Rondonópolis é um município brasileiro do estado de Mato Grosso, localizado na região Sudeste do estado, a 210 km da capital Cuiabá. É a cidade mais populosa do interior do estado com 263.708 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025.
Rondonópolis tem o segundo maior produto interno bruto (PIB) do estado de Mato Grosso. Está localizada estrategicamente no entroncamento das Rodovias BR-163 e BR-364 e é a ligação entre as regiões norte e sul do país. Por estas vias são transportadas toda a produção agrícola e industrial para os grandes centros metropolitanos e portos do Brasil.
Com uma importante localização geográfica, a cidade tem na industrialização um novo salto de crescimento. Hoje, a diversificação de segmentos industriais tem gerado títulos importantes para o município: maior polo de esmagamento, refino e envase de óleo de soja do Brasil, maior polo misturador de fertilizante do interior brasileiro, maior produção estadual de ração e suplementos animais, frigoríficos com padrões internacionais e prepara-se para se consolidar como um dos principais polos têxteis do centro-oeste, através do incentivo e investimento na indústria de tecelagem e confecções. Mais recentemente, Rondonópolis começa a receber investimentos no setor de metalurgia.
Representa um importante polo que atende 21 municípios e cerca de 560 mil habitantes. Investe em qualificação profissional, infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento humano, como incentivo para o crescimento da produção agropecuária, da indústria, do comércio e do turismo, gerando emprego, renda e qualidade de vida a todos que aqui vivem e investem.
História Os vestígios mais antigos de populações humanas em terras do atual município de Rondonópolis foram encontrados no sítio arqueológico Ferraz Egreja e datam de pelo menos cinco mil anos atrás.
Desde o final do século XIX, a região é povoada por índios Bororo e pelo destacamento militar de Ponte de Pedra (1875-1890); posteriormente chegaram comitivas em busca de ouro e pedras preciosas. Entre 1907 e 1909, chegaram as expedições de Cândido Rondon para a construção das Linhas Telegráficas para interligar Mato Grosso e Amazonas ao restante do Brasil. O posto telegráfico do Rio Vermelho foi inaugurado em 1922.
E por volta de 1902 e 1907 famílias começaram a se instalar no Vale do Rio Vermelho vinda de Goiás, a viagem foi longa. Depois de quatro meses de cavalgada pelo Centro Oeste, perdendo objetos, morrendo novilhas, chegaram ao seu destino. Luis Esteves dos Santos e Manuel Conrado encontraram uma terra habitada por índios. Muito cerrado, córregos d‘agua e um imenso rio de água vermelha conhecido pelos índios como Rio Poguba (tendo o mesmo significado pela sua cor avermelhada). Este rio muito profundo era coberto de pedregulhos, lugares rochosos, arenosos, poções, areias um tanto movediças, e canais profundos. A forte correnteza das águas vermelhas transportava no seu leito de água doce e saborosa, patos, marrecos, coriangos, centenas de anhumas, garças, emas, diversos pássaros menores, sabiás, rolinhas, pombas, juritis, beija-flores e também entre as tantas o vítreo encantado das borboletas azuis. O sol já declinava no poente quando acamparam perto da Cachoeirinha, avizinhando-se do Rio Vermelho este casal, juntando todas as tralhas, estenderam no solo uma pequena capa e cochonilo tempo ali colocaram as crianças menores, as quais já cansadas pela viagem vão conciliar num sono de inocência. Neste inicio de colonização as famílias viviam da sua força de trabalho e coragem, pois haviam muitas doenças, a falta de alimentos e condições de moradia precárias era prejudicial para a sobrevivência. Com essas dificuldades as famílias instaladas no rio vermelho pediram ajuda. José Rodrigues dos Santos um ex político e um dos grandes fazendeiros de Palmeiras de Goiás , estando a par dos acontecimentos. Imediatamente, arrumou uma escolta de carregamento e provisões em geral. Encheu os carros de boi de mantimentos, equipando-se de tudo, trouxe recursos e víveres para a família de seu irmão Manuel Conrado, e assim é fundado Rondonópolis.
Em 1915, setenta famílias habitavam a localidade e o então Presidente de Estado do Mato Grosso reservou 2.000 hectares para a povoação do Rio Vermelho, que viria a se converter na cidade de Rondonópolis. Em 1918, Otávio Pitaluga conclui a medição e o projeto urbano para a localidade (desenho que foi aproveitado por Domingos de Lima, em 1948, para o traçado do quadrilátero central). Em 1918, Pitaluga alterou o nome do povoado para Rondonópolis (homenagem a Rondon). Em 1920, Rondonópolis é convertida em distrito de Santo Antônio do Leverger e comarca de Cuiabá.
Na década de 1920, acontecem enchentes, epidemias e desentendimentos entre os moradores em Rondonópolis; e João Arenas descobre diamante em Poxoréo. Isso leva ao despovoamento de Rondonópolis, entre 1931 e 1947. Como a migração aconteceu para a vizinha Poxoréo, este é elevado a município em 1938 e Rondonópolis se converte em seu distrito. A partir de 1947, Rondonópolis volta a crescer por conta da política de colônias agrícolas implantada pelo Governo do estado. A emancipação política de Rondonópolis aconteceu em dezembro de 1953.
Em 2023, a língua Boe Bororo foi cooficializada no município.
Geografia Rondonópolis localiza-se a uma latitude 16º28'15" sul e a uma longitude 54º38'08" oeste, estando a uma altitude de 227 metros. Sua população em 2022 era de 244.911 habitantes, o que coloca Rondonópolis em 118º lugar no Brasil, 8° lugar dos municípios do Centro-Oeste e 3º lugar no estado. Sua microrregião possui 270.798 habitantes e está dividida em oito municípios. E sua mesorregião possui 526.445 habitantes segundo estimativas do IBGE/2013.
Localizado em posição privilegiada, no entroncamento das rodovias BR-163 e BR-364, além dos trilhos da Ferronorte, Rondonópolis faz limite com os municípios de Juscimeira, Poxoréu, Itiquira, São José do Povo, Pedra Preta e Santo Antônio de Leverger. A cidade é banhada pelos rios Vermelho, Tadarimã, Arareau, Ponte de Pedra, Guiratinga, e Jurigue.
A região tem vegetação típica do cerrado, e o clima é tropical quente e úmido, com chuvas concentradas na primavera e no verão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1995 a 2021, a menor temperatura registrada em Rondonópolis foi de em 01 de julho de 2021, e a maior atingiu em 5 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de milímetros (mm) em 10 de janeiro de 2012. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a foram em 11 de outubro de 2011, em 6 de maio de 1995, em 31 de janeiro de 1999 e em 16 de janeiro de 1999. Janeiro de 2012, com , foi o mês de maior precipitação.
Demografia
A população do município de Rondonópolis foi verificada como sendo de habitantes em 2010, segundo dados do Censo 2010. Naquele ano, era o terceiro município mais populoso do estado do Mato Grosso, depois de Cuiabá e de Várzea Grande, e o mais populoso do interior do estado. De acordo com o mesmo censo, destes 195 mil habitantes, pertenciam ao sexo masculino (50,23% do total) e pertenciam ao sexo feminino (49,77% do total), sendo que habitantes (96,19% do total) viviam na área urbana do município e na área rural (3,81% do total).
IDH-M O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de Rondonópolis, segundo dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de 2010, é de 0,755 (desconsiderando a desigualdade de renda), considerado "alto", acima da média estadual, que foi de 0,725 no mesmo período, e da média nacional, de 0,727 em 2010, nos mesmos termos. De acordo com o PNUD, o IDHM-E, ou seja, o IDHM referente a educação, foi de 0,698 naquele ano (acima da média do estado do Mato Grosso, foi de 0,635), considerado "médio", enquanto o IDHM-L, o IDHM referente a longevidade foi de 0,823 (ligeiramente acima da média estadual de 0,821), considerado "muito alto", e o IDHM-R, o IDHM referente a renda foi de 0,749 (enquanto o IDHM-R médio estadual foi de 0,732). Em 2010, a expectativa de vida média em Rondonópolis era de 74,37 anos, e a renda per capita era de R$843,62. alt=Cemitério da Vila Aurora|miniaturadaimagem|Cemitério da Vila Aurora No ranking do ano de 2010, entre os municípios mato-grossenses, Rondonópolis ocupava a 4ª posição, depois da capital, Cuiabá (0,785), de Lucas do Rio Verde (0,768) e de Nova Mutum (0,758), possuindo um IDHM ligeiramente superior ao de Sinop (0,754), na 5ª posição. Entre todos os cinco mil municípios do país naquele ano, Rondonópolis aparecia na 453ª posição, empatado com Alto Bela Vista (SC), Aparecida (SP), Brodowski (SP), Cianorte (PR), Coronel Fabriciano (MG), Formiga (MG), Montenegro (RS), Orleans (SC), Pongaí (SP), Saudades (SC), São José do Ouro (RS), São Ludgero (SC), São Pedro (SP).
Em 2000, de acordo com o PNUD, o IDHM do município era de 0,638, enquanto que em 1991 era de 0,480.
Religião De acordo com o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 52,79% católicos, 33,64% evangélicos ou protestantes, 1,34% espíritas, 0,56% umbandistas ou candomblecistas, 0,09% de religião tradicional, 3,54% de outras religiões, 7,98% irreligiosos, 0,03% desconhecidos e 0,03% não declarados.
Filhos Ilustres São naturais dessa cidade a dupla sertaneja Cacique e Pajé, Zé Henrique da dupla sertaneja Zé Henrique & Gabriel, João Bosco da dupla João Bosco & Vinícius, o compositor Airo Barcelos, Vanderson de Oliveira Campos e Ana Vitória convocados para as seleções brasileiras de futebol masculina e feminina respectivamente em 2023, Jakelyne Oliveira a Miss Brasil no ano de 2013.
Economia
Rondonópolis é hoje a 2ª maior economia do estado de Mato Grosso e está entre as 100 maiores economias do país, com um PIB de 17 bilhões de reais (IBGE/2021) a cidade já é considerada a mais industrializada do estado. Nos últimos anos houve um intenso processo de industrialização e verticalização da economia. Diversas indústrias se instalaram no município, a Cervejaria Petrópolis (Crystal), a TBM Têxtil, Nortox Agrotóxicos, Bunge Alimentos, ADM, Agra, e outras são exemplo dessa industrialização.
O agronegócio já não é a principal fonte de economia, e sim a "mola propulsora" para diversos outros setores secundários da economia local. Rondonópolis já foi considerada a "Capital Nacional do Agronegócio", hoje volta seus ideais para a indústria, com o objetivo de agregar valores a seus produtos como soja e algodão, com instalação de grandes esmagadoras de soja e indústrias têxteis. A cidade também é um importante polo comercial, além de ser considerada "capital regional", por sua importância econômica. A edição de Janeiro/2010 da Revista "Pequenas Empresas & Grandes Negócios", mostra estudo exclusivo, feito pela consultoria paulistana Geografia de Mercado que deu origem à lista de 25 cidades boas para se empreender e Rondonópolis está no 7º lugar da lista das cidades, entre 100 e 200 mil habitantes. Rondonópolis está entre as 40 maiores cidades exportadoras do Brasil.
Centros Comerciais alt=Rondon Plaza Shopping|miniaturadaimagem|Rondon Plaza Shopping Hoje Rondonópolis conta com o "Rondon Plaza Shopping", o único no estilo shopping center na cidade e que passa por uma extensa reforma. O "Shopping Popular", mais conhecido como "Camelódromo", localizado no Cais, ponto turístico e de lazer da cidade. Além de várias lojas de ruas na região central da cidade, e grandes redes de departamento. A cidade tem projeto pra uma futura construção de um novo shopping, já confirmada.
Atualmente existem estudo de criação de um CPAR (Centro político administrativo de Rondonópolis) no lote entre a UFR e o Parque de exposições, já em andamento.
Turismo