João Lourenço (Lisboa, 21 de julho de 1944) é um ator e encenador português.

Carreira Inicia-se na rádio em 1952, como intérprete da Emissora Nacional. Estreia-se no teatro em 1957 na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro (Teatro Nacional) em D. Inez de Portugal, de Alexandre Casona, encenado por Robles Monteiro.

Em 1959 ingressa no Teatro Nacional Popular, companhia dirigida por Ribeirinho, interpretando o papel do Rapaz, na peça À espera de Godot, de Samuel Beckett. Trabalhou posteriormente em diversas companhias dos empresários Vasco Morgado e Giuseppe Bastos. Interpreta, entre outros, autores como Samuel Beckett, Bernard Shaw, William Shakespeare, Federico García Lorca, John Steinbeck, Molière, Goldoni, Beaumarchais, Lope de Vega

Em 1958, protagoniza o primeiro folhetim produzido pela RTP, ainda em directo, Enquanto Os Dias Passam, de Armando Vieira Pinto. Em 1960, estreia-se em cinema, no filme A Ribeira da Saudade, realizado por João Mendes. Em 1966/67 funda, com Irene Cruz, Morais e Castro e Rui Mendes o Grupo 4, uma sociedade de actores, independentes de financiamento do Estado. Em 1971 participa, no Brasil, com Amália Rodrigues e Irene Cruz, na novela Os Deuses Estão Mortos, de Lauro César Moniz, produzida pela TV-Record de São Paulo.

Estreia-se na encenação em 1973, dirigindo na Casa da Comédia a peça Oh Papá, Pobre Papá a Mamã Meteu-te no Armário e Eu Estou Tão Triste, do dramaturgo argentino Copi (Raúl Damonte Botana).

Em 1982 funda o Novo Grupo do Teatro Aberto, para o qual tem encenado a maior parte dos seus espectáculos. Em 1985, estreia-se na encenação de ópera, no Teatro Nacional de São Carlos, com Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Brecht/Weill.

Inaugurou o novo Teatro Aberto em 2002 com a encenação de Peer Gynt, de Ibsen. Entre as suas encenações mais recentes, contam-se Amor e Informação, Constelações, O Pai, Noite Viva, A Verdade,A Mentira, Golpada e Só Eu Escapei.

Participou em 1988 nas comemorações do 90° aniversário do nascimento de Bertolt Brecht em Berlim Leste, com uma comunicação sobre as suas encenações das peças de Brecht em Portugal.

Foi premiado com distinções de melhor encenador e melhor espetáculo, pela Associação Portuguesa de Críticos, Globos de Ouro, Secretaria de Estado da Cultura, Casa da Imprensa, Câmara Municipal de Lisboa e diversos títulos da imprensa. A 9 de junho de 1993, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.

Recebeu do Governo Português a Medalha de Mérito Cultural em março de 2022.

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