Pausânias ( ; ; )Historical and Ethnological Society of Greece, Aristéa Papanicolaou Christensen, The Panathenaic Stadium – Its History Over the Centuries (2003), p. 162 foi um viajante e geógrafo grego. É famoso por sua Descrição da Grécia (, Hēlládos Periḗgēsis),Também conhecida em latim como ; ver Pereira, Maria Helena Rocha (ed.), Graecae descriptio, B. G. Teubner, 1829. uma extensa obra que descreve a Grécia Antiga a partir de suas observações em primeira mão. A Descrição da Grécia fornece informações cruciais para estabelecer conexões entre a literatura clássica e a arqueologia moderna, que está fornecendo evidências dos locais e detalhes culturais que ele menciona, embora o conhecimento de sua existência possa ter se perdido ou sido relegado ao mito ou à lenda.

Biografia Nada se sabe sobre Pausânias além do que os historiadores conseguem reunir de seus próprios escritos. No entanto, é provável que tenha nascido em uma família grega e provavelmente era nativo da Lídia na Ásia Menor. De até sua morte por volta de 180, Pausânias viajou por toda a Grécia continental, escrevendo sobre vários monumentos, espaços sagrados e locais geográficos significativos ao longo do caminho. Ao escrever sua Descrição da Grécia, Pausânias procurou reunir um relato escrito duradouro de "todas as coisas gregas", ou panta ta hellenika.

Vivendo no Império Romano Tendo nascido na Ásia Menor, Pausânias era de herança grega. Ele cresceu e viveu sob o domínio do Império Romano, mas valorizava sua identidade, história e cultura gregas. Estava ansioso para descrever as glórias de um passado grego que ainda era relevante em sua época, mesmo que o país estivesse subordinado a Roma como uma força imperial dominante. A peregrinação de Pausânias pela terra de seus ancestrais foi sua própria tentativa de estabelecer um lugar no mundo para essa nova Grécia romana, conectando mitos e histórias da cultura antiga àqueles de seu próprio tempo.

Estilo de escrita miniaturadaimagem|Descrição de Pausânias sobre a Grécia Pausânias tem um estilo de escrita direto e simples. Ele é, em geral, direto em sua linguagem, escrevendo suas histórias e descrições de forma não elaborada. No entanto, alguns tradutores notaram que o uso de várias preposições e tempos verbais por Pausânias pode ser confuso e difícil de traduzir para o português. Por exemplo, Pausânias pode usar um verbo no passado em vez do presente em algumas instâncias. Sua interpretação é que ele fez isso para parecer que estava no mesmo contexto temporal que seu público.

Ao contrário de um guia de viagem moderno, na Descrição da Grécia Pausânias tende a elaborar com discussões de um ritual antigo ou para transmitir um mito relacionado ao local que está visitando. Seu estilo de escrita não se tornaria popular novamente até o início do século XIX, quando os guias de viagem contemporâneos se assemelhavam ao seu. No aspecto topográfico de sua obra, Pausânias faz muitas digressões de história natural sobre as maravilhas da natureza documentadas na época, os sinais que anunciam a aproximação de um terremoto, os fenômenos das marés, os mares gelados do norte, e que no solstício de verão o sol do meio-dia não projeta sombra em Siena (Assuã).

Embora nunca duvide da existência das divindades e heróis, ele critica alguns dos mitos e lendas que encontrou durante suas viagens por diferirem das tradições culturais anteriores que ele relata ou observa. Suas descrições de monumentos de arte são simples e sem ornamentos, transmitindo uma impressão sólida de realidade.

Pausânias é franco em reconhecer limitações pessoais. Quando cita informações de segunda mão em vez de relatar suas próprias experiências, ele é honesto sobre suas fontes, às vezes confirmando conhecimento contemporâneo que pode estar perdido para os pesquisadores modernos.

Recepção moderna

Até os arqueólogos do século XX concluírem que Pausânias era um guia confiável para os locais sendo escavados, os classicistas em grande parte haviam descartado seus escritos como puramente literários. Seguindo seu presumido autorizado contemporâneo Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff, os classicistas tendiam a considerá-lo pouco mais que um divulgador de relatos de segunda mão e acreditavam que ele não havia visitado a maioria dos lugares que descreveu. A pesquisa arqueológica moderna, no entanto, revelou a precisão das informações transmitidas por Pausânias, e até seu potencial como guia para investigações adicionais. A pesquisa sobre Tartesso exemplifica onde sua escrita sobre isso está auxiliando a pesquisa arqueológica contemporânea sobre sua existência, localização e cultura.Pausanias Description of Greece 6.XIX.3.Pausanias, Description of Greece, 6.19.1Pausanias, Description of Greece, 6.19.2

Referências

Fontes

Bibliografia

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Ligações externas Pausanias Description of Greece, tr. with a commentary by J.G. Frazer, 6 volumes (1898) (também at the Internet Archive) Description of Greece, Volume I — Loeb Classical Library, Harvard University Press Description of Greece, Volume II — Loeb Classical Library, Harvard University Press Description of Greece, Volume III — Loeb Classical Library, Harvard University Press Description of Greece, Volume IV — Loeb Classical Library, Harvard University Press Description of Greece, Volume V — Loeb Classical Library, Harvard University Press Pausanias no Projeto Perseus: Grego; Inglês (tradução de Jones, 1918) Description of Greece, tradução de Jones no Projeto Theoi Nova tradução por Gregory Nagy do Centro de Estudos Helênicos da Universidade de Harvard (incompleta). (arquivada, 2020) Bibliografia (em francês) "The Oldest Guide-Book in the World", Charles Whibley em Macmillan's Magazine, Vol. LXXVII, Nov. 1897 to Apr. 1898, pp. 415–421. Andrew Stewart, One Hundred Greek Sculptors, Their Careers and Extant Works G. Hawes, Rationalizing myth in antiquity. Oxford: OUP, 2013 contém muita discussão sobre as abordagens céticas de Pausânias aos mitos.

Categoria:Geógrafos da Roma Antiga