O American Radiator Building, também chamado de American Standard Building, é um arranha-céu localizado ao sul do Parque Bryant no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Foi projetado pelos arquitetos Raymond Hood e J. André Fouilhoux nos estilos neogótico e art déco como um edifício de escritórios para a American Radiator Company. O edifício tem 103 metros de altura com uma área interna de mais de sete mil metros quadrados espalhados por 23 andares. Sua construção ocorreu entre 1923 e 1924, já um anexo foi construído entre 1936 e 1937.

Outros inquilinos alugaram espaços de escritórios no edifício após sua finalização, incluindo os próprios Hood e Fouilhoux. A American Radiator Company se transformou na American Standard apenas alguns anos depois e esta permaneceu como a dona do prédio até vendê-lo em 1988 para uma empresa japonesa. Foi comprado em 1998 pelo incorporador imobiliário Philip Pilevsky, que converteu a torre no Bryant Park Hotel a partir de 2001. A Escola Katharine Gibbs operou no anexo entre 2001 e 2009, com o espaço abrigando desde 2012 a Faculdade Comunitária Stella e Charles Guttman da Universidade da Cidade de Nova Iorque.

A estrutura original consiste em uma torre de dezoito andares acima de uma base de cinco, já o anexo ao oeste tem apenas cinco andares. A fachada é feita principalmente de tijolos pretos com decorações em dourado sendo usadas nos recuos do edifício e em seus pináculos. A intenção de Hood era que a estrutura fosse uma haste separada dos arredores, o que necessitou que o edifício ficasse recuado do limite do terreno, algo que reduziu a quantidade de espaço interno. O subsolo e os dois primeiros andares foram originalmente projetados como espaços de exposição, já os escritórios ficavam nos andares superiores.

Local O American Radiator Building está localizado no número 40 da Rua 40 Oeste no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A seção original do edifício ocupa um terreno retangular com 23 metros de comprimento na Rua 40, trinta metros de profundidade e uma área de 706,4 metros quadrados. Também há um anexo de cinco andares localizado no número 50 da Rua 40 Oeste, ao oeste da torre. O terreno do anexo tem uma área de metros quadrados com 22 metros de comprimento na Rua 40 e uma profundidade de sessenta metros até a Rua 39.

O prédio forma o limite sul do Parque Bryant, entre a Quinta e Sexta Avenidas. No mesmo quarteirão estão o Engineers' Club Building, The Bryant e o 452 Fifth Avenue ao leste, o Engineering Societies' Building e Haskins & Sells Building ao sul e o Bryant Park Studios ao oeste. Outros locais próximos incluem o Ramo Principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque do outro lado da Rua 40 ao norte, bem como o Lord & Taylor Building ao sudeste. O quarteirão tinha casas geminadas de arenito marrom até meados da década de 1920, quando foram substituídas pelo American Radiator Building e outras estruturas de vários andares. O local do anexo era ocupado por seis casas nos números 46 a 52 na Rua 40 Oeste e os números 39 a 43 na Rua 39 Oeste.

História Raymond Hood era um arquiteto relativamente desconhecido quando, em 1921, ele colaborou com John Mead Howells em um concurso de arquitetura que resultou em uma proposta bem sucedida para a Tribune Tower de Chicago. Segundo o autor Walter Kilham, Hood se tornou um arquiteto proeminente "de uma obscuridade quase total e literalmente da noite para o dia". Os arquitetos da época estavam usando elementos de projeto clássicos do Beaux-Arts, que não eram comumente usados em estruturas altas. Clarence Mott Woolley, o presidente da American Radiator Company, estava no início da década de 1920 querendo um edifício que divulgasse sua empresa e também proporcionasse um espaço de exibição para seus produtos.

Desenvolvimento thumb|esquerda|140px|O American Radiator Building em 1924 A American Radiator começou em 1923 a desenvolver um novo edifício de escritórios em Nova Iorque. O American Radiator Building foi apenas o segundo arranha-céu projetado por Hood. O projeto e construção do prédio demorou apenas treze meses. O processo de projeto começou em abril de 1923 e a superestrutura de aço foi construída entre 22 de agosto e 21 de novembro. Segundo Hood, o projeto do exterior ainda não tinha sido finalizado em uma escala de um oitavo até dois meses depois do aço do prédio ter sido encomendado. O esquema de cores só foi finalizado depois de algumas vigas de aço já terem sido erguidas. Hood ainda estava determinando em uma escala de meio tamanho como o topo do prédio seria construído quando as obras chegaram no décimo sétimo andar. A American Radiator anunciou em janeiro de 1924 que ocuparia o edifício quando as obras fossem finalizadas em maio.

A American Radiator inicialmente ocupou dois mil metros quadrados do novo edifício. O espaço da empresa incluía uma loja, parte dos terceiro e quarto andares e do décimo sexto ao vigésimo quarto andares. O empresário Augustus Juilliard assinou um contrato de locação em agosto de 1924 de 1,6 mil metros quadrados para uma loja na base. Isto incluía uma loja de vários andares no térreo e segundo andar, bem como o restante do terceiro e quarto andares, todos conectados por um elevador particular. Espaços de escritórios também foram alugados para outros inquilinos, como os laboratórios elétricos da Association of Edison Illuminating Companies, a Clarage Fan Company e a American Engineering Company. O escritório de arquitetura de Hood e seu colega J. André Fouilhoux também alugou um espaço no American Radiator Building.

A American Radiator comprou em 1928 um edifício de doze andares nos números 35–39 da Rua 39 Oeste que ocupava um terreno de treze por trinta metros atrás do edifício da empresa. Esta aquisição tinha a intenção de proteger as vistas do American Radiator Building. A American Radiator se fundiu no ano seguinte com a Standard Sanitary Manufacturing Company para formar a American Radiator and Standard Sanitary Corporation, que anos depois ficaria conhecida simplesmente como American Standard. Consequentemente, o prédio passou a se chamar American Standard Building. A American Standard contratou Hood em 1929 para projetar uma extensão da torre e o arquiteto projetou uma torre que seria duas vezes e meia mais alta que a original, com uma fachada preto e dourada encimada por um pináculo. Entretanto, estes planos não foram levados adiante por conta da crises financeira causada pela Grande Depressão.

Expansão e tombamento thumb|250px|Os andares superiores do anexo A American Standard pagou quinhentos mil dólares para o Bowery Savings Bank em fevereiro de 1936 pela compra das seis casas adjacentes nos números 46 a 52 da Rua 40 Oeste e 39 a 43 da Rua 39 Oeste. O plano era que essas estruturas fossem substituídas por um anexo de exibição com não mais de seis andares. Os novos espaços de exibição foram inaugurados em junho de 1937. A primeira exibição realizada no local foi um programa sobre a reurbanização da Sexta Avenida após a demolição do Elevado da Sexta Avenida. Vinte um trabalhadores da construção foram premiados pela qualidade de seus trabalhos.

Os novos espaços de exibição foram usados para exibições como "uma cidade ideal de 2000 d.C." em 1937, uma para utensílios domésticos em 1938 e um modelo da seção norte da Sexta Avenida em 1941. A American Standard vendeu em 1950 a estrutura atrás do edifício. Os escritórios continuaram a ser ocupados por inquilinos como a North Star Woolen Mill e a Mosler Safe Company, esta última tendo se mudado para o edifício depois de ter sido comprada pela American Standard em 1967.

A Comissão de Preservação de Marcos Históricos de Nova Iorque realizou em setembro de 1974 audiências públicas para determinar se o American Standard Building, o Parque Bryant e parte do interior Ramo Principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque seriam tombados como marcos da cidade. Caso isso fosse aprovado, eles se tornariam os primeiros marcos moderno, cênico e interno, respectivamente. A American Standard foi contra o tombamento, afirmando que "o edifício não tem importância histórica alguma" e dizendo que sua única intensão era "durar o tempo comercial típico". Apenas outros dois arranha-céus, o Flatiron Building e o Manhattan Municipal Building, eram tombados na época. Beverly Moss Spatt, a presidente da Comissão de Preservação de Marcos, disse que a "cidade está com problemas sérios", com processos questionando a autoridade da comissão. Os três tombamentos ocorreram em novembro de 1974, sendo ratificados no início do ano seguinte pelo Conselho de Estimativa da Cidade de Nova Iorque. O American Standard Building foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos em 7 de maio de 1980.

Conversão A American Standard reduziu na década de 1980 o número de funcionários trabalhando em Nova Iorque, reduzindo sua força de trabalho de quinhentas para duzentas pessoas em cinco anos. A Black+Decker fez no início de 1988 uma oferta surpresa para comprar a American Standard e vender o American Standard Building. A American Standard, diante dessa redução de tamanho, vendeu em setembro o edifício e seu anexo para a empresa japonesa Clio Court por 43 milhões de dólares. A Clio inicialmente propôs converter o prédio em um hotel de luxo com 160, duzentos ou 250 quartos. O preço elevado se deu em parte pela grande demanda por hoteis de luxo na época. A Clio considerou erguer quinze andares acima do anexo, mas não tinha uma estimativa de construção. A American Standard planejou sublocar espaço no edifício enquanto isso.

Os investidores japoneses não tinham muito interesse no mercado imobiliário estadunidense e assim o edifício ficou vazio na década de 1990. O jornalista e crítico arquitetônico Christopher Gray escreveu sobre o prédio para o jornal The New York Times no início de 1994 e afirmou que ele estava desocupado há quatro anos. O American Standard Building foi usado na década de 1990 como uma área de observação de executivos de empresas de moda assistindo a desfiles no Parque Bryant abaixo. Esses desfiles mudaram-se em 1997 para os Piers de Chelsea, parcialmente porque a Clio estava vendendo o edifício e por insatisfação sobre a localização no Parque Bryant. O estilista Tommy Hilfiger supostamente expressou nessa época interesse em alugar o American Standard Building como sede de sua empresa, mas nenhum acordo foi feito.

Torre thumb|esquerda|170px|O edifício visto do Parque Bryant em 2011 A propriedade da torre e do anexo foram divididas em 1998 quando o incorporador imobiliário Philip Pilevsky comprou a torre por quinze milhões de dólares, começando a convertê-la em um hotel de 170 quartos. Este hotel foi um de vários estabelecidos foram dos tradicionais distritos de hotel da cidade. A Daiwa Real Estate originalmente se comprometeu com o financiamento do hotel, mas voltou atrás quando Pilevsky enfrentou dificuldades financeiras com outros projetos ainda no mesmo ano. David Chipperfield foi contratado como o arquiteto da conversão. O tombamento do prédio exigiu que a renovação fosse extremamente cuidadosa sobre a restauração da fachada; o tombamento proibia algumas das mudanças propostas como janelas maiores nos quartos. Tijolos foram removidos em aproximadamente quarenta locais para a instalação de ar-condicionados. Os arquitetos precisaram depois fechar esses buracos com centenas de tijolos pretos, que já tinham sido difíceis de obter durante a construção original; os empreiteiros acabaram usando alguns tijolos do interior, que eram feitos do mesmo material.