Landim é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Landim do município de Vila Nova de Famalicão, freguesia com 4,55 km² de área e 2838 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de .

Landim foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Este era constituído pelas freguesias de Areias, Lama, Palmeira de Landim, Sequeiró, Ávidos, Bente, Landim (Santa Marinha) e São Miguel de Seide. Tinha, em 1801, 2944 habitantes.

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 2001 511 432 1568 3412011 392 339 1661 4422021 367 281 1600 590

História A história da freguesia de Santa Maria de Landim confunde-se com a do seu mosteiro, visto que ela nasce para a história graças à fundação do mosteiro, em 1096, por D. Rodrigo de Forjaz Trastamara, filho do Conde de Trastamara, nobre francês que atraído para a Península pelas guerras de Afonso VI, rei de Leão, contra os mouros. Fundado em finais do século XI, o convento foi entregue aos Frades Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que viu aumentar o seu património, quando D. Gonçalo Gonçalves e D. Rodrigo Gonçalves Pereira (filhos do Conde D. Gonçalo Rodrigues) lhe doaram o rico e extenso Couto de Palmeira, com sede no lugar de Santa Eulália. É certo que, existe uma confusão histórica na atribuição primaz quanto à fundação Couto, direitos e privilégios entre o de Landim e Palmeira. No entanto, a maioria dos estudiosos defende a integração deste naquele, porque o de Landim se firmou, prevalecendo e dominando o de Palmeira. Ao longo dos séculos o mosteiro recebeu grandes privilégios por parte dos poderes religiosos e da própria monarquia, que o isentou de submissão e lhe garantiu grandes rendimentos pelo contributo de numerosos casais existentes no perímetro do Couto que chegava à jurisdição de Barcelos. O Couto teve igualmente o título de Condado, desde o reinado de D. Afonso IV, privilégio que D. João I conservou, atribuindo-lhe ainda jurisdição civil, por carta de doação feita em Lisboa, a 19 de setembro de 1410.

Aquando da morte do último prior do mosteiro, D. Frei António da Silva, em 1560, o convento passou para a Comenda do Cardeal Alexandre Farnegia, por concessão do Papa Pio IV. D. Frei Filipe, procurador-geral dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no entanto, encontrando-se nessa altura em Roma, conseguiu que o referido Cardeal desistisse da posse da Comenda. Em 1562, o Mosteiro foi unido ao de Santa Cruz de Coimbra, da mesma ordem. Em 1770, porém, o Convento foi extinto e vendido a particulares, com autorização do Papa Clemente XIV.

Em 1790, o Couto (então, instituição em decadência) foi transformado em concelho, que se manteve até 1836, ano da grande reorganização administrativa encetada por D. Maria II.

Património Igreja de Landim Quinta do mosteiro de Landim Mosteiro de Landim (Site do Mosteiro)

Apesar de a fundação do mosteiro ter ocorrido no século XI, a sua igreja é da segunda metade do século XII. Em março de 1996 a Igreja e a Casa do Mosteiro foram considerados por decreto Imóvel de Interesse Público. O conjunto de três capelas de São Brás - Senhor das Santas Chagas e Senhor dos Paços, em pedra; da Senhora do Carmo, com fachada Barroca; e a de Santa Marinha, construída há mais de quatrocentos anos, completam o rico património religioso da freguesia.

Em termos arquitectónicos, Landim possui algumas belas casas senhoriais. O Solar do Souto, com um espigueiro datado do início do século, em madeira de castanho, tem o seu teto revestido a telha francesa. Na casa agrícola deste solar, pode-se ainda encontrar uma pia do século XVIII. O Solar da Basta é uma casa de pedra muito antiga, com as portas bastante trabalhadas, talvez por entalhadores de Landim.

Tradições Na freguesia, a expressividade cultural e religiosa da população manifesta-se através da solenização das festa em honra de: Nossa Senhora da Assunção: festa em honra da padroeira de Landim, comemora-se anualmente e tradicionalmente a 15 de agosto; Senhora das Candeias - esta festa tem lugar a 2 de fevereiro; São Brás - realiza-se a romaria em louvor a este santo em 3 de fevereiro; São João - realiza-se de 20 a 24 de junho; Santa Marinha - realiza-se a 18 de julho; Procissão dos Passos - a lendária festa que se realiza no quarto domingo da Quaresma, de dois em dois anos; Carnaval (cortejo carnavalesco).