Itaituba é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Sudoeste Paraense. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 04º16'34" sul e a uma longitude 55º59'01" oeste. A área total é 62 040,947 km² e a População total do IBGE em 2022 é de 123 312 habitantes.
É o décimo quarto município mais populoso do estado e um dos principais centros econômicos do oeste paraense. Possui o décimo terceiro maior produto interno bruto no estado. A cidade é considerada de médio porte, e uma das cidades que apresentam crescimento econômico acelerado no interior do Brasil, além de ser destaque nos vestibulares regionais, estaduais e nacionais, e no ensino da música.
O natural da cidade de Itaituba é conhecido como itaitubense. O mote da cidade é "cidade pepita". A cidade é conhecida pela intensa atividade de mineração de ouro no Vale do Rio Tapajós, bem como pela grande diversidade de paisagens naturais, tais como as praias de rio que se formam durante a época de seca, as corredeiras d'água localizadas próximas ao distrito de São Luiz do Tapajós e o Parque Nacional da Amazônia.
Etimologia
O topônimo "Itaituba" é originário do termo tupi ita'ĩtyba, que significa "ajuntamento de pedrinhas" (itá, pedra + -'ĩ, sufixo diminutivo + tyba, ajuntamento).
História Ocupação pré-cabralina Antes da chegada dos europeus à região no século XVII, a mesma era ocupada pelos índios mundurucus.Itaituba. Disponível em http://www.53bis.eb.mil.br/itaituba/historico.html . Acesso em 3 de agosto de 2014.
Início da colonização europeia A presença de holandeses, franceses e ingleses no estuário do rio Amazonas ameaçava a dominação portuguesa na área e concorreu para a permanência de portugueses no Pará e para a expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco, que, em 1616, fundou a cidade de Belém. Com a fundação da capitania do Grão-Pará, o governo português expulsou os estrangeiros, tendo sido organizadas várias expedições para destruir os estabelecimentos estrangeiros que haviam sido criados na região. Dentre essas expedições, a do capitão Pedro Teixeira, em 1626, é a mais importante, pois atingiu, pela primeira vez por parte dos portugueses, o rio Tapajós, entrando em contato amigável com os nativos tapajós em um sítio que, hoje, é considerado como sendo a baía de Alter do Chão. Em 1639, Pedro Teixeira retornou ao rio Tapajós, seguido dos jesuítas. 200px|esquerda|thumb|esquerda|Praça da Bandeira. No detalhe, busto decorativo em homenagem ao tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, fundador do município. Um forte na foz desse rio foi estabelecido por Francisco da Costa Falcão, em 1697, tendo os jesuítas instalado, sucessivamente, as aldeias de São José ou Matapus, em 1722; São Inácio ou Tupinambaranas, em 1737; Borari; e Arapiuns, que se destacaram pelo desenvolvimento apresentado. Na administração do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o governo iniciou o afastamento dos jesuítas dessas aldeias situadas na zona do Tapajós, e elevou, à categoria de vila, com a denominação de Santarém, a aldeia dos Tapajós. Posteriormente, também ocorreram mudanças nas de Borari e Arapiuns, em 1757, com os novos nomes de Alter do Chão e Vila Franca, e, em 1758, nas de São Inácio e São José, com as novas denominações de Boim e Pinhel.
Na administração de José de Nápoles Telo de Meneses, foi criado o lugar de Aveiro (Pará), em 1781, onde foi erigida a freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Com base na documentação histórica existente, sabe-se que, em 1812, o lugar de Itaituba já existia, pois foi mencionado na relação de viagem de Miguel João de Castro no rio Tapajós, como centro da exploração e comércio de especiarias do Alto Tapajós. Com a Cabanagem e os acontecimentos ocorridos no período, fundou-se a Brasília Legal, em 1836, como posto de resistência, à margem esquerda do Tapajós.
Conforme Ferreira Penna, em 1836, Itaituba era um aldeamento de índios, da dependência do Grão-Pará, para onde foi enviado um pequeno destacamento. Dentre os nomes que a história pode destacar para o município, menciona-se o do tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, por ter sido um precursor do desbravamento da região tapajônica, sendo considerado, inclusive, o fundador do município. Até 1853, Itaituba dependeu da freguesia de Pinhel, passando, posteriormente, para a jurisdição de Boim.
Emancipação política thumb|200px|Câmara Municipal de Itaituba, sede do poder legislativo do município
Com a Lei 266, de 16 de outubro de 1854, a Brasília Legal recebeu a categoria de vila e, como não correspondeu à expectativa, a Lei 290, de 15 de dezembro de 1856, transferiu, para Itaituba, a sede do município, somente instalado em 3 de novembro do ano seguinte.
A Lei 1 152, de 4 de abril de 1883, desmembra parte do município de Itaituba, para constituir o de Aveiro, que havia sido criado com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro à condição de Município. O predicamento da cidade lhe foi conferido em 1900, através da Lei 684, de 23 de março, sendo instalada em 15 de novembro do mesmo ano.
Perda e restauração da emancipação Pelo Decreto Seis, de 4 de novembro de 1930, o município foi mantido, porém o Decreto 72, de 27 de dezembro do mesmo ano, colocou seu território sob administração direta do Estado.
Pela lei estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, quase cinco anos após a perda da emancipação, Itaituba volta a figurar no quadro de entidades munícipes do estado do Pará.
No quadro anexo ao Decreto-Lei 2 972, de 31 de março de 1938, aparece constituído de dois distritos: Itaituba e Brasília Legal, permanecendo, dessa forma, na divisão territorial fixada para o período de 1939-1943, estabelecida pelo Decreto-Lei 3 131, de 31 de outubro de 1938, como também na divisão estabelecida para o quinquênio 1944-1948, fixada pelo Decreto-Lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943. Perdeu o distrito de Brasília Legal para constituir o Município de Aveiro, que foi restaurado, através da Lei 2 460, de 29 de dezembro de 1961.
Municípios desmembrados Da área territorial de Itaituba desmembraram-se os municípios de Novo Progresso, Trairão e Jacareacanga, todos em 13 de dezembro de 1991.
Geografia A cidade se localiza a uma latitude 04º16'34 sul e a uma longitude 55º59'01 oeste, e fica na margem esquerda do rio Tapajós.
Clima Maiores acumulados de precipitação em 24 horas registradosem Itaituba por meses (INMET, 01/02/1961-presente) Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data Janeiro 12/01/1991 Julho 31/07/1990 Fevereiro 27/02/1978 Agosto 31/08/2011 Março 07/03/2016 Setembro 24/09/1999 Abril 20/04/2006 Outubro 30/10/1991 Maio 01/05/1999 Novembro 16/11/1971 Junho 01/06/1978 Dezembro 10/12/2014 O clima de Itaituba é característico de monções, quente e úmido (do tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), com baixas amplitudes térmicas e temperaturas médias superiores a em todos os meses. As precipitações são abundantes durante a maior parte do ano, com uma pequena estação seca, geralmente nos meses de inverno, sendo o índice pluviométrico superior a milímetros (mm). A umidade do ar é relativamente elevada, com tempo médio de insolação de cerca de horas/ano, sendo maior entre julho e setembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1966 a menor temperatura já registrada em Itaituba foi de em 21 de julho de 1968, enquanto a maior atingiu em 3 de outubro de 1994. O maior acumulado de precipitação em 24 horas a partir de 1961 atingiu 164,2 milímetros em 10 de outubro de 1991.
Área urbana Bairros Bom Remédio Floresta Jardim Tapajós Maria Madalena Perpétuo Socorro São Francisco Vale do Tapajós Vale do Piracanã Boa Esperança Jardim Aeroporto Liberdade N. S. Perpetuo Socorro Bela Vista Centro Nova Itaituba Piracanã São José Vitória-Régia| style="width:33%; border:0 solid #6688aa; padding:1em; padding-top:0.5em;"| Bom Jardim Jardim das Araras Da Paz Santo Antônio Viva Itaituba São Tomé Jardim América Campo Belo Pérola do Tapajós Bellas Terras Cidade Nova Brizamar Aguiar Novo Paraíso
Principais vias {| cellspacing=10 |- valign="top" | style="width:33%; border:0 solid #6688aa; padding:1em; padding-top:0.5em;"| Av. Getúlio Vargas Av. Dr. Hugo de Mendonça Av. Nova de Santana Av. Belém Av. Marechal Rondon Av. Riomar Tapajós Virgulino Lages | style="width:33%; border:0 solid #6688aa; padding:1em; padding-top:0.5em;"| Av. Manoel Alexandre Trav. 13 de Maio Trav. Lauro Sodré Trav. João Pessoa Trav. São José Trav. Victor Campos Rod. Transamazônica BR-230 Rod. Santarém-Cuiabá BR-163 Estrada do BIS Estrada do DNER Rua. Universitário
Principais logradouros públicos Ginásio Municipal de Itaituba Praça do Centenário Praça do Cidadão Praça Celso Mateus Praça Ten. Cel. Joaquim Caetano Corrêa Fonte Monteiro Lobato Orla de Itaituba Praça da Paz Barraca da Santa
Economia + Composição econômica da Cidade de Itaituba Agropecuária Indústria Serviços Impostos
200px|esquerda|thumb|esquerda|Avenida Doutor Hugo de Mendonça, centro comercial da cidade
Considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como um centro sub-regional (terceiro na hierarquia de classificação de centros urbanos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, caracterizado pela existência de atividades de gestão e de influência sobre os municípios mais próximos) de médio porte (por possuir população entre 100 000 e 500 000 habitantes), a cidade conta com 5 agências bancárias. Itaituba encontra, no setor de serviços, o principal motor de sua economia. Responsável por 71 por cento de toda a riqueza produzida no município, o setor de serviços é um dos 10 maiores do estado do Pará. No período entre 2002 e 2007, o produto interno bruto da cidade de Itaituba apresentou um crescimento de 8,9%, o que coloca a cidade na seleta lista de 106 municípios cujo crescimento médio do produto interno bruto no período foi superior ao crescimento médio nacional.
200px|thumb|Trecho da Avenida Nova de Santanna, centro comercial da cidade
Outros destaques na economia de Itaituba são o setor industrial, a mineração, e o agropecuário. Na indústria, é marcante a produção de produtos baseados no calcário (matéria-prima abundante no subsolo do município), sendo a cidade uma das principais produtoras de cimento no País. No setor de mineração, destacam-se as atividades de exploração de ouro no Vale do Tapajós. A instalação de grandes conglomerados ligados à atividade de mineração fez com que, em 2008, Itaituba fosse responsável por 1,1% de toda a riqueza produzida no setor no Estado do Pará, figurando entre os 14 maiores produtos internos brutos do setor. Por fim, no setor agropecuário, figuram as atividades de agricultura familiar e a pecuária de pequeno porte. O destaque no setor é a Feira Agropecuária do município, a qual movimenta milhões de reais em transações comerciais todos os anos no município, sendo um dos maiores evento do gênero no Oeste do Pará.
Evolução do Produto Interno Bruto (PIB) Ano PIB (R$ 1.000) PIB per Capita (R$) 2012 793 670 8 106 2011 734 367 7 516 2010 649 261 6 669 2009 604 472 4 728 2008 580 650 4 650 2007 553 822 4 686 2006 447 425 4 636 2005 390 028 4 052 2004 387 920 4 040 2003 318 335 3 326 2002 244 761 2 564 2001 197 533 2 075 2000 143 629 1 513 1999 161 456 1 528