O tao da física — Um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental (The Tao of Physics, An Exploration of the Parallels Between Modern Physics and Eastern Mysticism), primeiro livro do físico teórico Fritjof Capra, foi publicado na Califórnia em 1975. Traduzido para 23 idiomas, com mais de um milhão de exemplares vendidos em todo o mundo, O tao da física tornou-se um best-seller em vários países. Neste livro, após fazer algumas colocações sobre a física de partículas subatômicas e sobre as bases do pensamento filosófico oriental (indiano e chinês), Capra traça um paralelo entre ambos.

O livro é considerado como responsável pelo surgimento da pseudociência conhecida como misticismo quântico moderno.

Origens Capra expressou sua motivação para escrever o livro nesta frase do epílogo do livroː

De acordo com o prefácio do livro, Capra se esforçou em reconciliar a física teórica com o misticismo oriental. A princípio, foi ajudado pelo uso de plantas de poder. A primeira experiência com alucinógenos foi tão avassaladora que levou Capra às lágrimas, e o levou a transcrever sua experiência para o papel, como já o havia feito Carlos Castaneda.

Posteriormente, em 1972, Capra discutiu suas ideias com Werner Heisenberg, como mencionado nesta entrevista concedida para Renee Weberː

Como resultado, Bohr adotou o símbolo do Yin Yang como parte do brasão de sua família quando ele foi sagrado cavaleiro em 1947.

Ao Tao da Física, seguiram-se outros livros do mesmo gênero como The Hidden Connection, The Turning Point e The Web of Life, nos quais Capra desenvolveu a ideia de que o misticismo oriental e as descobertas científicas da atualidade são parecidos, e também que o misticismo oriental tem respostas para muitas das questões que desafiam a ciência atualmente. Resposta do público O livro se tornou best-seller nos Estados Unidos, embora com críticas. Recebeu uma crítica positiva da New York Magazineː

Victor N. Mansfield, um professor de física e astronomia da Universidade Colgate que escreveu muitos livros e trabalhos relacionando física, budismo e psicologia analítica,Vic Mansfield. Disponível em https://www.templetonpress.org/books/contributors/vic-mansfield. Acesso em 19 de dezembro de 2017. aprovou O Tao da Física na revista Physics Todayː

Jeremy Bernstein, um professor de física do Stevens Institute of Technology,Edge. Disponível em https://www.edge.org/memberbio/jeremy_bernstein. Acesso em 19 de dezembro de 2017. reprovou o livroːJeremy Bernstein (1982). Science Observed. New York: Basic Books. pp. 333–340.

Leon Max Lederman, ganhador do Nobel de Física e diretor emérito do Fermilab, criticou tanto O Tao da Física quanto The Dancing Wu Li Masters, de Gary Zukav, no seu livro de 1993 The God Particle: If the Universe Is the Answer, What Is the Question?ːLeon Lederman (1993). The God Particle: If the Universe Is the Answer, What Is the Question? New York: Bantam Doubleday. pp. 189–193.

O filósofo da ciência Eric Scerri criticou Capra, Zukov e livros similares.Eric R. Scerri (1989). "Eastern Mysticism and the Alleged Parallels with Physics". American Journal of Physics. 57 (8): 687–692.

Peter Woit, um físico matemático da Universidade Columbia, criticou Capra por continuar a desenvolver sua hipótese sobre os paralelos entre física e misticismo baseado no modelo de ponto de partida das interações de força forte, muito após o modelo padrão ter sido amplamente aceito pelos físicos como um modelo melhorːPeter Woit (2006). Not Even Wrong: The Failure of String Theory and the Search for Unity in Physical Law. Basic Books. pp. 141–145.

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