Jerônimo, o Herói do Sertão foi uma radionovela brasileira do gênero western feijoada (um western ambientado em cenários brasileiros) de bastante sucesso, e que recebeu adaptações para a televisão, cinema e histórias em quadrinhos.

Histórico Jerônimo, o Herói do Sertão foi criada em 1953 por Moysés Weltman para a Rádio Nacional. Ambientada no sertão brasileiro, mas precisamente na fictícia cidade de Serro Bravo, era bastante influenciada pelo faroeste americano. A canção tema foi gravada por Emilinha Borba. A radionovela ficou 14 anos no ar.

A ambientação geográfica do personagem sofreu alterações significativas conforme a mídia em que era veiculada. Nos quadrinhos, as aventuras de Jerônimo transcorriam no Nordeste do Brasil, ao passo que, nas duas adaptações televisivas, a primeira exibida pela TV Tupi, em 1972, e a segunda pelo SBT, em 1984, a cidade de Serro Bravo foi situada no interior do estado de São Paulo. Uma matéria publicada na revista Radiolândia em 1956, anterior, portanto, ao lançamento dos quadrinhos, já observava que, embora a narrativa se passasse no sertão, a produção não deixava explícito se tal sertão se localizava na região Norte ou na região Sul do país.

Outras mídias Histórias em quadrinhos Em 1957, Jerônimo ganhou uma revista em quadrinhos pela Rio Gráfica Editora, escrita pelo próprio Moysés Weltman e desenhada por artistas como Edmundo Rodrigues Walmir Amaral, Juarez Odilon e Flavio Colin.

No final da década de 1970, uma nova revista foi publicada pela Bloch Editores; foram publicadas apenas 3 edições em formatinho Essas edições republicavam as primeiras histórias desenhadas por Edmundo Rodrigues. Nos quadrinhos, sua história se passa no Nordeste brasileiro, sendo portanto um exemplo do subgênero nordestern.

Televisão Em 1972, Jerônimo é adaptado para a televisão em uma telenovela de mesmo nome pela TV Tupi. O protagonista foi interpretado por Francisco di Franco, o comediante Canarinho era o Moleque Saci e Eva Christian, Aninha.

Em 1984, Jerônimo ganhou um remake chamado Jerônimo no SBT. Francisco di Franco interpretou novamente o herói e a atriz Suzy Camacho interpretou Aninha. Na TV, Serro Bravo fica no interior paulista.

Em 2019, a jornalista Patrícia Kogut divulgou que Wise Entertainment, empresa americana fundada pelo brasileiro Maurício Motta, havia comprado os direitos para uma adaptação para a televisão internacional.

Filme Em 1972, a radionovela foi adaptada para o cinema; nesse filme, Jerônimo foi interpretado por Adolpho Chadler (que, além de atuar, foi diretor e produtor do filme). Quase uma década depois, em 1981, surgiu A Volta de Jerônimo no Sertão dos Homens Sem Lei, dirigido por Agenor Alves e estrelado por Antônio Fonzar. A ficha técnica disponível na Cinemateca Brasileira, no entanto, não menciona Moysés Weltman, criador do personagem, nem faz referência a personagens como Aninha e Moleque Saci, e tampouco mantém qualquer vínculo com a produtora, a distribuidora ou a equipe criativa do filme de 1972. Essas ausências sugerem que a produção de 1981 não mantém relação direta com a obra original, funcionando antes como uma sequência espiritual ou uma releitura livre do que como uma continuação oficial. Ao contrário do tom infantojuvenil do antecessor, o filme de 1981 apresenta cenas de sexo e violência, elementos que também o distanciam da obra original.

Literatura de cordel Caetano Cosme da Silva publicou o folheto de cordel Jerônimo o Grande Herói do Sertão; uma segunda edição foi publicada pela Luzeiro. José Pedro Pontual publicou o folheto A face da morte: com Jerônimo o herói do sertão e João José da Silva publicou Jerônimo o Herói do Sertão em Laços de Sangue.

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Ver também Juvêncio, o justiceiro do sertão

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