Roots é o sexto álbum de estúdio da banda brasileira de heavy metal Sepultura, lançado em 1996. Continuando o caminho delineado em Chaos A.D., Roots apresenta extensas influências de música brasileira, sendo sua principal característica o uso de percussão tribal. O álbum também apresenta influências do então nascente gênero nu metal, com o uso proeminente de guitarras em afinação baixa e riffs rítmicos e sincopados, ao contrário das influências industriais apresentadas em Chaos A.D..

Músicos diversos colaboraram na produção de Roots, incluindo Carlinhos Brown, Mike Patton do Faith No More, David Silveria e Jonathan Davis do Korn, além de DJ Lethal do Limp Bizkit. Algumas músicas foram gravadas numa tribo Xavante e contaram com o auxílio dos indígenas nas vocalizações. Roots é o último disco do grupo a contar com o vocalista e guitarrista original Max Cavalera.

Roots foi lançado para aclamação da crítica especializada, sendo considerado o 57° maior disco da música brasileira pela edição brasileira da revista Rolling Stone. Além disso, tornou-se o disco mais vendido do Sepultura com mais de 500 000 cópias vendidas apenas nos Estados Unidos e referência para bandas do gênero nu metal.SEPULTURA - Roots Roadrunner Records Em 2016, quando completou vinte anos, havia vendido mais de 2 milhões de cópias no total.

Contexto e visita aos xavantes

No disco anterior do Sepultura, Chaos A.D., a banda já experimentava com elementos de música indígena, mais precisamente na faixa "Kaiowas". A ideia de trabalhar com um povo indígena cresceu na banda, e ganhou força após o vocalista e guitarrista Max Cavalera assistir o filme Brincando nos Campos do Senhor (particularmente a cena em que o personagem de Tom Berenger salta de paraquedas em uma aldeia).

Depois de convencer a gravadora Roadrunner Records a apoiar o projeto, Max conversou com a jornalista Angela Pappiani, do Núcleo de Cultura Indígena. A ideia era trabalhar com os caiapós, mas após Max ser avisado de que eles não eram muito pacíficos, a banda escolheu os xavantes, após ouvirem uma música deles num festival em Nova Iorque. Todo o processo entre abordar a gravadora e realizar a visita de fato levou quase um ano.

Angela apresentou o som do Sepultura ao povo, que aceitou então recebê-los. Acompanhada pelo produtor Ross Robinson, a banda embarcou para Goiânia, de onde seguiu para a região de Camarana, no Mato Grosso em novembro de 1995. A visita durou três dias e os integrantes imergiram na cultura local, tendo seus corpos pintados, comendo a comida dos indígenas e tomando banho de rio.

A visita resultou na gravação da faixa "Itsári" (que, assim como o título do álbum, significa "raízes"). A performance dos indígenas foi capturada com um gravador de oito canais alimentado com bateria de caminhões, uma vez que não havia energia elétrica no local.

Segundo Angela e o líder da tribo, Cipassé, Roots ajudou a dar projeção ao povo, que passou a ser reconhecido pelo seu nome específico e não apenas como "índios". Angela afirma que a busca por informações e produtos artísticos dos xavantes cresceu após a colaboração deles com a banda.

Capa A capa do álbum, assinada por Michael Whelan (que já havia trabalhado em Beneath the Remains e Arise), usa como base uma foto da indígena Koixaru Karajá tirada pelo indigenista José Américo Peret e que já havia estampado a cédula de 1.000 cruzeiros de 1990. Em Roots, a figura da indígena está envolta em raízes, em alusão ao título do disco, e o logo da banda aparece pendurado em seu colar.

Faixas Todas as letras escritas por Max Cavalera, exceto onde anotado. Todas as músicas compostas por Sepultura (banda), exceto onde anotado.

Músicas promocionais de 25 anos "Procreation (Of the Wicked)" (cover do Celtic Frost) – 3:39 "Mine" (com Mike Patton) – 6:25 "War" (cover do Bob Marley) – 6:40 "Lookaway" (Mixagem de Master Vibe) – 5:36 "Mine" (Mixagem de Andy Wallace) – 7:58 "Dusted" (Demo) – 4:27 "Roots Bloody Roots" (Demo) – 3:32 "R.D.P." (Demo) – 1:15 "Untitled" (Demo) – 4:14 "Attitude" (Ao Vivo no Ozzfest) – 5:37 "Roots Bloody Roots" (Mixagem 1 de Megawatt) – 4:01 "Roots Bloody Roots" (Mixagem 2 de Megawatt) – 4:08

Recepção

Em sua revisão do álbum publicada ao comentar Dia Mundial do Rock 2022, Regis Tadeu disse que os temas das letras de todas as músicas do disco "continuam assombrosamente atuais".

Créditos Sepultura Max Cavalera - vocal, guitarra Andreas Kisser - guitarra Paulo Jr. - baixo, percussão Igor Cavalera - bateria, percussão, timbau, djembê

Participações DJ Lethal - Scratch em Lookaway Jonathan Davis - vocais em Lookaway Mike Patton - vocais em Lookaway Carlinhos Brown - vocais, Berimbau, Timbau, Wood Drums, Djembê, Xequerê e Surdo em Ratamahatta David Silveria - bateria em "Ratamahatta"

Ficha técnica Produção: Ross Robinson Co-Produção: Sepultura Mixagem: Andy Wallace Capa: Michael R. Whelan

Desempenho nas paradas

Álbum Parada musical (1996) Melhorposição

Singles TítuloParada Musical (1996)PosiçãoRoots Bloody Roots 42 26 35 31 14 2 20 44 19 Ratamahatta 23 Attitude 16 46

Certificações Álbum - Certificações por vendas de gravação musical AnoPaísCertificaçãoNúmero Cópias Vendidas199735,000+199750,000+1997100,000+199810,000+2001100,000+2005500,000+?30,000+

Categoria:Álbuns de 1996 Categoria:Álbuns de groove metal Categoria:Álbuns de metal alternativo Categoria:Álbuns de Sepultura