Kyphosus sectatrix (Linnaeus, 1758), conhecida pelos nomes comuns de patruça, preguiçosa, salema-do-brasil e pirangica, e pirajica,https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/pirajica/ é uma espécie de peixe perciforme da família Kyphosidae, comum nas águas pouco profundas do Atlântico tropical e subtropical. A espécie atinge no máximo cerca de 76 cm de comprimento,"Kyphosus sectatrix (Linnaeus, 1758) - Bermuda sea chub". FishBase. sendo objeto de uma pescaria comercial de pequena escala, com a maioria das capturas feita pela pesca artesanal.

Descrição K. sectatrix é uma espécie típica da família dos Kyphosidae,The Taxonomicon apresentando corpo oval-oblongo, lateralmente comprimido, com coloração uniforme cinzento-azulada com reflexos prateados, com ténues linhas amarelas nos flancos e uma estreita linha amarelada desde a boca até ao pré-opérculo. Pode atingir 76 cm de comprimento corporal e os 6 kg de peso, mas a maioria dos espécimes não ultrapassa o 50 cm de comprimento. A face ventral é mais clara e não apresenta brilho.

A cabeça é pequena, mais escura, terminando num focinho rombo, com boca pequena, terminal e lábios grossos.

As barbatanas dorsal e anal são acinzentadas, pouco elevadas e com raios espiniformes delgados. A barbatana dorsal apresenta 11 espinhos e 11-12 lepidotríquias (raios). A barbatana anal apresenta 3 espinhos e 11 lepidotríquias.FishBase Edwards, A., 1990. Fish and fisheries of Saint Helena Island. Centre for Tropical Coastal Management Studies, University of Newcastle upon Tyne.Bauchot, M.-L., 1987. Poissons osseux. p. 891-1421. A W. Fischer, M.L. Bauchot & M. Schneider (eds.) Fiches FAO d'identification pour les besoins de la pêche. (rev. 1). Méditerranée et mer Noire. Zone de pêche 37. Vol. II. Commission des Communautés Européennes and FAO, Roma.IGFA, 2001. Base de dades de registos de pesca IGFA até 2001. IGFA, Fort Lauderdale, Florida.

A espécie é herbívora, alimentam-se de principalmente de algas bentónicas, plantas marinhasRandall, J.E. 1967 Food habits of reef fishes of the West Indies. Stud. Trop. Oceanogr. Miami 5: 665-847.Randall, J.E., 1965. Grazing effect on sea grasses by herbivorous reef fishes in the West Indies. Ecology 46(3):255-260. e pequenos crustáceos e moluscos.Tortonese, E., 1986. Kyphosidae. P. 912-913. A: P.J.P. Whitehead, M.-L. Bauchot, J.-C. Hureau, J. Nielsen i E. Tortonese (eds.). Fishes of the north-eastern Atlantic and the Mediterranean. UNESCO, Paris. vol. 2. 492 p.Fedoryako, B.I., 1980. The Ichthyofauna of the surface waters of Sargasso sea south-west of Bermudas. J.Ichthyol. 20(4):1-9. Em Fernando de Noronha, no Atlântico equatorial, os excrementos de golfinho também formam parte da sua dieta.

É um peixe marinho demersal, associado aos recifesHardy, J.D. Jr., 2003. Coral reef fish species. NOAA\National Oceanographic Data Center. NODC Coral Reef Data and Information Management System. Estados Unidos. 537 p. das regiões oceânicas de clima subtropical e tropical (42°N-33°S) que vive entre 1 e 30 m de profundidade, preferindo a faixa entre 1 e 10 m de profundidade.Cervigón, F., 1993. Los peces marinos de Venezuela. Volum 2. Fundación Científica Los Roques, Caracas, Venezuela. 497 p.Gasparini, J.L. i S.R. Floeter, 2001. "The shore fishes of Trindade Island, western South Atlantic". J. Nat. Hist. 35:1639-1656.