O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Sossego é uma escola de samba da cidade de Niterói, que atualmente está afastada do Carnaval do Rio de Janeiro, após ceder sua vaga para a Acadêmicos de Niterói. Oriunda do Largo da Batalha, já realizou ensaios no Clube da Torre e na Avenida Rui Barbosa, n.º 264.

Foi quatro vezes campeã do Grupo Especial do carnaval de Niterói. Também possuiu outros dois títulos no Grupo de Acesso niteroiense. No carnaval do Rio de Janeiro, conquistou quatro campeonatos em grupos de acesso.

História A escola foi fundada em 10 de novembro de 1969 por Odir de Oliveira Costa e César de Melo Loureiro, com as cores verde e vermelho, desfilando a partir do ano seguinte como bloco carnavalesco. Em 1970, adotou as cores vermelho e amarelo. Em 1972, homenageou Ari Barroso em seu enredo. No ano de 1978, alterou novamente suas cores oficiais para as atuais azul e branco. Nesse ano, sagrou-se campeã entre os blocos de Niterói.

Após ser campeã do Carnaval de 1981, subiu para a divisão principal do Carnaval de Niterói, onde disputou contra as duas grandes escolas do município, a Acadêmicos do Cubango e Unidos do Viradouro, acabou novamente rebaixada ao segundo grupo em 1983, quando, após desfilar com outras nove escolas,O Globo, 13 de Fevereiro de 1983, Matutina, Jornais de Bairro, página 6 obteve a oitava colocação, empatada com a Combinado do Amor, e após um sorteio, a Sossego perdeu a vaga no Grupo I.O Globo, 4 de Março de 1984, Matutina, Jornais de Bairro, página 8.

Em 1984, desfilou no Grupo II com outras 5 escolas, obtendo nova vitória e nova ascensão. Na apuração do desfile de 1985, ficou à frente de Cubango e Viradouro, perdendo o título para a Corações Unidos e a União da Ilha da Conceição, empatadas no primeiro lugar. Um fato curioso é que na apuração deste ano um vereador rasgou parte do mapa de contagem contendo uma das notas do Sossego, o que resultou na repetição da nota do quesito anterior (9), motivo pelo qual ficou em 2° lugar. Dizem os mais antigos que se isso não ocorresse, o Sossego ganharia o carnaval daquele ano.

De 1986 a 1988, já com as duas maiores escolas da cidade fora da disputa, uma vez que passaram a participar do Carnaval da cidade do Rio de Janeiro, a Sossego firmou uma hegemonia na cidade, obtendo o tricampeonato. Em 1989, por conflitos internos, a agremiação não desfilou, o que levaria ao seu consequente rebaixamento para 1990. No entanto, o Senhor Beirute, presidente da Associação das Escolas de Samba das Cidades de Niterói e São Gonçalo, não permitiu que a agremiação fosse rebaixada. Ao desfilar com o enredo “Beijo te beija”, a Sossego conquistou seu tetra campeonato. Após o carnaval de 1992 a entidade seria extinta e a sua sede vendida, quando Almir Augusto Monteiro, Luiz Besouchet e João Preá não permitiram e recuperaram a agremiação.

No ano seguinte a nova direção apresenta um belo desfile, do carnavalesco Gil Gouvea, com o enredo “Tratado de amor”, conquistando o 2° lugar. Em 1994, o carnavalesco Newton Galhano é contratado e com o enredo “Só vai ao Bonfim quem tem” trazendo para o desfile da Amaral Peixoto duas grandes personalidades da localidade: Lizete, a mais antiga baiana da escola, que não desfilava desde 1990 por problemas de saúde; e uma grande personagem do Acadêmicos do Cubango, mãe Luizinha. Nesse ano, o Sossego obteve o vice-campeonato. Após o carnaval de 1995, em que novamente fica em 2° lugar, com o enredo “Deixem nossas matas sempre verdes”, ganhando o troféu de melhor ala de baianas, comandada por Arlete Matias e melhor comissão de frente.

O então presidente, não conformado com as subsequentes derrotas, resolve abandonar o carnaval fluminense e seguindo os passos da Cubango e Viradouro, se filia à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o Carnaval de Niterói seria extinto, retornando apenas na década seguinte. Assim, a Sossego estreia no carnaval carioca com o enredo "E o cinema virou samba, tem pipoca no ar", que deu à escola o vice-campeonato do grupo "E". No ano posterior conquistou seu primeiro campeonato carioca pelo grupo D, com o enredo “Olha o passarinho, um álbum de família”.

Em 1998, com o carnavalesco Max Lopes e o estreante Cahê Rodrigues, obtém o terceiro lugar no grupo e o direito de acesso ao grupo B, já na Marquês de Sapucaí. Terminado o carnaval, o até então presidente e sua diretoria deixam a agremiação e João Carlos Paes assume a presidência. Por mais dois anos a agremiação permaneceu no Sambódromo, retornado ao grupo C em 2001, quando obtém novo vice-campeonato, e retorna ao Grupo B. De 2002 a 2005 a agremiação foi rebaixada duas vezes, retornando ao grupo D, quinta divisão do Carnaval do Rio.

Após 2006, a Sossego é assumida por Almir Alves da Silva (Mica), juntamente com os conselheiros Djalma da Conceição e Almir Augusto Monteiro, ambos ex-presidentes, que trazem de volta o já consagrado carnavalesco Cahê Rodrigues. Em 2008, já sob o mandato de José Adriano Valle da Costa (Folha), a Sossego é campeã do grupo de acesso D.

Em 2009, a agremiação homenageou sua cidade, Niterói, com o enredo Sorria, Você Está Numa Cidade Com Muito Sorriso, Suor e Sossego, conquista o título da quarta divisão - naquele ano chamada de Grupo RJ-2, retornando à Passarela do Samba. Em 2010, novamente homenageou a cidade de Niterói. No ano seguinte, a escola apresentou o enredo Sua Majestade, o Rei Sol, que abordava o astro solar como tema de seu carnaval. Nesse ano, Dinho (ex-Cubango), passou a ser o novo diretor de bateria da escola, que teve à frente como rainha Camila Macedo. Devido a um estouro de tempo e problemas na evolução, a Sossego acabou rebaixada novamente, voltando para o desfile da Estrada Intendente Magalhães.

Em 2015, a escola perdeu seu presidente Luiz Gustavo, que passou mal aos 39 anos, na véspera do desfile da agremiação, sendo internado, e vindo a falecer na sexta-feira, após o Carnaval. No desfile, termina em 9° lugar. Em 2016, com uma homenagem ao centenário do poeta Manoel de Barros, a escola se sagra campeã da Série B, e retorna a Sapucaí após 4 anos desfilando na Intendente Magalhães, sendo sua estreia na Série A. Para 2017, anunciou a contratação do intérprete Leandro Santos, vindo da Tuiuti, e do carnavalesco Márcio Puluker, que desenvolveu o enredo prestando uma homenagem a atriz Zezé Motta. E para contar a história da atriz, a azul e branca levou para a avenida um samba-enredo em formato de diálogo, recurso inédito no carnaval. Com uma competente apresentação, a escola conseguiu uma permanência tranquila na Série A, obtendo o 11° lugar.

Visando o carnaval de 2018, a Sossego promoveu mudanças em alguns departamentos, contratando o carnavalesco Petterson Alves, que desenvolveu o enredo "Ritualis". Para o carro de som, a escola contratou o experiente Nêgo, que volta à Sapucaí após sua última passagem pela Imperatriz em 2015. Como forma de conter despesas, a escola optou por encomendar seu samba-enredo para a parceria encabeçada por Felipe Filósofo, vencedora na escola nos últimos dois carnavais. Com uma apresentação muito aquém do esperado, principalmente nos quesitos plásticos, a escola terminou em 13° e último lugar, sendo a princípio rebaixada para a Série B. Entretanto, devido ao cancelamento do rebaixamento do Grupo Especial, a Sossego teve seu descenso anulado e permanecerá na Série A em 2019, numa decisão tomada em plenária realizada na LIERJ um mês após os desfiles.

Com a permanência na Sapucaí assegurada, a Sossego anunciou o tema "Não se meta com a minha fé, acredito em quem quiser" que a partir da figura religiosa mexicana Jesús Malverde, abordaria a questão da diversidade religiosa. Inicialmente, o enredo foi desenvolvido por Leandro Valente, foi substituído por Rodrigo Almeida cerca de um mês antes do Carnaval. A prévia divulgação de uma das alegorias causou polêmica, pois a escultura, representando o Diabo, era bastante semelhante à fisionomia do prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Após a polêmica, na semana anterior ao Carnaval, a escultura foi retirada do desfile - sendo trocada pela imagem do ex-prefeito Eduardo Paes trajado como um buda - e um diretor de carnaval da agremiação foi demitido. A escola terminou em 12° lugar, se livrando do rebaixamento na última nota. Após o desfile de 2019, Wallace Palhares renunciou à presidência da escola para assumir a LIERJ.

Para o carnaval de 2020, a escola inicialmente contratou o carnavalesco Marco Antonio Falleiros, que desenvolveu enredo que celebrava as raízes sagradas, históricas e personagens do cortejo negro que nasceu em Pernambuco, unindo o samba ao maracatu. A exemplo de 2019, Falleiros deixou a escola, que posteriormente contratou Alex de Oliveira para liderar uma comissão de carnaval. Na reta final, poucas semanas antes de seu desfile, tal comissão foi novamente trocada, desta vez pela dupla Rodrigo Marques e Guilherme Diniz. A Sossego ainda mexeu no casal de mestre-sala e porta-bandeira: Emanuel Lima permaneceu como mestre-sala e a princípio dançaria com Bruna Santos. Após a saída desta última para a Mocidade, foi substituída por Cassiane Figueiredo. Posteriormente, a escola fez outra troca no posto, ao contratar Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas. Nêgo foi recontratado para comandar o carro de som da escola em substituição a Guto, que deixou a azul e branca a menos de dois meses do desfile após ter gravado o samba-enredo no CD oficial e ter feito dupla com o veterano por um curto período. Na apuração, a Sossego terminou em oitavo lugar, sendo este seu melhor desempenho no carnaval carioca e na história da escola.

Para o carnaval de 2021, a escola se reforça contratando o intérprete Nino do Milênio, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Fabricio Pires e Giovanna Justo e o carnavalesco André Rodrigues, vindo da Mocidade Unida da Mooca para sua primeira experiência no carnaval carioca. O enredo da escola, "Visões Xamânicas", aborda uma saga épica imaginada entre o presente e futuro, com a narrativa inspirada em relatos de Davi Kopenawa Yanomami, xamã ianonâmi. Com o cancelamento dos desfiles em 2021, o enredo foi postergado para 2022. O desfile, programado para o final da noite, aconteceu com o dia claro em virtude de um atraso. E com uma bonita apresentação, a Sossego terminou com o sexto lugar.

Em setembro de 2022, foi anunciado que a Sossego cedeu seus direitos de desfile para a recém-fundada Acadêmicos de Niterói, de forma que passaria a desfilar em Niterói - o que não ocorria desde 1995 - e voltar-se para atividades culturais e sociais. No entanto, a escola não desfilou no Carnaval de Niterói em 2023, estando, portanto, inativa.

Segmentos miniaturadaimagem|241x241px|Intérpretes da escola no desfile de 2015miniaturadaimagem|240x240px|Imagem do desfile de 2013 miniaturadaimagem|240x240px|Imagem do desfile de 2015 Presidência Presidente Mandato ReferênciaSidney Ferreira1984Dilson1985-1986Ademir Ferreira1987-1988Djalma da Conceição1989Sidney Ferreira1990Lú Moreno1991Joaquim1992Almir Augusto Monteiro1993 - 1998Joao Carlos1999 - 2002Luiz Borges2003Augusto Elias2004-2006Almir (Mica)2007José Adriano Valle da Costa (Folha)2008-2012Gustavo (Gustavinho)2013-2015Luiz Carlos dos Santos (Mancha)2015-2016Wallace Palhares2017-2019Hugo Júnior2020-atualidade

Presidente de Honra Mandato ReferênciaÂnderson Pipico2019-atualidade

Intérpretes CarnavaisIntérpretes oficiaisRef.1984-1992Odir Sereno1993-1995Wilsinho do Sossego1996Odir Sereno1997Torino1998Odir Sereno1999Bebeto Porto2000–2001Juarez Maia2002Edmilson Villas2003Bebeto Porto2004Odir Sereno2005Diego Chocolate2006Sidney GGB2007Odir Sereno2008–2009Anderson Kybba2010–2011Anderson Kybba e Clóvis Pê2012–2013Ademir Ribeiro e Neném Gavião2014Alexandre Simpatia e Ademir Ribeiro2015Alexandre Simpatia, Ademir Ribeiro e Lico Monteiro2016David do Pandeiro2017Leandro Santos2018Nêgo2019Guto e Juliana Pagung2020Nêgo2022Nino do Milêniominiaturadaimagem|240x240px|A bateria da escola no desfile de 2013