O Ribeirão Quilombo é um ribeirão do estado de São Paulo. Nasce no município de Campinas, passa por Paulínia, Nova Veneza, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana, e deságua no Rio Piracicaba, do qual é um dos principais afluentes.

Características O ribeirão Quilombo possui uma extensão de cerca de 54,7 km desde a sua nascente, no município de Campinas, até a sua foz no Rio Piracicaba, no município de Americana. O curso d’água atravessa ainda os municípios de Sumaré, Nova Odessa e parte das divisas territoriais de Paulínia e Hortolândia.

Situa-se entre as coordenadas geográficas 45º50’ e 48º30’ de longitude e 22º00’ e 23º20’ de latitude. O ribeirão apresenta largura que varia de 2 até 12 metros e profundidade média variante entre 2 e 4 metros. Sua vazão média é de aproximadamente 5,5 m³/s.

Pouco acima de sua foz no Rio Piracicaba, no bairro Carioba em Americana, foi instalada há quase 100 anos a Usina Hidrelétrica Carobinha.

Afluentes Os principais afluentes do ribeirão Quilombo são os seguintes cursos d'água: Córregos da Lagoa e Boa Vista, em Campinas. Córrego do Deserto, em Paulínia. Córrego do Tijuco Preto, em Nova Veneza. Ribeirão Jacuba, em Hortolândia. Córrego Pinheirinho, em Sumaré. Córregos Palmital e São Francisco, na divisa Sumaré / Nova Odessa. Córregos Capuava e dos Lopes, em Nova Odessa. Córrego Recanto, na divisa Nova Odessa / Americana. Córregos Gallo, da Fazenda Angélica, do Parque e Pyles, em Americana.

Bacia hidrográfica A bacia hidrográfica do Ribeirão Quilombo possui 39 mil hectares de área (390 km²), sendo caracterizada por uma ocupação majoritariamente urbana e industrializada.

Ela está inserida na região da Unidade Hidrográfica de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo – UGRHI 05, denominada por Bacia do Rio Piracicaba, Capivari e Jundiaí, segundo a Lei Estadual nº 7.663, de 30 de dezembro de 1991.

A bacia hidrográfica do Rio Piracicaba é gerenciada pelos Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (CBH-PCJ).

Cerca de 85% da área da bacia do Quilombo é constituída de colinas amplas, com interflúvios superiores a 4 km², topos extensos e aplainados, vertentes retilíneas a convexas, drenagem subdendrítica de baixa densidade, vales abertos e planícies aluniais restritas.

O regime pluviométrico é tropical típico, com um período chuvoso, iniciando em outubro e terminando em abril, e um período de estiagem, de maio a setembro, variando localmente o início e o término de cada um dos períodos. Os índices pluviométricos situam-se entre 1.200 e 1.800 mm anuais.

Usina Hidrelétrica Cariobinha Com o objetivo de ter energia própria, Hermann Müller, então proprietário da Fábrica de Tecidos Carioba, constrói em 1934 no ribeirão Quilombo a Usina Hidrelétrica Cariobinha, com o início de sua operação em 1936. Nessa época, o volume de água do ribeirão era suficiente para movimentar as fábricas e o bairro Carioba. Porém, com o progresso industrial e residencial e a consequente poluição do ribeirão, a Usina Cariobinha chegou ao ponto de se tornar inviável.

Desativada desde janeiro de 1996, em razão de obstrução da tomada d’água, por meio de Decreto de 19 de novembro de 1997 a Companhia Paulista de Força e Luz recebeu concessão para implantar e explorar a Usina Hidrelétrica Cariobinha pelo prazo de 30 anos.

Por meio das Resoluções nº 465, de 29 de novembro de 2000, nº 365, de 29 de julho de 2003, e nº 766, de 19 de dezembro de 2006, a concessão foi transferida para a CPFL Geração de Energia S/A. Em 2011 a concessionária solicitou a desativação definitiva da UHE Cariobinha, pois foi caracterizada a inviabilidade econômica de sua reativação.

Projeto de despoluição e revitalização Um diagnóstico ambiental realizado no ano de 2025 apontou o Ribeirão Quilombo como o mais poluído da bacia do Rio Piracicaba. Um grupo de pesquisa com profissionais de várias áreas ligadas ao meio ambiente fez expedições de monitoramento para mapear a qualidade da água do Rio Piracicaba e de seus afluentes.

Atualmente está com águas altamente poluídas devido a carga elevada de despejos de esgotos domésticos e industriais, muitos clandestinos.

Como forma de solucionar o problema, foi lançado pelo Consórcio PCJ no dia 19 de abril de 2018 o Projeto para revitalização da sub-bacia do Ribeirão Quilombo, com ações na área de saneamento, macrodrenagem e recuperação de matas ciliares. Prevê-se que o projeto de revitalização do Quilombo vá até 2035, porém é possível, com novas tecnologias, rever para menos esse prazo.

O plano de ação do Consórcio PCJ quer tornar o Ribeirão Quilombo uma alternativa hídrica em 2035, para tornar as suas águas com qualidade para abastecimento e transformá-lo numa alternativa hídrica para momentos de escassez hídrica e eventos extremos para os municípios da bacia.

Ligações externas

Monitoramento das chuvas e do nível das águas do ribeirão Quilombo - Estação Hidrológica Cemaden.

Quilombo Categoria:Geografia de Americana