El Clásico (em espanhol, ) ou El Clàssic (em catalão, ), ambos significando "O Clássico", é o confronto entre Barcelona e Real Madrid, os dois maiores clubes de futebol da Espanha. É considerado um dos maiores jogos de futebol entre clubes do mundo e está entre os eventos esportivos anuais mais vistos.
História Rivalidade A rivalidade entre estes clubes transcende campos futebolísticos, dado o Real Madrid representar psicologicamente a realeza e o poder centralizador de Madrid e o Barcelona representar o povo catalão e o seu desejo de independência, com todas as variáveis que pode haver nesse desejo. Daí a intensidade desta rivalidade, pois, diferente da maioria dos países onde os principais clássicos envolvem clubes da mesma cidade, a rivalidade deste clássico envolve filosofias de entendimento políticas distintas e contrárias, e talvez, por isto, seja o clássico de maior rivalidade da Europa. Ambos os clubes se odeiam mais do que aos rivais de cidade - o Atlético de Madrid (Real Madrid) e o Espanyol (Barcelona).
Segundo algumas interpretações, o ditador Francisco Franco tolerava as manifestações pró-Catalunha nas partidas do Barcelona, onde costuma ser cantado o hino da Catalunha e desfraldadas diversas bandeiras catalãs, pois seria mais fácil controlar os manifestantes reunidos em um estádio de futebol do que espalhados pelas ruas.
As animosidades, entretanto, só se incendiaram após Alfredo di Stéfano, contratado em 1953 pelo Barcelona, assinar polemicamente com o Real, em decadência, que logo teria anos de ouro e conquistas com o jogador argentino.
A primeira partida entre FC Barcelona e Real Madrid CF, foi disputada no dia 13 de Maio de 1902 nas semifinais da antiga Copa de la Coronación, precedente da atual Copa do Rei e o Barcelona venceu este jogo por 3 a 1.
Em 1968, após vitória do FC Barcelona por 1 a 0 no Santiago Bernabéu em uma final de Copa, tendo havido reclamações por um possível pênalti não assinalado a favor do Real Madrid CF, o público madridista atirou garrafas e diversos objetos ao gramado, causando tanto tumulto que desde então foram proibidas vendas de garrafas nos estádios espanhóis.
Pouco mais de trinta anos depois, foi a vez da torcida do Barça atirar objetos para o campo; o motivo era a presença de Luís Figo no Camp Nou. O português, quando jogador do Barcelona, tornara-se um ídolo para os torcedores, que passaram a detestá-lo quando ele se transferiu para o arquirrival em 2000. Entre os objetos encontrou-se até a cabeça de um porco.
Em 2 de março de 2019, após vencer o Real Madrid por 1 a 0 com gol solitário de Ivan Rakitić, o Barcelona atingiu a marca histórica de ultrapassar os merengues nos confrontos diretos, algo que não acontecia desde 1932.Barcelona ultrapassa Real Madrid no confronto pela primeira vez desde 1932
Jogos históricos miniaturadaimagem|A inscrição “Barça Més que un Club”, lema do FC Barcelona, nas arquibancadas do estádio Barça Camp Nou.
1968: Clássico das Garrafas Os catalães venceram a final da Copa do Rei em pleno Santiago Bernabéu. Mas os madridistas reclamaram de um pênalti não marcado pelo árbitro. Os torcedores arremessaram garrafas e outros objetos ao gramado para protestar. A chuva de vidros foi responsável pela proibição de vendas de garrafas em todos os estádios espanhóis.
1983: Golaço de Maradona Pela extinta Copa da Liga Espanhola, Real Madrid e Barcelona empataram em 2×2 no dia 26 de junho de 1983 no Santiago Bernabéu e o destaque ficou para o gol de placa anotado por Diego Maradona. O craque argentino que defendia o Clube Catalão recebeu em profundidade, arrancou com a bola nos pés, passou pelo goleiro Agustín e com o gol vazio ainda teve tempo de deixar o desesperado Juan José se chocar com a trave de forma constrangedora. Golaço! Os torcedores da equipe merengue abismados com o lance deixaram de lado a rivalidade e protagonizaram uma das mais belas cenas do clássico tendo gritado o nome do jogador argentino após o gol.
1994: A marca de Romário A equipe do Barcelona ficou conhecida como “time dos sonhos” no começo da década de 1990. Treinada por Cruyff, ídolo na década de 1970, tinha nomes como Zubizarreta, Michael Laudrup e Romário. Em 1994, num superclássico no Camp Nou, os catalães venceram por 5 a 0, com três gols e uma assistência do baixinho, que seria tetracampeão mundial com o Brasil naquele mesmo ano.
1995: Revanche A vingança do clube meregue não demorou muito tempo. Na temporada seguinte, em 1995, o time de Madrid venceu no Santiago Bernabéu com o mesmo placar, 5 a 0. Na época, o jogador mais comentado era Michael Laudrup, que havia trocado o Barcelona pelo Real Madrid. Mas o destaque da partida foi Ivan Zamorano – o chileno fez os três primeiros gols da partida, todos antes do intervalo.
1998: Banana brasileira O Barcelona não brilhou, mas arrancou uma vitória na casa do arquirrival. O time catalão chutou pouquíssimo ao gol, mas foi eficaz nos disparos que conseguiu efetuar. A partida estava empatada em 2 a 2 quando o brasileiro Giovanni marcou o terceiro gol e saiu dando “bananas” para torcida adversária. Os catalães, é claro, adoraram.
2000: O retorno de "Judas" ao Camp Nou Luis Figo era um dos ídolos do Barcelona no final da década de 90. Com a camisa 7 blaugrana conquistou respeito no mundo do futebol.
Tudo corria bem, até que, após 5 anos de sucesso pelo clube catalão, Figo fez algo até hoje imperdoável para os culés. O português decidira, no verão de 2000, trocar Barcelona por Madrid, pela bagatela de 60 milhões de euros.
o Figo a partir daquele verão deixara de ser idolatrado e passava a ser uma das figuras mais odiadas pelos torcedores do Barça.
O reencontro veio no dia 21 de outubro de 2000, quando mais de cem mil torcedores culés lotaram o Camp Nou, não só para apoiar o Barcelona como de costume, mas também para propiciarem a Luis Figo o que certamente foi o pior dia em campo de sua vida. Chamado de Judas, mercenário e ‘pesetero’ (em alusão a moeda espanhola na época), o então camisa 10 do clube merengue pôde ver dezenas de faixas ofensivas a ele.
Em sua entrada ao campo do estádio Figo levou uma das maiores vaias já ouvidas na história, o barulho era tanto que o jogador chegou a colocar os dedos nos ouvidos para abafar a barulheira a ele direcionada. As vaias não se limitaram ao pré-jogo, a cada toque do jogador na bola ela se repetia e, talvez por reflexo disso, o jogador fez uma péssima partida, na vitória culé por 2 a 0.
2002: Fim do tabu no Camp Nou Em 2002 Real Madrid e Barcelona fizeram um duelo histórico na semifinal da Liga dos Campeões da UEFA. O Real Madrid que não vencia o Barcelona no Camp Nou há 19 anos surpreendeu o time catalão e venceu o jogo de ida disputado no campo do adversário por 2 a 0, Zidane e McManaman garantiram a importante vitória do time merengue. Um empate em casa garantiu a classificação para a final do torneio.
2005: Clássico dos Aplausos Era o dia 19 de novembro de 2005. O FC Barcelona visitava o estádio Santiago Bernabéu para mais um clássico da Liga Espanhola. A equipe culé, treinada pelo holandês Frank Rijkaard e liderada por um genial Ronaldinho, chegou na capital espanhola em grande forma e como favorita. Mas ninguém esperava que o ocorrido naquele dia fosse ficar para sempre na história do futebol mundial.
Ronaldinho protagonizou uma atuação memorável, marcou dois golaços e foi aplaudido de pé pelo torcedor do Real Madrid presente no estádio merengue. O Barça venceu por 3 a 0 e Samuel Eto'o foi o responsável por abrir o placar a favor do Barça. Para muitos, foi a melhor apresentação individual do brasileiro na carreira e lhe garantiu a Bola de Ouro daquele ano.
2007: Messi brilha no Camp Nou Nem sempre um empate é sinônimo de jogo ruim. Com os dois times eliminados da Liga dos Campeões da UEFA, vencer o clássico no Campeonato Espanhol era obrigação. O argentino Lionel Messi, que tinha apenas 19 anos, foi o grande destaque do jogo. Ele e o neerlandês Van Nistelrooy fizeram um gol cada logo no primeiro tempo. Na segunda etapa, Sergio Ramos fez o terceiro do Real, mas Messi voltou a empatar, aos 45 minutos.
2008: Clássico do Espírito Esportivo Faltando apenas duas rodadas para o fim do Campeonato Espanhol, o Real Madrid já era o campeão da temporada. Ao entrar no gramado do Bernabéu, o time merengue foi recebido com palmas num corredor formado pelos jogadores do Barcelona, o Real Madrid não retribuiu a gentileza e goleou o rival por 4 a 1.
2009: Passeio no Bernabéu
Jogando em casa, o Real Madrid saiu na frente com gol do argentino Gonzalo Higuaín, mas o Barça respondeu com três gols antes mesmo do intervalo. A partida terminou com o placar elástico de 6 a 2 a favor dos catalães. Foi uma das maiores goleadas do rival no Santiago Bernabéu e a vitória praticamente assegurou o título de campeão espanhol para o Barça naquela temporada.
2010: Show catalão Em 29 de novembro de 2010 os rivais se enfrentaram pela 13° rodada do Campeonato Espanhol num duelo que valia a liderança da competição. Antes mesmo do jogo já havia algo diferente na atmosfera do estádio. Era Uma noite de segunda-feira, mas mesmo assim o Camp Nou recebia uma público de quase 100 mil pessoas, em razão do aniversário de 111 anos do clube catalão. Havia ainda mais dois duelos envolvidos no mesmo jogo: era o primeiro encontro entre Messi e Cristiano Ronaldo na temporada, e também existia o clima de rivalidade entre os técnicos José Mourinho e Pep Guardiola.
As equipes entraram em campo no maior clima de rivalidade possível, mas nem o mais otimista torcedor catalão esperava tamanha superioridade do clube para superar o arquirrival. Com show de Messi, Xavi, Iniesta e Puyol o Barcelona teve uma facilidade incrível para vencer o duelo e aplicou uma sonora goleada no time merengue. A partida acabou 5 a 0, os gols foram marcados por David Villa - duas vezes -, Xavi, Pedro e Jefreen.
O resultado colocou o Barça na liderança do espanhol e ainda manteve o tabu de cinco partidas seguidas que o Real Madrid não consegue vencer o rival.
2011: Liga dos Campeões Na temporada de 2010-11 os rivais disputaram uma vaga na final da Liga dos Campeões da UEFA. Com dois gols do argentino Messi, o Barcelona derrotou o Real Madrid por 2 a 0 em pleno Santiago Bernabéu. Assim, o Barcelona ficou perto de disputar a final da Liga dos Campeões. Na partida de volta, no Camp Nou, o time catalão empatou em 1 a 1 com os merengues, assim eliminou seu arquirrival e de quebra ainda conquistou o título mais cobiçado do velho continente.
2012: Se acomodaram no Camp Nou Durante o campeonato espanhol, o Real Madrid, já à frente na tabela, enfrentou o Barcelona, então segundo colocado, e garantiu mais um triunfo dentro do Camp Nou, derrotando a equipe culé por 2 a 1 e se isolando ainda mais para a conquista do título, que veio poucos jogos depois.
2013: Doblete de Cristiano Ronaldo Diante de uma semifinal de Copa do Rei em pleno Camp Nou, todos esperavam pelo brilho e protagonismo de Messi, mas do outro lado um outro herói permanecia calado sem aparecer nos holofotes, Cristiano Ronaldo estava quieto. Mas foi só começar a partida para o português brilhar, logo aos 13 minutos já abriu o placar com gol de pênalti. O Real Madrid derrotou o Barcelona por 3 a 1 em pleno Camp Nou, com dois de Cristiano Ronaldo.
2013: Primeira vez de Neymar Em novembro de 2013 a jóia do Santos, que havia sido contratado pelo Barcelona em agosto do mesmo ano, atuou pela primeira vez num El Clássico. A partida válida pelo Campeonato Espanhol ocorreu no Camp Nou e contou com uma atuação brilhante do camisa 11 que fez seu primeiro gol sobre a equipe merengue e ainda deu assistência para o chileno Alexis Sánchez definir o placar de 2x1 a favor do time catalão.
2014: Hat-Trick de Messi Em 23 de Março de 2014, mais um show dos culés em pleno Santiago Bernabéu, com direito a uma atuação histórica de Lionel Messi.