|time1 = Caxias |vitorias1 = 94 |gols1 = 374 |time2 = Juventude |vitorias2 = 98 |gols2 = 397 |jogos = 288 |empates = 99 |partida1 = GE Flamengo 3–1 |partida1_data = 4 de agosto de 1935 |partida1_compet = Campeonato da 2ª Região do RS |partida1_local = |partida1_cidade = Caxias do Sul |última = Caxias 1–0 |última_compet = Copa Sul-Sudeste |última_local = Estádio Francisco Stédile |última_cidade = Caxias do Sul |última_data = 08 de abril de 2026 |última_público =2.403 |legenda=Ca-Ju no Campeonato Gaúcho de 2025}}
Ca-Ju é o maior clássico de futebol de Caxias do Sul e o segundo maior do estado do Rio Grande do Sul, já que é o confronto que reúne as agremiações com mais títulos relevantes do interior gaúcho. Foram 93 vitórias do , 98 vitórias do e 99 empates.
História miniaturadaimagem|Estádio Centenário do Caxias O clássico envolve as equipes da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, campeã gaúcha de 2000 e o Esporte Clube Juventude, campeão brasileiro da Série B de 1994, campeão gaúcho de 1998 e da Copa do Brasil de 1999, entre muitos outros títulos citadinos e estaduais conquistados por estes dois clubes gaúchos.
O Nascimento da Rivalidade (1913 - 1935)
O Juventude foi o pioneiro, fundado em 29 de junho de 1913. Durante seus primeiros 20 anos, o clube dominou o cenário local, mas faltava um rival à altura na cidade que gerasse uma polarização real.
Essa lacuna foi preenchida em 10 de abril de 1935, quando foi fundado o Grêmio Esportivo Flamengo (que mais tarde viria a ser o Caxias). O Flamengo nasceu da união de dois outros clubes (Ruy Barbosa e Juvenil), com o objetivo explícito de enfrentar a hegemonia do Juventude.
O Primeiro Confronto
O primeiro clássico da história aconteceu em 4 de agosto de 1935, pelo Campeonato da 2ª Região do Rio Grande do Sul. O GE Flamengo venceu por 3 a 1.
A "Era da Fusão": O Período da Associação Caxias (1971 - 1975)
Um dos capítulos mais curiosos e controversos da história do Ca-Ju ocorreu na década de 70. Por questões financeiras e a busca por uma vaga fixa no Campeonato Brasileiro, as diretorias dos dois clubes decidiram unir forças.
Em 1971, Juventude e Flamengo se uniram para formar a Associação Caxias de Futebol. O time jogava de preto e branco (para não privilegiar o verde do Juventude nem o grená do Flamengo). Embora o time tenha tido bons momentos em campo, a torcida nunca aceitou a união. O "amor" pelo clube de origem era mais forte que a conveniência política.
Em 1975, a fusão foi desfeita pelo Juventude, que retomou suas atividades de forma independente, e o Flamengo mudou oficialmente seu nome para Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias, adotando as cores grená, azul e branco.
Discordância entre números
As estatísticas dos clássicos Ca-Ju são motivo de polêmica, pois considerando-se o período em que o Caxias se chamava Flamengo, é do Juventude a vantagem no clássico. Após a sua mudança de nome, a vantagem é do Caxias.Jornal O Pioneiro de 31/07/2010 - Aquecimento histórico para o Ca-Ju dos 75 anos, página disponível em 27 de setembro de 2014
Vale ressaltar, no entanto, que o Juventude discorda desses números, adotando as estatísticas elaboradas pelo historiador Francisco Michielin, que desconsidera algumas partidas de copas da FGF nas quais o clube utilizou jogadores da base, contabilizando outros não constantes nas estatísticas mais divulgadas.
Estatísticas
Números O jogo mais recente aconteceu em 21 de janeiro de 2026, pelo Campeonato Gaúcho, com mando do Juventude, terminando em 1x0 para o Juventude.
Anos sem Ca-Ju Não aconteceram Ca-Jus em 1944, 1945, 1946, 1960, 1967, 1972, 1973, 1974, 1998, 2002, 2006 e 2007.Site oficial do Juventude - Juventude B está pronto para o CaJU 259, artigo disponível em 20 de fevereiro de 2015
Tabu No ano de 2025, o Juventude quebrou o jejum de 22 anos sem vencer, pelo Campeonato Gaúcho, na casa do rival.
Pelo lado do Caxias, no entanto, a estatística é contrária. No ano de 2026 o grená completou 7 anos sem vencer o seu maior rival.
Invencibilidade O recorde de invencibilidade pertence ao Caxias: 12 Ca-Jus, entre 1981 e 1984, com 7 vitórias e 5 empates.
Maiores goleadas no Ca-Ju. miniaturadaimagem|Estádio Alfredo Jaconi do Juventude Caxias 5 a 0 Juventude*, em 27 de agosto de 2016, pela Super Copa Gaúcha.
*O Juventude não utilizou a equipe profissional na competição.¹³
Juventude 6 a 0 Caxias**, em 07 de agosto de 1949, pelo Campeonato Citadino de Caxias do Sul.¹⁴
*Atuando como Grêmio Esportivo Flamengo. Clássico com mais gols Flamengo 5 a 5 Juventude, 12 de março de 1950, Chacrinha (campo neutro), Torneio Festa da Uva.
Goleador Remo Boscatto marcou quatro gols na vitória do Juventude por 5 a 2 em 31 de agosto de 1941, sendo o maior artilheiro em um único Ca-Ju.
Gol relâmpago O gol mais rápido foi marcado por Mário Lopes, do Juventude, aos 14 segundos do 1º/T, em 8 de julho de 1956.
Artilheiro do clássico
Lory Tonietto anotou 19 gols pelo Juventude entre 1948 e 1962 e é, ainda, o recordista de participações no clássico Ca-Ju. Ao todo, disputou 60 partidas, sendo 54 com a camisa alviverde e seis pelo rival Flamengo, primeiro nome do Caxias.
Artilheiros
O maior artilheiro da história do Juventude é Mário Martini, com 217 gols. Já o maior artilheiro grená é Delmer, autor de 85 tentos.
Mais atuações
O jogador que mais atuou pelo Juventude é Lauro, volante e ídolo do clube, com 572 partidas pelo alviverde, sendo campeão dos principais títulos do Jaconero. Já o atleta com mais jogos na história da S.E.R. Caxias é o ex-zagueiro Caçapava (Renato Ubirajara Formoso Pires), que defendeu o clube nas décadas de 1980 e início dos anos 1990, somando 286 partidas com a camisa grená. Jogadores Aproximadamente 1.400 é o número de jogadores que já disputaram o Ca-Ju. Não se sabe o total exato, por conta de informações incompletas, notadamente na década de 1940.
Palcos Quando o mando de campo é do Caxias, as partidas são disputadas no Estádio Francisco Stédile, o Centenário, com capacidade atual para 22.132 espectadores, assim como quando o mando é do Juventude as partidas são disputadas no Estádio Alfredo Jaconi, com capacidade para 19.824. Ambos os estádios já comportaram capacidades maiores, mas como os demais estádios do Brasil, tiveram as suas capacidades reduzidas para atenderem medidas de segurança e de conforto dos torcedores.
Laranja versus branco A vitória por 1 a 0 do Juventude em 19 de fevereiro de 2015 marcou a primeira vez em que o Ca-Ju se realizou com as equipes jogando com os seus terceiros uniformes, o Juventude de laranja e o Caxias de branco.Guilherme Pulita -Site leouve.com.br - Começa o clássico CaJu 276 no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias, matéria editada em 19 de fevereiro de 2015 e disponível em 20 de fevereiro de 2015
Ca-Ju dos 80 anos O empate por 0 a 0 no dia 9 de agosto de 2015, partida válida pelo Campeonato Brasileiro Série C, foi o primeiro após o clássico comemorar 80 anos, 5 dias antes.Site do jornal O Pioneiro, página editada em 3 de agosto de 2015 e disponível em 10 de agosto de 2015
Centésimo Ca-Ju pelo Campeonato Gaúcho Considerando também o período anterior a 1962, pelo antigo Campeonato Metropolitano, a vitória do Caxias por 1 a 0 no Alfredo Jaconi em 18 de março de 2017 foi a 100ª partida pelo Gauchão. Com esse resultado foram 33 vitórias do Caxias, 29 do Juventude e 38 empates, com 95 gols do Juventude e 93 do Caxias, em partidas válidas pelo estadual, até então.Jornal O PIONEIRO - Clássico Ca-Ju deste sábado será o 100º válido pelo Campeonato Gaúcho, página editada em 16 de março de 2017 e disponível em 20 de março de 2017.Jornal O PIONEIRO - Com gol de Gilmar, Caxias vence o clássico contra o Juventude por 1 a 0 no Estádio Alfredo Jaconi, página editada em 16 de março de 2017 e disponível em 20 de março de 2017.
Ca-Ju dos 90 anos
O Ca-Ju 289 foi marcante por celebrar os 90 anos desde o primeiro embate entre as equipes, inclusive com a utilização de um patch nas camisetas com a frase “O maior clássico do interior”. O Juventude levou a melhor e sagrou-se vencedor diante do maior rival.
A vitória por 2 a 0 no Estádio Centenário colocou fim a uma sequência negativa do Ju como visitante, no clássico, pelo Campeonato Gaúcho, já que o alviverde não vencia na casa do Caxias, pelo estadual, desde 2003.
O apito final foi marcado por uma festa gigantesca da torcida jaconera, até hoje lembrada como provocação ao rival.
Lista de árbitros que mais apitaram o clássico Ca-Ju na história do confronto
Os árbitros que mais apitaram o clássico Ca-Ju ao longo da história do confronto são Agomar Martins, com 12 partidas, seguido por Carlos Martins, com 11 jogos. Na sequência aparecem Ruy Cañedo, com 9 atuações, e Silvio Luiz de Oliveira, que comandou 8 clássicos. Logo atrás vêm Jean Pierre Gonçalves Lima, Luiz Cunha Martins e Fortunato Tonelli, todos com 7 partidas apitadas.
Rivalidade
Ca-Ju do Porco Assim ficou conhecido o Ca-Ju 153. Era o primeiro do que seriam 12 confrontos entre Caxias e Juventude naquele ano. Minutos antes de iniciar a partida, a TOSCA (Torcida Organizada S.E.R. Caxias), principal torcida do Grená, acabou soltando um porco fardado com as cores do Juventude no gramado.
Um dos presentes naquele momento era Germano Rigotto. Na época diretor do Departamento de Relações Públicas do Caxias, Rigotto acabou levando a fama pelo episódio, mesmo não estando envolvido na brincadeira. Ele conta como foi a reação da torcida quando o porco entrou no gramado:
“Neste Ca-Ju, surgiu dentro da TOSCA a ideia de levar um porquinho para o estádio com a camiseta do Juventude. Eles organizaram isso e levaram ele dentro de um tambor, cheio de papel picado. Um dos membros da torcida cavou um buraco embaixo do muro do alambrado, onde seria a passagem do porco. Cerca de 10 minutos antes de começar o jogo, quando os times estavam para entrar em campo, tiraram ele de dentro do tambor e colocaram embaixo do alambrado.”
O porquinho desfilou pelo gramado, driblou seguranças e gandulas até ser capturado. Após isso, até voltou com uma camiseta com as cores do Caxias, mas a Brigada Militar acabou tirando o animal.
O gesto da galinha O clássico ocorreu em 9 de agosto de 2015, no Estádio Centenário. Ao deixar o campo, o atacante Maílson, do Juventude, que havia atuado pelo Caxias em 2014, passou em frente à torcida grená e fez gestos provocativos, imitando uma galinha ao bater os braços contra o corpo.
Na semana seguinte, Maílson e Jô, ambos jogadores do Juventude, saíam de um restaurante durante a noite quando foram surpreendidos por um disparo de arma de fogo que atingiu o veículo de Maílson. Nenhum dos dois ficou ferido. Ao registrar boletim de ocorrência, o atacante afirmou que vinha recebendo ameaças por meio de redes sociais e mensagens de celular nos dias anteriores.
No dia seguinte, Maílson e Jô manifestaram o desejo de deixar o clube, pedido que foi atendido pela diretoria do Juventude.
Bandeira cravada no Alfredo Jaconi Após o clássico no dia 16 de março de 2017, no Alfredo Jaconi, casa do Juventude, vencido pelo Caxias por 1 a 0, o meia Wagner, jogador grená, pegou uma bandeira do clube, levou-a até o centro do gramado e cravou-a no campo do rival, como sinal de conquista. O acontecimento irritou a torcida juventudista. O meia Wagner ainda é motivo de lembrança e provocação entre as torcidas.
Os sinalizadores verdes na torcida do Caxias Em 2021, época da Covid, torcedores grenás que estavam na cobertura de um prédio, fizeram uma vaquinha para comprar fogos para recepcionar o time, mas o vendedor entregou sinalizadores verdes (cor do rival Juventude), em vez dos vermelhos e azuis solicitados, causando grande confusão e revolta, com a história viralizando na internet como um exemplo do folclore do futebol gaúcho.
Campeonato Brasileiro Série A