleção para a mostra Horizons na 60º edição do Festival Internacional de Karlovy Vary, na mostra de "exibições especiais" do Festival Internacional de Cinema de Toronto (estreando na América do Norte), na seção "feito na espanha" da 74º edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, no Festival Internacional de Cinema de Vancouver, e por fim, para a mostra principal do Festival de Cinema de Nova Iorque (em sua estreia nos Estados Unidos).

Quanto à distribuição, a Pathé ficou responsável na França, programando o lançamento nos cinemas franceses para 20 de maio de 2026. Por sua vez, a Warner Bros. assumiu a distribuição na Itália, no México, na Argentina e no Brasil, programando, respectivamente, o lançamento nos cinemas para 21 de maio de 2026 na Itália e 28 de maio de 2026 no México, na Argentina e no Brasil.

Recepção

Bilheteria Bitter Christmas estreou com €728.038 (96.852 espectadores) no primeiro fim de semana nas bilheterias espanholas, apresentando um desempenho ligeiramente superior ao de Mães Paralelas (2021) e The Room Next Door (2024), ambos dirigidos por Almodóvar. Em seu segundo fim de semana, o filme havia arrecadado cerca de €1,6 milhão. No quarto fim de semana, arrecadou mais €120.400, alcançando um total de aproximadamente €2,3 milhões. Em setembro de 2026, sua bilheteria mundial havia alcançado US$ 6 milhões.

Recepção da crítica Já no Metacritic, que utiliza uma média ponderada, fora atribuído ao filme uma pontuação de 70 de 100, com base em 21 críticos, indicando críticas "geralmente favoráveis".

As primeiras reações ao filme foram "em grande parte positivas", embora "longe de unânimes", com admiradores elogiando sua "honestidade brutal", enquanto seus detratores consideraram que lhe faltava "impacto emocional".

Nacionalmente, Laura Pérez, da Fotogramas, atribuiu ao filme quatro de cinco estrelas, destacando a "honestidade brutal de seu diretor" como seu principal mérito. Pepa Blanes, da Cadena SER, considerou que o filme apresenta uma "estrutura notável e original", avaliando que Almodóvar expõe sua própria alma de maneira ainda mais intensa do que em Dor e Glória. Andrea G. Bermejo, da Cinemanía, deu ao filme quatro estrelas e meia de cinco, classificando-o como um "autorretrato de honestidade brutal".

A recepção internacional, por sua vez, foi geralmente respeitosa, embora sem grande entusiasmo. David Ehrlich, da IndieWire, concedeu ao filme uma nota B, considerando-o "autopunitivo ao extremo, mas nunca nem um pouco apologético", além de enxergá-lo como um exemplo de "autoficção à sua melhor forma". Stephanie Zacharek, da Time, avaliou que, embora o filme "talvez não seja tão reflexivo ou profundo quanto pretende ser", é difícil não apreciar o excesso característico de Almodóvar. Gaël Golhen, da Première, deu quatro de cinco estrelas ao filme, considerando-o "menos agradável, mas mais honesto [que Dor e Glória]. E quase maior".

Alison Willmore, da Vulture, observou que os elementos mais interessantes do filme surgem apenas no último ato, avaliando que o que Almodóvar consegue realizar no final torna o restante do filme, embora difícil de assistir, minimamente justificável. David Rooney, do The Hollywood Reporter, resumiu o filme como "Mais dor, menos glória", classificando-o como um exercício "elegante" e "intrincadamente estruturado", mas que, por manter certa distância do público, é "cativante, mas raramente comovente".

Robbie Collin, do The Telegraph, deu três de cinco estrelas ao filme, descrevendo-o simultaneamente como "complacente" e "uma ágil desconstrução da complacência artística". Já Vanessa Thorpe, do The Observer, classificou-o como "um mea culpa espirituoso e sensível que não deixa um gosto amargo". Helen O'Hara, da Empire, deu três de cinco estrelas, considerando que, embora "não seja difícil passar algum tempo com esses personagens", o filme merecia um desfecho mais forte.

Prêmios e indicações PrêmioData da cerimôniaCategoriaDestinatário(s)ResultadoCannes Film Festival23 de maio de 2026Palme d'OrPedro Almodóvar Cannes Soundtrack AwardAlberto Iglesias

Ligações externas Bitter Christmas at ICAA's Catálogo de Cinespañol

Categoria:Filmes da Espanha de 2026 Categoria:Filmes com temática LGBT de 2026 Categoria:Filmes dirigidos por Pedro Almodóvar Categoria:Filmes ambientados em 2004 Categoria:Filmes ambientados em 2025 Categoria:Filmes ambientados em Madrid