Fernando dos Santos (Setúbal, — Lisboa, 14 de abril de 1965) foi um pintor e autor teatral português, que recebeu o Prémio Gil Vicente em 1954 e o o Prémio Bordalo (1963). thumb|Right|Placa colocada na casa onde nasceu

Biografia Fernando Santos nasceu em 14 de julho de 1892, na freguesia de Santa Maria da Graça, em Setúbal.

Estudou na Escola Industrial Rainha D. Amélia de Setúbal e realizou o curso de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa..

Foi professor de Desenho e de Trabalhos Manuais no Refúgio do Tribunal de Menores e na Escola Normal Primária de Lisboa.

Foi membro da Comissão Central da Exposição Regional do Distrito de Setúbal (1930), da Comissão Executiva do II Centenário do Nascimento de Bocage (1965), e da Comissão do 1.º Centenário da Cidade de Setúbal (1960).

Fernando Santos morreu em 14 de abril de 1965.

Prémios e homenagens Em 1929, pelo quadro Bocage, Fernando dos Santos recebeu o Prémio Rocha Cabral, atribuído pelo Conselho de Arte e Arqueologia da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, juntamente com Leopoldo Neves de Almeida e Domingos Rebelo.

No teatro, a peça Prémio Nobel valeu-lhe em 1954, juntamente com Leitão de Barros e Almeida Amaral, o Prémio Gil Vicente do Secretariado Nacional de Informação.

Em 1945-1946, recebeu, com José de Almeida Amaral e Alfredo Ruas, o Prémio Alfredo Carvalho, pelo número declamado «Tio Manuel das Soidades» da revista A vitória.

Em 1946-1947, recebeu, com António Cruz, José de Almeida Amaral e Lourenço Rodrigues, o Prémio Del Negro, pela revista Canções Unidas.

Em 1947-1948, recebeu, com José de Almeida Amaral e Fernando Ávila como autores e Augusto Costa e António Silva como intérpretes, o Prémio Alfredo Carvalho, pelo número declamado «Rádio Rinchoa» da revista Ai bate, bate.

Fernando Santos recebeu o Prémio da Imprensa, de 1963, na categoria Teatro de Revista, a par de Nelson de Barros, como autores.

Em 2 de maio de 1959 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.Fernando dos Santos (pintor), na base de dados das entidades nacionais agraciadas com ordens portuguesas.

Em 14 de abril de 1966, foi colocada uma lápide na casa onde havia nascido, no n° 15 do Largo de Santa Maria, em Setúbal.

Algumas obras Pintura Bocage e as Musas (1929), exposto no Museu de Setúbal.Sobre a história deste quadro, ver a entrevista a Fernando António Baptista Pereira, comissário da exposição "Bocage : Textos e Contextos", realizada por Raquel Santos, para a RTP, em 18 de novembro de 2005. Casario junto à Serra de SintraBocage (várias telas), no Café Nicola, em Lisboa.Café Nicola no sítio da Internet da Câmara Municipal de Lisboa.

TeatroA opereta Nazaré (com AMARAL, Almeida; ÁVILA, Fernando). S. l. : s.n., 1940.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.Os vizinhos do rés-do-chão (com AMARAL, Almeida). Porto : Livraria Tavares Martins, 1944. Coleção Teatro do Povo.Comédia em 3 atos. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional. Consultado em 10 de fevereiro de 2019. Esta obra foi levada ao cinema por Alejandro Perla, através do filme homónimoCf. Os vizinhos do rés-do-chão no sítio CINEPT - Cinema Portugês, desenvolvido na Universidade da Beira Interior.Prémio Nobel'' (com AMARAL, Almeida; BARROS, Leitão de). Lisboa : Empresa Nacional de Publicidade, 1955.Peça em três atos. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.

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