O é um tipo de betão armado (concreto armado) mais resistente. Começou a ser desenvolvido no século XVIII, porém só obteve sucesso quando o francês Eugène Freyssinet, em 1928, desenvolveu um método de ultrapassar a fraca resistência à tração que o betão (concreto) possui. A sua aplicação permite a construção de pavimentos e pontes com vãos mais extensos do que aqueles obtidos com o uso do betão armado, possibilitando, ainda, o desenho de elementos estruturais com seções transversais de menor dimensão. Ao se pré-tracionar o aço dos varões, cria-se uma carga que vai comprimir o betão. Esta compressão compensa, depois, parte da tração que o betão experimenta quando carregado, aumentando consideravelmente a sua resistência à mesma.

Técnicas de fabrico Betão pré-esforçado (Betão Protendido com pre-tração): o concreto é colocado sobre varões tencionados previamente (normalmente pré-fabricados / pista de protensão); Betão pós-tensionado fixo (Betão Protendido com pós-tração / Cordoalha aderida): a tensão é aplicada só após o betão ter atingido uma dada consolidação, através do uso de macacos hidráulicos que tracionam os varões (as cordoalhas), sendo estes, depois, fixados à extremidade da estrutura com detentores adequados (nichos de ancoragem); Betão pós-tensionado livre (Betão Protendido com pós-tração / Cordoalha Engraxada): cada cordoalha é acondicionada dentro de uma bainha metálica, recebendo uma cobertura de graxa especial, sendo, assim, possível tensionar cada varão independentemente.

Degradação Em determinadas condições, especialmente quando exposto às intempéries, o concreto pré-esforçado pode sofrer um fenômeno de corrosão em poucas décadas. Técnicas de manutenção, intervenção e proteção foram desenvolvidas. O fenômeno foi observado, por exemplo, nos cabos do Ponte Morandi, em Gênova, cujo desabamento causou quarenta e três mortes em 2018.

Ver também Concreto celular Tração (física)

Ligações externas

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