Felisberto Gomes Caldeira Brant (Serro, 1786 — Salvador, 25 de outubro de 1824) foi um militar brasileiro com atuação nas forças armadas durante os períodos colonial e imperial, concentrando sua carreira na Província da Bahia, também conhecido como herói da Independência da Bahia. Membro da família mineira Caldeira Brant, alcançou a patente de coronel e o cargo de Comandante das Armas da Bahia, inserindo-se nas conturbações militares e políticas que se seguiram às guerras de independência na região.
Biografia
Nascimento e Família Felisberto Gomes Caldeira nasceu em 1786, na antiga Comarca do Serro Frio, em Minas Gerais. Os documentos históricos divergem sobre o local e a data exata, registrando seu nascimento em 28 de julho de 1783 na localidade de Paraúna, em Curvelo, ou no ano de 1786 na região do Serro.
Filho de João Gomes da Silva e Teresa Joaquina Felisberta Caldeira, registrada também como Thereza de Jesus Caldeira Brant. Casou-se com Maria Paula de Andrade. Era neto materno do contratador de diamantes Felisberto Caldeira Brant e de Branca de Almeida Pires. Foi primo direto do brigadeiro Felisberto Caldeira Brant Pontes, que futuramente viria a ser o Marquês de Barbacena.
Início da Carreira Durante o Período Colonial, ingressou na carreira militar aos 16 anos, como cadete no Regimento de Cavalaria de sua província e ajudante de ordens do inspetor-geral das tropas da Capitania da Bahia, cargo exercido por seu primo, o então brigadeiro Felisberto Caldeira Brant Pontes.
Promoções Militares Ainda no período colonial, solicitou e obteve a promoção ao posto de sargento-mor. Em 1816, foi promovido a major do Estado-Maior e, no ano seguinte, alcançou a graduação de tenente-coronel e, em um dia 24 de junho, foi promovido à graduação de tenente-coronel por decreto real.
Atuação em Jaguaripe Exerceu funções como tenente-coronel e emissário enviado à vila de Jaguaripe, com a missão oficial de alterar a ata de aclamação local.
Comando e Prisão (1823) Comandante do Exército Pacificador de Cachoeira e Governador das Armas da Bahia, combateu na Guerra da independência do Brasil ao lado da aristocracia e do povo baiano, e de pessoas como Maria Quitéria, o major Antônio Maria da Silva Torres e o Visconde de Pirajá. Felisberto Gomes comandou a coluna da esquerda do Exército Pacificador, liderando cerca de seiscentos homens provenientes dos Batalhões da Torre. Em maio de 1823, foi detido por ordem de Pedro Labatut no Forte de São Lourenço na ilha de Itaparica, sob a acusação de liderar um movimento conspiratório, sendo enviado ao Rio de Janeiro. Após o esclarecimento dos fatos, em 12 de outubro do mesmo ano, foi promovido a coronel e nomeado oficialmente Comandante das Armas da Bahia.
Atentado e Falecimento (1824) Faleceu em 25 de outubro de 1824, na cidade de Salvador, após sofrer um atentado fatal perpetrado por soldados rebelados, na sua residência, o palacete Berquó em Salvador, quando, ao enviar o Batalhão dos Periquitos para conter a Confederação do Equador, afastou o Major José Antônio da Silva Castro, republicano, simpatizante com a revolução e comandante do dito batalhão.
Principais Realizações e Impacto Alcançou a posição máxima na hierarquia militar de sua província de atuação como Comandante das Armas da Bahia, além de ter sido condecorado oficialmente com a Imperial Ordem do Cruzeiro.
O término abrupto de sua liderança gerou desdobramentos diretos na segurança provincial da época, motivando a ordem de retirada imediata do Batalhão dos Periquitos da capital baiana. A referida força militar foi posteriormente transferida para o Rio de Janeiro e dissolvida por meio de decreto especial.
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