Alexandre Ferreira, conhecido como Aleh Ferreira (São Paulo, 27 de outubro de 1966), é um bandolinista, arranjador e compositor brasileiro.Celso Rizzi. Música brasileira: O chorinho através dos tempos. Cuja, projeção de carreira internacional está consolidada.
Carreira Aos 6 anos já tocava violão e ganhou um cavaquinho do pai. Aos 13 anos, tocou com Altamiro Carrilho, Nelson Cavaquinho, Noite Ilustrada, Ataulfo Alves Júnior, Moreira da Silva, Zé Keti, Demônios da Garoa, Emilinha Borba, Toquinho, Isaurinha Garcia entre outros grandes nomes da música brasileira.Aleh ferreira e choro de bolso interpretam clássicos de Jacob do Bandolim, santos.sp.gov.br, 31 de outrubro de 2008.
Também é compositor, tanto de peças eruditas como populares. Na música popular, seu estilo musical preferido é o choro. Na música erudita, compôs as primeiras suítes brasileiras para violoncelo solo (gravadas por Júlio Ortiz) e concertos para flauta e orquestra sinfônica (interpretados em 2006 pela Orquestra Sinfônica de Moscou e registrados em CD), para oboé e orquestra de cordas Show une chorinho e erudito. Folha de S.Paulo, 11 de março de 2000. e para violoncelo e orquestra de cordas.História do choro
Em 1999, já era tido como um dos "novos talentos da música instrumental brasileira". Nunca frequentou conservatórios. "Composição não se ensina", disse. Mas teve aulas com Evandro do Bandolim, a quem se refere como "mestre".<ref>MOURA, Jorge Antonio Cardoso [https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/26014/3/2017_tese_jacmoura.pdf Vibrações das singularidades culturais da escola do choro]. Fortaleza: UFC, 2017.</ref>
Em crítica publicada pela "Folha de S.Paulo", o jornalista Luis Nassif destacou Aleh Ferreira entre os instrumentistas de maior refinamento técnico do choro, ressaltando sua palhetada.
Em 2000, apresentou-se em Joanesburgo e Luanda com Alessandro Penezzi, em eventos de comemoração pela Independência de Angola.
Em 2001, com Júlio Ortiz (violoncelo) e Alessandro Penezzi (violão) formou o Trio Quintessência e, com ele, tocou nos EUA, na Itália, na Rússia e em Angola.Dicionário Cravo Albin: Alessandro Penezzi
Em 2007, tocou ao lado do cantor Toquinho e da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, a convite do maestro Cláudio Cruz.
Em 2008, no Festival Chorando sem Parar, em São Carlos, recebeu o bandolim de Jacob do Bandolim das mãos de sua filha Elena Bitencourt.
Em 2021, fundou o programa social "AlehConvida", no qual grava e inclui jovens talentos da música no Spotify de forma gratuita.
Em 2025, suas Suítes para Violoncelo Solo passaram a integrar o currículo de disciplinas da Universidade de São Paulo (USP), sendo utilizadas como material didático na disciplina Violoncelo II do Bacharelado em Música da Escola de Comunicações e Artes da USP.
Estreias e execuções de obras Estreias mundiais Concerto para Flauta, Op. 34 – Estreia mundial em 12 de abril de 2007, com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), tendo Sara Lima como solista (flauta), sob regência de Claudio Cruz, em Ribeirão Preto. Concerto para Clarinete, Op. 37 – Estreia mundial em 12 de abril de 2007, com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), tendo Ovanir Buosi como solista (clarinete), sob regência de Claudio Cruz, em Ribeirão Preto. Suíte nº 3 para Violoncelo Solo (A Bela) – Estreia mundial em 21 de maio de 2015, com Amparo Del Riego (violoncelo), em Mallorca, Espanha. Concerto nº 1 para Violão e Orquestra, Op. 62 – Estreia mundial em 22 de novembro de 2015, com a Orquesta de Juventudes Pedro León Torres, tendo Marina Parilli (Argentina) como solista, sob regência de Felipe Izcaray, em Carora, Venezuela, no âmbito do XVIII Concurso Internacional de Guitarra Alirio Díaz. Concerto nº 2 para Violão e Orquestra, Op. 75 (Concierto de Angostura) – Estreia mundial em 26 de julho de 2015, com a Orquesta Sinfónica de Ciudad Bolívar, tendo Douglas Esteves Pomenta e José Luis Lara como solistas, sob regência de Henry Crespo, no Teatro Angostura, em Ciudad Bolívar, Venezuela, no âmbito do Festival Internacional de Guitarra de Angostura (FIGA). Esperanza – Estreia mundial em 26 de julho de 2015, com a Orquesta Sinfónica de Ciudad Bolívar, tendo Douglas Esteves Pomenta como solista, sob regência de Victória Zhadko, no Teatro Angostura, em Ciudad Bolívar, Venezuela, no âmbito do Festival Internacional de Guitarra de Angostura (FIGA). Marina en el Tango, Op. 74 – Estreia mundial em 26 de julho de 2015, com a Orquesta Sinfónica de Ciudad Bolívar, tendo Marina Parilli como solista, sob regência de Henry Crespo, no Teatro Angostura, em Ciudad Bolívar, Venezuela, no âmbito do Festival Internacional de Guitarra de Angostura (FIGA). Concerto nº 3 para Violão e Orquestra, Op. 76 (Concerto for Karen) – Estreia mundial em 10 de junho de 2016, com a Orquesta Sinfónica de Falcón, tendo Karen Arango como solista, sob regência de Régulo Medina, no Teatro Armonía, em Coro, Venezuela, no âmbito do IV Festival Internacional de Guitarra de Falcón. Suíte nº 4 para Violoncelo Solo, Op. 77 — Estreia mundial em 2 de junho de 2016, com Antonio Del Claro como solista, na CAIXA Cultural Brasília, em Brasília (DF). Serenata nº 2 para Cordas – Estreia mundial em 28 de junho de 2018, com a New ARS Chamber Orchestra, sob regência de Victória Zhadko, na Filarmônica de Mykolaiv, Ucrânia. Concerto para Violoncelo e Orquestra, Op. 81 – Estreia mundial em 19 de julho de 2018, com a Orquestra Sinfônica de Aragua, tendo Carlos Linares como solista, sob regência de Henry Crespo, em Maracay, estado de Aragua, Venezuela. Soledad, Op. 80 – Estreia mundial em 5 de abril de 2019, com a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP), tendo Alessandro Penezzi como solista, sob regência de Luís Gustavo Petri, no Teatro do Sesc Pinheiros, em São Paulo, SP. Maria, A Bela – Estreia mundial entre 6 e 10 de junho de 2019, com a Orquesta Sinfónica de Bolívar, sob regência de Fernando Palomeque, em Cartagena, Colômbia, no âmbito do XII Festival de las Artes UNIBAC.
Reapresentações Suíte Nº 4 para Violoncelo Solo, Op. 77 – Reapresentações em 14 e 16 de junho de 2016, com Antonio Del Claro como solista, na CAIXA Cultural Curitiba, em Curitiba, PR, em 10 de agosto de 2017 com o mesmo solista em São Carlos, SP e em 12 de agosto de 2017, com o mesmo solista e em Bertioga, SP. Suíte nº 3 para Violoncelo Solo, Op. 21 – Reapresentação em 19 de junho de 2016, no Museu de l’Empordà, em Figueres (Catalunha, Espanha), com Lluïsa Paredes como solista. Suíte nº 3 para Violoncelo Solo (A Bela) – Reapresentação em 22 de agosto de 2016, com Josep Bassal como solista, no Teatro da Assembleia Legislativa de Belo Horizonte / Instituto Cervantes, em Belo Horizonte, MG. Concerto para Clarinete e Orquestra, Op. 37 – Reapresentação em 18 de maio de 2017, com a Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB), tendo Carlos Rieiro como solista, sob regência de Marcos Arakaki, em João Pessoa, PB. Suíte Nº 3 para Violoncelo Solo (A Bela) – Reapresentação em 21 de maio de 2018, em recital do projeto Happy Hour, no Theatro Municipal de São Paulo, com Rodrigo Leandro do Prado como solista. Concerto para Violoncelo e Orquestra, Op. 81 – Reapresentações em 1 e 2 de dezembro de 2018, com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC), tendo Antonio Del Claro como solista, sob regência de Miguel Campos Neto, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, em Campinas, SP. Maria, A Bela – Reapresentação em 5 de abril de 2019, com a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP), sob regência de Luís Gustavo Petri, no Teatro do Sesc Pinheiros, em São Paulo, SP. Concerto para Violoncelo e Orquestra, Op. 81 – Reapresentação em 5 de abril de 2019, com a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP), tendo Antonio Del Claro como solista, sob regência de Luís Gustavo Petri, no Teatro do Sesc Pinheiros, em São Paulo, SP. Suíte nº 3 para Violoncelo Solo (A Bela) – Reapresentação em 8 de outubro de 2023, com Lluïsa Paredes como solista, no evento TrösT Matinee, realizado na Villa TrösT, em Dordrecht, Países Baixos.
Premiações 1982 - 1º lugar no Iº Festival Brasileiro de Chorões, em Araraquara 1994 - 1º lugar (júri popular) e 2º Lugar (júri oficial) no I Festival de Choro "Tico Tico no Fubá", por sua obra "Tristezas de um Violoncelo" (Sadness of a Cello) Aleh Ferreira homenageia Pixinguinha. Folha de S. Paulo, 21 de fevereiro de 1997. 1995 - 1º lugar (júri popular) e 1º Lugar (júri oficial) no I Festival de Choro de Diadema, com sua obra "Ternura" (Tenderness) Aleh Ferreira in NÓ na madeira, papermine.com 2001 - com o Trio Quintessência, semifinalista do quarto Prêmio Visa de Música Brasileira, Conheça os candidatos do 4.º Prêmio Visa. Estadão, 20 de março de 2001. 2004 - 5º lugar no primeiro Festival Brasileiro Curitiba no Choro, com sua obra “Para uma Amiga” 2004 - um dos 24 selecionados para o 7° Prêmio Visa de Música Brasileira 2019 - semifinalista do Festival de Música da Rádio MEC na categoria “Musica Clássica”, com "Suíte para Flauta Solo, Opus 82"
Discografia Em 1993, gravou seu primeiro CD com obras autorais e de outros artistas. 1993 - Sonhos 1997 - Choros Sonhos e Emoções 1998 - Aleh Ferreira ao vivo 2000 - Suítes para violoncelo solo. Solista: Julio Ortiz 2001 - Trio Quintessência - a quintessência da músicaTrio Quintessência – A Quintessência Da Música, discogs.com. 2005 - Choros Inéditos. Moderato. 2006 - Concerto for Flute Op 34 / Concerto for Clarinet Op 37. Aleh Ferreira, Moscow Symphony Orchestra, cond. Germán Céspedes. Moderato. Orquestra Sinfônica de Moscou. Aleh Ferreira. music.apple.com 2012 - Participação no CD 12 Canções Inéditas, de Roberto Sion.Mestre da música instrumental, Roberto Sion lança CD de canções ‘cantadas’. Rede Brasil Atual, 3 de novembro de 2012 2018 - Aleh Ferreira & Luizinho7 - 120 Anos de Música - Ataulfo Alves 2020 - Smooth Flute. Aleh Ferreira, Renan Mendes, Illia Lundin. Moscow Symphony Orchestra, cond. Germán Céspedes.Smooth Flute, music.apple.com 2020 - Choros Autorais 2020 – Clássicos do Samba 2020 – The Beatles 2021 – Smooth Guitar 2021 – A Lonely Piano 2021 – Soundtracks 2021 – A Guitar in Samba 2023 – Acreditar
Participação em coletâneas Zequinha de Abreu - (songbook). Coleção '''Clássicos do Choro Brasileiro. Joaquim Callado - 2ª edição (songbook). Coleção 'Clássicos do Choro Brasileiro.
Festivais Aleh Ferreira participou dos seguintes festivais de música: 2025 – Virada Cultural de São Paulo. 2019 - XII Festival de las Artes Unibac, em Cartagena, Colômbia 2015 - XVII Festival Internacional de Guitarra de Angostura, em Ciudad Bolívar, Venezuela 2015 - II Festival Internacional de Violões da Floresta Amazônica, em Boa Vista, RR 2011 - Virada Cultural, São Paulo, SP 2008 - Festival Chorando sem Parar, em São Carlos 2007 - XIII Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas 2006 - X Festival Amazonas de Ópera, em Manaus 2006 - II Festival da Cultura Iberoamericana em Moscou, Rússia 2005 - VI Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas 2005 - Festival de Campos do Jordão, em Campos do Jordão 2004 - Festival de Inverno, em Botucatu 2003 - IV Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas 2003 - 23º Festival de Música de Londrina 2003 - Festival de Inverno, em Atibaia 2001 - Providence International Mandolin Festival, em Providence, Rhode Island
Projetos culturais e circulação artística Aleh Ferreira participou dos seguintes projetos cultrais: 2015 – Projeto Entardecer no Sobrado, em Rio Grande, Rio Grande do Sul. 2008 - Chorinho no Aquário, em Santos
Orquestras Aleh Ferreira tocou com as seguintes orquestras: Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto OSRP -'Garota de Ipanema', 'Tico Tico', 'Brasileirinho', 'Baião de 3'. Solista: Aleh Ferreira. Regente: Cláudio Cruz Orquestra Sinfônica da Universidade de São PauloShows de O Grande Encontro e Fabiana Cozza estão entre os destaques da semana. Estadão, 4 de abril de 2019.