A Freguesia de Vouzela é uma antiga freguesia portuguesa do Município de Vouzela, que tinha 5,17 km² de área e 1 350 habitantes (2011), tendo, por isso, uma densidade populacional de 261,1 h/km².
A partir de 29 de Setembro de 2014, a Freguesia de Vouzela foi extinta (agregada) tendo o seu território passado a fazer parte integrante da então criada União de Freguesias de Vouzela e Paços de Vilharigues.
Sede do município de nove freguesias, com uma extensão de 193 km², e uma população que ronda os 13.200 habitantes, Vouzela está situada em pleno coração da sub-região de Dão-Lafões.
População População da Freguesia de Vouzela Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 716 944 1 036 1 152 1 236 1 173 1 340 1 404 1 372 1 259 1 167 1 340 1 407 1 485 1 350
Geografia Situada no topo norte do município do qual é sede, Vouzela surge como vila encantada por entre as brumas das manhãs de Outono. Descendo a encosta norte da Serra do Caramulo já a encontramos aos pés do Monte da Senhora do Castelo e do Gamardo espraiando-se até ao Vouga, emoldurada pelo exuberante verde das florestas e, aqui e ali, casas de quinta, ora brancas, ora de um cinzento velho e granítico.
A vila é pequena mas airosa: servida por boas vias de comunicação, ligada por camionagem a todo o concelho, possuindo transportes rápidos para os grandes centros e dotada de todas as infra-estruturas que tornam a vida cómoda e calma.
As suas várias casas quinhentistas, a atestar seu passado valor, harmonizam-se com construções modernas surgidas em zonas novas e espalhadas por toda a vila.
Junto à vila há paisagens maravilhosas a impressionar o visitante: a estrada que nos leva à foz do Rio Zela, tem um aspecto caracteristicamente alpino, com a esplêndida piscina natural que o Vouga ali nos proporciona. E o Monte do castelo onde se localiza o magnífico Parque de Campismo, com todas as infra-estruturas que lhe proporcionam umas excelentes férias, para onde se vai numa estrada sinuosa de uns três quilómetros, permite-nos lançar a vista para um quadro estupendo, a conquistar o turista mais viajado, que dirá jamais ter visto igual beleza de tantos contrastes harmoniosos.
História As primeiras referências à povoação remontam à segunda metade do século XI (1083) e, no entanto, há testemunhos de uma muito maior antiguidade: do castro da Senhora do Castelo, embora ainda não tivesse sido escavado, conserva-se a muralha e aparecem à superfície fragmentos de cerâmica castreja e romana. A existência de duas sepulturas antropomórficas, nas suas imediações, prova que continuou a ser habitado na Alta Idade Média.
A Igreja Matriz de Vouzela, monumento nacional desde 1922, é um templo que impressiona pela simplicidade austera do romântico a que foram acrescentados alguns belos pormenores de um gótico em ascensão. No interior, dos séculos XVIII e XIX, ressalta uma imagem de Cristo crucificado. Esta imagem é uma reconstituição fiel do original de Diogo Pires-o-Velho corroído pelo tempo. Digna de nota é também a bela imagem de Nossa Senhora do Rosário, de madeira policromada que, de expressão serena, nos recebe na calma obscuridade do templo onde sobressai apenas a esparsa luz reflectida na talha barroca dos altares.
Um outro edifício, a Casa da Cavalaria, tem sido alvo de algumas considerações a que não é estranha uma personagem que é um dos símbolos desta terra: D. Duarte de Almeida, o Decepado de Toro.
Vouzela foi, desde tempos muito remotos, uma terra muito importante. Dos romanos sabe-se que por aqui fizeram passar o seu tráfego através da ligação viária para todo o império. Entroncamento de duas importantes vias, que a ligavam à civitas e à região do litoral.
A transacção de antiguidades, por exemplo, constitui já um ex-libris do concelho. A zona Industrial do Monte cavalo em expansão, mostra o dinamismo de uma terra que faz assentar nos alicerces do passado o seu futuro.
Património cultural Trajes tradicionais A época do ano (Inverno/Verão), a ocasião (trabalho/festa) e principalmente a situação económica das famílias, determinava o trajar do homem e da mulher.
As diferenças verificadas no trajar dos vários grupos sociais são dadas, fundamentalmente, pela qualidade dos tecidos, pelos modelos e pelos adereços. Enquanto no trajar masculino a diferença é feita pelos tecidos, uma vez que os modelos se mantinham semelhantes, no trajar feminino é feita não só pelos tecidos mas também pelos modelos e adereços.
Para ocasiões de trabalho, a mulher vestia modelos simples e de mais usos. Para ocasiões de festa vestia as melhores peças em tecidos e modelos dependendo da sua situação económica. Os tecidos utilizados na confecção dos trajes eram de fabrico caseiro e industrial, como exemplo temos o linho, a estopa, o burel, o pano cru, a seda entre muitos outros. Em geral o traje feminino é composto pela capucha, a saia, o saiote, o avental, a camisa, a cinta, o lenço de cabeça, meias e tamancos. O traje masculino é composto pela capucha, a calça de burel, o colete, a camisa, as ceroulas, a cinta, meias, tamancas, tamancos de burel, a carapuça e a boina.
A capucha merece um destaque especial uma vez que era uma peça comum a todos os trajes, sobretudo femininos. Era e continua a ser usada nas freguesias mais serranas onde os Invernos são mais rigorosos e justificam o seu uso quase diário. A capucha era indispensável por ter múltiplas funções, tornando-se muito prática. A capucha de trabalho era de burel castanho ou tingido de preto sendo o principal abrigo da mulher e do homem que andavam à chuva, vento frio e neve.
Para além de agasalho, esta peça de vestuário, auxiliava a mulher no seu trabalho, pois nela trazia molhos de lenha, frutos, feijões e hortaliça. Muitas vezes servia para deitar a criança, no campo enquanto a mãe trabalhava. Em dias de festa continuava a usar-se a capucha feita de tecidos mais finos como por exemplo de burel novo.
Festas, feiras e romarias Festa da Santa Marinha padroeira da cidade de Paços de Vilharigues Festa da Nossa Senhora do Castelo, no dia 15 de Agosto Festas do Castelo, na 1ª quinzena de Agosto Festa de São Frei Gil, no dia 14 de Maio (feriado municipal) Festa do Corpo de Deus, no mês de Junho Feira Mensal, na 1ª quarta-feira do mês
Património natural Em Vouzela atravessando a Alameda, encontramo-nos no bem cuidado jardim, que no início de Agosto, serve de palco às tradicionais Festas do Castelo. Os seus enormes plátanos e tílias convidam ao descanso.
Pode-se ainda, na Senhora do Castelo, mergulhar no verde das matas que a envolvem e nas piscinas do parque de campismo que ali se situa.
thumb|250px|Igreja Matriz de Vouzela e Pelourinho. thumb|250px|Antiga ponte ferroviária. thumb|250px|Capela de S. Frei Gil de Vouzela.
Património histórico Na periferia da freguesia das Donas encontram-se as Orcas da Albagueira e a Inscultura da Pedra da Gata, do período Neolítico. Como índicios da civilização castreja temos a Citânia do Crasto e a Citânia da Ribamá.
Dentre os edifícios catalogados pelo IPPAR, encontram-se nesta freguesia: A Igreja de Santa Maria ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou Igreja Matriz de Vouzela, de estilo românico. O belo e antigo casario onde se destaca a Casa dos Távoras, que dá acesso às margens do rio Zela e à fonte da Nogueira, a qual, segundo a tradição, foi mandada construir pelo Infante D. Luís, filho do rei D. Manuel I. O edifício do antigo tribunal que, depois de um bem conseguido restauro e ampliação, acolheu dignamente os actuais Paços do Concelho de Vouzela (Domus Municipallis), do século XVI, com o seu característico arco e varandas, onde hoje funciona a Biblioteca Municipal. O edifício do Museu Municipal de Vouzela. O Pelourinho de Vouzela.
Tem-se ainda: A Igreja da Misericórdia de Vouzela, do século XVIII, com a sua bela frontaria em azulejo. A Casa das Ameias, à espera de restauro. A capela do século XVII dedicada a São Frei Gil que, em frente e em volte, apresenta algumas das mais belas casas de Vouzela. A ponte ferroviária que hoje proporciona um belo passeio pedestre pela zona envolvente do rio Zela e, do outro lado, a mais modesta, mas não menos airosa Ponte romana de Vouzela.
Vouzelenses Ilustres D. D. Duarte de Almeida, o decepado, da batalha de Toro; Frei Gil; Heitor Homem Telles, Desembargador de sua Majestade, Chanceler da Relação do Porto, Senhor das Quintas do Freixo e de Valgode<ref name = "Collecção da legislação antiga e moderna do Reino de Portugal, volume II, pág. 202"/http://books.google.pt/books?id=86BFAAAAcAAJ&pg=PA202&lpg=PA202&dq=heitor+homem+telles&source=bl&ots=f7k1HaPNus&sig=w92UyzsBynde47XShar_vRPRfAQ&hl=pt-PT&sa=X&ei=CShkVLrbB8KqywPz8IL4Bg&ved=0CDkQ6AEwBA#v=onepage&q=heitor%20homem%20telles&f=false"Pedatura Lusitana, tomo V, volume II, pág. 200, título: "Homens-Telles de Vouzela"; Pe. Simão Rodrigues, um dos fundadores da Companhia de Jesus; Vasco de Almeida Telles, Familiar do Santo Ofício, instituidor e responsável pela edificação da Capela de São João Baptista, anexa à Casa das Ameias, que deixou a seu sobrinho-neto o Capitão Manuel Telles de Figueiredo e Almeida artigo: Lafões Antiga, A Capela de S. João Baptista, e a Casa das Ameias, em Vouzela, in Gazeta da Beira, 12/06/2008"; Paulo Homem Telles, Governador das Armas da Província da Beira, Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, instituidor e responsável pela edificação, com a sua mulher D. Maria Pereira do Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de TabosaO Ciclo vivencial do Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa, Marta Luísa Gil dos Santos, FlUP, dissertação de mestrado, 2000, págs 38, 41-42, 192 "; João Ramalho, bandeirante
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Categoria:Antigas freguesias de Vouzela