Esta lista de rodovias estaduais do Estado de São Paulo abrange aproximadamente 22 mil quilômetros do sistema rodoviário estadual, tornando-o o maior sistema estadual de transporte rodoviário do Brasil. Essa rede é interligada a 15 mil quilômetros de rodovias municipais e 900 quilômetros de rodovias federais, totalizando mais de 35 mil quilômetros de estradas no Estado. Mais de 90% da população paulista vive a cerca de cinco quilômetros de uma estrada pavimentada.
Administração do sistema São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina e, de acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2024, realizada pela Confederação Nacional do Transporte, o sistema rodoviário do Estado é o melhor do país, com 40,6% de suas estradas na categoria "Estado Geral" classificadas como "Ótimo", a melhor condição possível nos parâmetros da avaliação. A pesquisa também apontou que, das 10 melhores rodovias brasileiras, nove são paulistas. O sistema rodoviário paulista, entretanto, é criticado pelo alto custo imposto aos seus usuários. Segundo o portal de notícias G1, o Estado tem a tarifa mais cara do país, estipulada em R$ 36,40 para trafegar pelo Sistema Anchieta-Imigrantes.
A responsabilidade pela construção, manutenção, expansão, gestão e exploração das estradas paulistas é dividida pelas seguintes entidades:
DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem): uma autarquia estadual, ligada à Secretaria de Transportes do Estado; DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes): uma autarquia federal, sob responsabilidade do Ministério dos Transportes, responsável pelas rodovias federais não concedidas que atravessam o Estado; Municípios: responsáveis pelas estradas municipais e vicinais; Concessionárias: responsáveis pelas rodovias concedidas através de leilões feitos tanto pelo Governo Federal quanto pelo Governo Estadual.
Dados Tipo de rodovia DER (km) Concessões (km) Total estadual (km) Federal (km) Municipal (km) Total (km)Eixo Duplicada 763,542 4.656,506 5.420,048 535,620 37,190 5.992,858 Implantada 741,664 0,000 741,664 0,000 161.185,068 161.926,732 Pavimentada 8.307,001 2.161,879 10.468,880 357,360 15.239,811 26.066,051Subtotal 9.812,207 6.818,385 16.630,592 892,980 176.462,069 193.985,641Acesso, Interligação e Contorno Duplicada 164,282 184,411 348,693 0,000 32,821 381,514 Implantada 217,050 24,000 241,050 0,000 24,299 265,349 Pavimentada 1.497,989 547,969 2.045,958 0,230 155,299 2.201,487Subtotal 1.879,321 756,380 2.635,701 0,230 212,419 2.848,350Dispositivos 1.245,463 1.796,194 3.041,657 4,934 6,046 3.052,637Total 12.936,991 9.370,959 22.307,950 898,144 176.680,534 199.886,628
Concessões Com a promulgação da Lei Estadual n.º 9.361, em 5 de julho de 1996, o Governo do Estado instituiu um extenso programa de concessão pública de infraestruturas rodoviárias para gestão e exploração econômica, conhecido como Programa Estadual de Desestatização. A partir dessa iniciativa, parte das rodovias sob a jurisdição pública passou a ser administrada por empresas privadas. Para a implementação do Programa, a rede viária foi dividida em 12 seções, totalizando 3,5 mil quilômetros, interligando 168 municípios que abrigam aproximadamente 20 milhões de habitantes, representando cerca de 54% da população do Estado.
Desde então, novos lotes e projetos de concessão foram adicionados ao Programa, a fim de expandir sua abrangência e a quantidade de ativos concedidos. Em 2023, essa iniciativa foi incorporada ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI-SP), sob administração da Secretaria de Parcerias em Investimentos, responsável pela modelagem e execução dos projetos de concessão. A fiscalização dos contratos, no entanto, compete à ARTESP, autarquia estadual de fiscalização dos serviços de transporte.
Concessionárias As concessionárias que administram rodovias no Estado são:
Lote 01 - AutoBAn (grupo Motiva) Lote 03 - TEBE Lote 06 - Intervias (grupo Arteris) Lote 07 - Rota das Bandeiras Lote 11 - Renovias (40% de participação acionária do grupo Motiva) Lote 12 - ViaOeste (grupo Motiva) Lote 13 - Colinas (grupo Via Appia) Lote 16 - CART Lote 19 - ViaRondon Lote 20 - SPVias (grupo Motiva) Lote 21 - Rodovias do Tietê (50% de participação acionária do grupo Via Appia) Lote 22 - EcoVias (grupo EcoRodovias) Lote 23 - EcoPistas (grupo EcoRodovias) Lote 24 - Rodoanel (grupo Motiva) Lote 25 - SPMar Lote 26 - Concessionária Rodoanel Norte – SPE S.A. (grupo Via Appia) Lote 27 - Tamoios Lote 28 - Entrevias Lote 29 - ViaPaulista (grupo Arteris) Lote 30 - EixoSP Lote 31 - EcoNoroeste (grupo EcoRodovias) Lote 32 - Novo Litoral
De 2021 até outubro de 2024, segundo dados da Pesquisa de Investimentos do Estado de São Paulo – Piesp, da Fundação Seade –, mais da metade dos recursos noticiados por concessionárias privadas foram encaminhados à construção, expansão e/ou modernização de rodovias do Estado de São Paulo, cerca de R$ 42,2 bilhões.
Pedágios Enquanto as rodovias privadas são tarifadas a fim de financiar os serviços e os investimentos realizados pelas empresas responsáveis por essas vias, as administradas pelo Estado (DER-SP) geralmente não possuem pedágios. As tarifas nas estradas do Estado, estipuladas pela ARTESP, variam entre R$ 2,80 e R$ 36,80 para veículos leves ou por eixo para veículos pesados, e entre R$ 0,00 e R$ 10,40 para motocicletas.
Já implementado em mais de 20 países, a partir da aprovação da Lei Federal 14.157/21, o sistema Free Flow (Fluxo Livre) de cobrança automática pôde começar a ser implementado no Brasil. O Estado de São Paulo já o integrou aos contratos das novas concessões e pretende implementá-lo aos contratos das concessões em vigor, tanto para aumentar a fluidez do trânsito – pois a cobrança não requer a parada dos veículos – quanto para reduzir o valor dos pedágios em até 52%, em alguns casos. Segundo o governador Tarcísio de Freitas, essa cobrança será feita de forma mais proporcional, uma vez que o sistema permitirá a cobrança automática por quilômetro rodado, ao invés de uma tarifa fixa, cobrando proporcionalmente ao uso efetivo da rodovia. A implementação dos pedágios Free Flow, no entanto, está sujeita à entrega das obras de construção, de melhoria e/ou de manutenção das vias.
Classificação e codificação A identificação das estradas de rodagem estaduais é feita pela sigla "SP", indicativa do Estado de São Paulo, seguida do número correspondente à estrada.
As rodovias são classificadas em rodovias radiais, rodovias transversais, interligações, acessos, marginais e dispositivos.
alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de rodovias radiais.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de rodovias radiais.|esquerda alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de rodovias transversais.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de rodovias transversais.
Rodovias radiais São aquelas que constituem uma ligação com a capital do Estado, sendo codificadas com números da série par, de 2 a 360, correspondentes, aproximadamente, ao valor em graus do ângulo formado com a linha Norte que passa pelo Marco Zero (Praça da Sé, na capital) e a linha que incide sobre o eixo da rodovia. Exemplos: SP-270 – Rodovia Raposo Tavares, SP-300 – Via Rondon, SP-330 – Via Anhanguera.
Rodovias transversais alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de interligações.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de interligações.|esquerda São aquelas que ligam localidades do Estado, sem passar pela capital, sendo codificadas com números da série ímpar, correspondentes, aproximadamente, à distância média, em quilômetros, entre a rodovia e o Marco Zero. Exemplos: SP-055 – Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, SP-073 – Rodovia Lix da Cunha, SP-413 – Rodovia Norival Pereira de Mattos.
alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de acessos rodoviários.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de acessos rodoviários. alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de vias marginais.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de vias marginais.|esquerda
Interligações São trechos que ligam rodovias entre si, sendo codificados por dois conjuntos de numerais, separados por barra, representando o primeiro o indicativo do quilômetro da rodovia e o segundo o código da rodovia que lhe dá origem, precedidos da sigla SPI. Exemplos: SPI-059/150 – Interligação da SP-150 até SP-160, SPI-274/310 – Interligação da SP-310 até SP-255, SPI-460/266 – Interligação da SP-266 até SP-333.
Acessos São vias que ligam cidades às rodovias, sendo codificados por dois conjuntos de numerais, separados por barra, representando o primeiro o indicativo do quilômetro da rodovia onde sai o acesso e o segundo o código da rodovia que lhe dá origem, precedidos da sigla SPA. Exemplos: SPA-109/008 – acesso ao município de Pedra Bela; SPA-024/333 – acesso ao município de Porto Feliz; SPA-008/101 – acesso ao município de Hortolândia.
alt=Mapa explicativo da classificação e codificação de dispositivos de interligação.|miniaturadaimagem|Mapa explicativo da classificação e codificação de dispositivos de interligação.
Marginais São vias adjacentes às rodovias e construídas sobre a mesma faixa de domínio, com a finalidade de distribuir o tráfego lindeiro. São codificadas com o mesmo código da rodovia que lhes dá origem, precedido da sigla SPM e acrescido da letra “D” para o sentido crescente da quilometragem da rodovia e “E” para o sentido decrescente. Exemplos: SPM-330 D – marginal direita da Via Anhanguera; SPM-334 E – marginal esquerda da rodovia.
Dispositivos São complementos rodoviários que permitem a conexão de rodovias entre si, sendo codificados por dois conjuntos de numerais, separados por barra, representando o primeiro o indicativo do quilômetro da rodovia de localização do dispositivo e o segundo o código da rodovia que lhe dá origem, precedidos da sigla SPD. Exemplos: SPD-102/066 – dispositivo no km 102 da SP-066, entroncamento com a SP-099; SPD-031/215 – dispositivo no km 031 da SP-215, acesso ao município de Mongaguá; SPD-075/463 – dispositivo no km 075 da SP-463, entroncamento com estrada vicinal.
Lista Esta é a lista das rodovias do Estado de São Paulo. Muitas rodovias recebem denominações diferentes em seus trechos; clique sobre o número para visualizá-las.
SP-008 até SP-099 25px SP-008 - Rodovia Arão Sahm (Divisa de São Paulo com Mairiporã - Bragança Paulista) 25px SP-008 - Rodovia Pedro Astenori Marigliani (Capitão Barduíno) (Bragança Paulista - Socorro) thumb|Rodovia Fernão Dias 25px SP-010 - Rodovia Fernão Dias (BR-381) (divisa Guarulhos/São Paulo-Mairiporã-Atibaia-Bragança Paulista-Vargem/divisa MG) 25px SP-015 - Marginal Tietê (São Paulo) 25px SP-015 - Marginal Pinheiros (São Paulo) 25px SP-019 - Rodovia Hélio Smidt (BR-610) (São Paulo-Aeroporto de Cumbica)thumb|Trecho do Rodoanel Mário Covas administrado pela CCR RodoAnel. 25px SP-021 - Rodoanel Mário Covas (Grande São Paulo) 25px SP-023 - Rodovia Prefeito Luiz Salomão Chamma (Franco da Rocha-Mairiporã) 25px SP-029 - Rodovia Coronel PM Nelson Tranchesi (Itapevi-Cotia) 25px SP-031 - Rodovia Índio Tibiriçá (Suzano-São Bernardo do Campo) 25px SP-036 - Rodovia Vereador Francisco de Almeida (Guarulhos-Nazaré Paulista) 25px SP-036 - Rodovia Jan Antonin Bata (Bom Jesus dos Perdões-Piracaia) 25px SP-036 - Rodovia José Augusto Freire (Piracaia-Joanópolis) 25px SP-039 - Rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves (Mogi das Cruzes) 25px SP-042 - Rodovia Vereador Júlio da Silva (SP-050 - São Bento do Sapucaí - Divisa SP/MG) 25px SP-043 - Estrada Vereadora Mercedes D'Orto (Ribeirão Pires/SP-31-Suzano) 25px SP-043 - s/d (Suzano-Mogi das Cruzes/SP-102) 25px SP-046 - Rodovia Oswaldo Barbosa Guisardi (Santo Antônio do Pinhal/SP-50-Eugênio Lefèvre/SP-123) 25px SP-048 - Rodovia Lorena-Itajubá (BR-459) (Lorena-Piquete)