miniaturadaimagem|São Luís, centro financeiro do estado No ano de 2021, o PIB maranhense foi de R$ 124,981 bilhões, 4.º maior do Nordeste e 17.º maior do Brasil.
Quanto ao perfil setorial da economia maranhense em 2021, destaca-se, primeiramente o setor de serviços, com 67,7% de representatividade. Neste setor, as atividades mais relevantes são Administração Pública e Comércio, cujos pesos foram, respectivamente, 38,1% e 19,2%.
Por sua vez, o setor da Agropecuária apresenta o menor peso no VAB (valor adicionado bruto) total, que foi de 12,6% em 2021. Destacam-se neste setor, as atividades de lavoura temporária (soja, milho e algodão), cujo peso foi de 65,1%, a pecuária (26,4%) e a pesca e aquicultura (5,4%).
A Indústria, por sua vez, representou 19,7% no VAB total em 2021, com destaque para a atividade a indústria de transformação com 34,2%; serviços industriais de utilidade pública (SIUP) com 28,7%; indústria da construção com 20,9%; e extrativismo mineral com 16,2%.
As cidades de maior peso no PIB, no ano de 2019, foram: São Luís (32,9%), Imperatriz (7,7%), Balsas (3,59%), Açailândia, São José de Ribamar, Timon, Santo Antônio dos Lopes, Caxias, Bacabal e Santa Inês.
As dez cidades com maior PIB no Maranhão concentraram mais da metade das riquezas do estado (58,1%) em 2018, revelando forte concentração de renda e desigualdade regional e de indicadores sociais. Os municípios com maior PIB per capita são: Tasso Fragoso, Santo Antônio dos Lopes, Balsas, Godofredo Viana e Davinópolis.
Em 2021, o rendimento domiciliar per capita do maranhense era de R$ 814,00, e o PIB per capita era de R$ 17.471,85, os menores índices entre os estados brasileiros.
O Maranhão tinha o maior percentual de pessoas em situação de pobreza no país, em 2022. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,2% da população do Maranhão vivia em situação de extrema pobreza pela ótica estritamente monetária (linha de US$ 1,90). Pela linha de US$ 5,50, o Maranhão tinha, em 2022, 47,9% da sua população vivendo em situação de pobreza. Um estudo de 2022 sobre o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) indicou pontos críticos para ações de combate à pobreza no Maranhão: infraestrutura básica de acesso à água potável, saneamento e tratamento adequado do lixo domiciliar, condições de trabalho e níveis de escolaridade da população adulta.
O Maranhão é membro dos Consórcios da Amazônia Legal, do Nordeste e do Brasil Central.
Setor primário A agricultura maranhense apresenta disparidades entre as regiões do estado, sendo a agricultura do sul maranhense mais mecanizada e com maior produtividade. Conforme dados da CONAB, o Maranhão é o segundo maior produtor agrícola do Nordeste.
O setor agrícola maranhense se destaca na produção de arroz (5.º maior estado produtor de arroz do país e o 1.º do Nordeste.), cana-de-açúcar, mandioca (2.ª posição no Nordeste de área plantada), milho, soja (2.º maior produtor da região Nordeste), algodão (2.º maior produtor do Nordeste) e eucalipto.
Agricultura no sul do Maranhão Desde 1992, quando começou a funcionar o Corredor de Exportação Norte, toda a produção agrícola do sul do Maranhão passou a escoar para o Porto do Itaqui, em São Luís, por um longo trecho de estrada de ferro operado pela Vale S.A.. O cultivo nessa área é realizado em fazendas altamente mecanizadas, com melhores índices de produtividade agrícola por hectare. Tem ainda como benefício a menor distância em relação ao mercado europeu. miniaturadaimagem|Plantação de soja em Balsas Posteriormente, a Ferrovia Norte-Sul integrou a cidade de Anapólis, em Goiás, atravessando o estado do Tocantins e se conectando à ferrovia Carajás, na cidade de Açailândia, ampliando a capacidade de exportação, pelos portos de São Luís, da produção agrícola do Centro-Oeste. Com a construção do Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM) no porto de Itaqui, ampliou-se a capacidade de armazenamento e exportação de grãos como soja, milho e arroz, utilizando-se da infraestrutura da Ferrovia Carajás e da Ferrovia Norte Sul para escoamento da produção do sul do estado, bem como dos estados de Tocantins, Goiás e Mato Grosso. No ano de 2020, o porto movimentou em torno de 12,1 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e farelo).
Os municípios que apresentam maior proporção no setor primário (2019) são: Tasso Fragoso (1.º), Balsas (2.º), São Raimundo das Mangabeiras (3.º), Açailândia (4.º), Alto Parnaíba (5.º), Riachão (6.º), Santa Luzia (7.º), Sambaíba (8.º), Carolina (9.º) e Grajaú (10.º).
O sul do estado é um importante polo de produção de grãos do país. A região a cada ano alcança novos recordes de produtividade. O principal produto agrícola é a soja, que chegou a 2,8 milhões de toneladas na safra de 2019.
Tal produção coloca o Maranhão como o segundo maior produtor da região, atrás da Bahia. A região sul do Estado concentra a produção de soja, com destaque aos municípios de Balsas e Tasso Fragoso, que, em 2019, produziram em torno de 600.000 toneladas. Outros municípios que se destacam na produção de soja são: Sambaíba, Riachão, Alto Paraíba e Carolina.
Outro produto de destaque é o milho (36,5% da produção total do estado em 2019). Os municípios que que mais produziram, em 2019, foram Balsas (450 mil/t), Tasso Fragoso (300 mil/t) e São Raimundo das Mangabeiras (150 mil/t).
No ano de 2017, o setor agropecuário apresentou um crescimento de 9,7%, maior resultado do país. A expansão da agropecuária e a supersafra colhida contribuíram para o resultado. miniaturadaimagem|Plantação de algodão em Balsas Além da soja, também são produzidos em larga escala na região sul: feijão, milho, algodão e arroz.
Agricultura de subsistência Em outras regiões do estado, ainda se verifica uma agricultura de baixa produtividade, voltada para a subsistência familiar, onde são produzidos principalmente: milho, feijão, mandioca, arroz, legumes, dentre outros.
Nesse sentido, é possível verificar as seguintes características: emprego de técnicas, recursos e instrumentos rudimentares (rotação de terra, energia humana e animal, enxada, foice, facão, machado, sacho, etc.), policultura de subsistência (para manutenção da família), baixa produtividade e dependência da natureza (clima, solo, rios). A Pecuária O Maranhão possui o segundo maior rebanho bovino do Nordeste e o 12.º maior do país, com mais de 8 milhões de reses (2019). A maior concentração de rebanhos fica na região oeste e na região centro-sul do estado. Em 2016, o Maranhão teve o melhor resultado do Nordeste na vacinação contra a febre aftosa e é considerado Zona com Status de Livre de Febre Aftosa com vacinação.
No âmbito nacional, em 2019, o melhor colocado é o município de Açailândia, em 98.º lugar, com um rebanho de 336.631 mil cabeças, e o maior do Nordeste. Além de Açailândia, destacam-se ainda os municípios de Amarante do Maranhão, com 274.460 mil cabeças; Santa Luzia, com 244.789 mil; Grajaú, com 193.648; Bom Jardim, com 156,258 mil cabeças; Arame, com 149.348 cabeças; e Sítio Novo, com 144.845 cabeças . miniaturadaimagem|Rebanho bovino em Balsas
Os principais rebanhos Bovinos: Criado em todo espaço maranhense, este rebanho desempenhou importante papel no povoamento do interior do Estado. Hoje é o rebanho mais importante economicamente, sendo criado por toda a população rural, desde o pequeno produtor, onde o gado é criado solto, até as grandes fazendas do centro-oeste, onde há maiores cuidados e o gado é destinado a produção de carne e leite. Na produção de leite, destacam-se os municípios de Açailândia, Amarante do Maranhão, Porto Franco, Estreito e Cidelândia (2019). Suíno: Também criado pelo pequeno e grande pecuarista, sendo o segundo principal rebanho do Estado, onde nos arredores das maiores cidades vem passando por um aprimoramento, aumentando a produtividade. Destaque para as cidades de Vargem Grande, Pirapemas, Anajatuba, Balsas e Tutoia (2019). miniaturadaimagem|Criação de búfalos na Baixada Maranhense Caprino e Ovino: Rebanhos sem grande expressão na pecuária maranhense, voltados para o consumo familiar. A principal área de criação é o centro-leste do Estado. Destaque para as cidades de Vargem Grande, Barão de Grajaú, São Francisco do Maranhão, Chapadinha e São Bernardo (caprinos, 2019) e Amarante do Maranhão, Açailândia, Paulino Neves, Senador La Rocque e Barão de Grajaú (ovinos, 2019). Bubalino: Rebanho criado nos campos alagados da Baixada Maranhense, fazendo do Maranhão o quarto maior criador nacional. Destaque para as cidades de Viana, São João Batista, Cajari, Pinheiro e Arari (2019). Aves: Em especial a galinha, destaque para as cidades de Balsas. Rosário, Barra do Corda, Riachão e Caxias (2019). Equinos: De grande importância no transporte para o pequeno trabalhador rural, auxilia a criação dos outros rebanhos. Destaque para as cidades de Açailândia, Amarante do Maranhão, Senador La Rocque, Grajaú e Formosa da Serra Negra (2019). Apicultura: em especial na região da Amazônia maranhense, com destaque para Santa Luzia do Paruá (7.º maior produtor nacional), Maracaçumé e Maranhãozinho.
Atividades Extrativistas Pesca miniaturadaimagem|237x237px|Pescadores no rio Tocantins O litoral maranhense é bastante favorável à pesca, em razão de: a extensão (segundo maior do Brasil), a grande plataforma continental, estuários fluviais, marés e correntes marinhas. A pesca é praticada, seja junto a costa, com as geleiras e o barco a remo, com destaque para as espécies: pescada, uritinga, serra, corvina e tainha; ou em alto mar com pargueiros, destacando-se cavala, pargo, cioba e xaréu, capturados principalmente nas proximidades de bancos de recifes.
Apesar do potencial natural, a pesca no Maranhão ainda é praticada de forma primitiva, com o uso de instrumentos artesanais. O Maranhão é quinto estado que mais consome peixe no Brasil.miniaturadaimagem|236x236px|Pescadores na Baixada Maranhense Também se verifica a pesca fluvial (como nos rios Pindaré, Mearim, Itapecuru, Grajaú, Munim, Tocantins, etc.), como forma de complemento de renda da população ribeirinha, com o uso de malhadeira, zangaria, tapagem, curral, rede de arrasto, espinhal, tarrafos, puçás, etc. Algumas das espécies capturadas são: branquinha, curimatá, piau, surubim, pescada, mandi, cascudo, traira, mandubi, etc.
A pesca nos lagos é de grande importância para a economia da Baixada Maranhense, com desta para a região do Lago-Açu, nos municípios de Vitória do Mearim, Pio XII e Conceição do Lago-Açu.
Com relação à aquicultura, o Maranhão ocupava o 6.º lugar no ranking nacional, sendo a produção de aproximadamente 45 mil toneladas, no ano de 2019. No cultivo de peixes nativos, ocupou o 3° lugar no ranking (38,5 mil toneladas). Os principais municípios produtores são Matinha, Arari, Vitória do Mearim, Pindaré-Mirim, Igarapé do Meio e Santa Rita e as principais espécies cultivadas são tambaqui, tambatinga, curimatã, piau e pacu (todos peixes nativos), além da tilápia.
Tem destaque também a aquicultura do camarão (Bacabeira, Primeira Cruz, Água Doce do Maranhão, Humberto de Campos e Turiaçu como seus principais produtores); a captura do caranguejo (nos manguezais, com destaque para a ilha de Upaon-Açu e Araioses); pescada-amarela (Cururupu, Cedral, Guimarães, São Luís, Raposa, Primeira Cruz e Tutóia) e moluscos (sururu, ostras, sarnambi, dentre outros, nas Baías de Sarnambi, Tubarão, Caçambeira, Lençóis, São José, Tutoia e estuários do rio Cururuca, e Estreito dos Mosquitos e dos Coqueiros). Extrativismo Mineral Entre os principais produtos, pode-se destacar: Gás natural: produção na bacia do Parnaíba, com capacidade de produção de até 8,4 milhões m³ por dia, utilizado em termelétricas. O Maranhão é o 6.º maior produtor do país. Petróleoː produção na bacia de Barreirinhas, no campo terrestre de São João (Primeira Cruz), operado pela Oeste de Canoas e Petro-Victory.