Antônio José de Castro,A grafia original do nome do biografado, Antonio Joze de Castro, para facilitar a sua escrita, foi atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, seguindo as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Esta atualização ortográfica, embora possível, não é legal sem apresentar a sua forma registral, dado que os prenomes e apelidos de família quando fundados em registro público só podem ser alterados ou modificados por despacho administrativo ou mandado judicial, tanto em Portugal como no Brasil, segundo estabelece o Código do Registo Civil Português, e a Lei dos Registros Públicos Brasileira, logo as regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943) não lhe são aplicáveis, aliás como está reconhecido também pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa (Acordo Ortográfico de 1945 e Acordo Ortográfico de 1990). A norma ortográfica constitui opção apenas por via administrativa e ou judicial, e nem é obrigatória para publicações, uma vez que não existem formas arcaicas ou caídas em desuso após a sua consolidação em registro público (Formulário Ortográfico de 1943, IX). Até o pseudónimo, quando tenha notoriedade, goza da mesma protecção conferida ao nome: artigo 74.º do Código Civil Português e Artigo 19 do Código Civil Brasileiro. A ressalva de direitos preservada na Base XXI do A.O. de 1990 visa proteger principalmente os direitos de personalidade jurídica inerente, nada tem a ver com constrangimentos em vida, pois vale mesmo postumamente. foi o primeiro e único barão de Benfica,Pela grafia original, Barão de Bemfica, conforme Arquivo Nobiliárquico Brasileiro, pg. 79. (Pernambuco, Foi sepultado no Cemitério do Alto de S. João em 07/08/1880, com registo nº 1638, natural de Pernambuco, Barão de Benfica, 62 anos, casado, proprietário. Filho de: Francisco José Gesteiras e de Aurora Gesteiras. Residia: Rua do Cabo, 25 Direito. Faleceu às 9 da manhã do dia 06/08/1880. Causa da morte: Hipertrofia do Coração. Foi trasladado em 13/08/1880 para o Cemitério de Pernambuco por Alvará do Governo Civil de Lisboa. Estes dados constam dos registos da Câmara Municipal de Lisboa - Direcção M. de Ambiente Urbano - Depart.º de Higiene Urbana - Divisão de Gestão Cemiterial. Mediante estes dados o barão de Benfica teria 62 anos de idade na data do seu falecimento, logo na falta de uma menção mais exacta a idade assim indicada faz remontar o seu ano de nascimento ao ano de 1818 No endereço do Arquivo Distrital de Lisboa é possível ter-se acesso à página PT-ADLSB-PRQ-PLSB30-003-O16_m0487_tif do Livro de Registo de Óbitos da Paróquia de Santa Isabel, onde à margem colunar esquerda de registos está escrito Barão de Bemfica (Ant.º J. de Castro) e à margem colunar direita consta Registo de óbito n.º 242 Ag.6.80; e ainda na linha final do texto de registo está descrito o seguinte facto: Jaz no cemitério oriental jazigo 1581. Apesar de esta descrição ser correcta, os restos mortais do Barão de Benfica só ficaram sepultados no jazigo 1581 por apenas 6 dias antes da sua trasladação para Pernambuco, a qual se deu no dia 13/08/1880. Como se sabe hoje em dia, a trasladação tinha como destino final o CEMITÉRIO DE SANTO AMARO no Recife, onde foi erigido o Mausoléu do Barão de Benfica. — Lisboa, ) foi um negociante, proprietário e fazendeiro na então Província de Pernambuco, actualmente Estado de Pernambuco. Era oficial da Imperial Ordem da Rosa e comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal, extinta em 1910 com a instauração da República em Portugal e restabelecida em 1918 sob a forma de Ordem Militar de Cristo.

Família e descendência

Era filho de Francisco José Gesteiras e de Aurora Gesteiras.Esta filiação carece de confirmação por documento mais fidedigno, e.g. assento de baptismo, apresentando-se assim algo duvidosa pela incoerência notória entre apelidos de família, mas apesar disso, estes são os nomes dos pais que constam do registo de óbito n.º 1638 que determinou o seu sepultamento aos 7 de Agosto de 1880 no Cemitério do Alto de São João (Lisboa) e a seguir no dia 13/8/1880 a sua trasladação autorizada por Alvará do Governo Civil de Lisboa para o Cemitério de Santo Amaro, em Pernambuco. Por volta de 1846, muito antes de adquirir o baronato associado ao topónimo Benfica de Recife, Antônio José de Castro contraiu matrimónio com Hermina Geltrudes de Oliveira, (Recife, 1827 – Rio de Janeiro, 5 de junho de 1902)Nota de falecimento publicada sob o título BARONEZA DE BEMFICA na primeira página do jornal “A PROVÍNCIA” do Recife, n.º 127, sábado, dia 27 de Junho de 1902 ), a qual ao falecer no Rio de Janeiro foi inumada no Cemitério de São João Baptista daquela cidade então capital federal, era filha de José Joaquim de Oliveira e de Ana Úrsula Carneiro da Cunha.Moya (Salvador de), Anuário Genealógico Latino - Volume 9 – Suplemento da Revista Genealógica Latina editada pelos Institutos Genealógicos Latinos, São Paulo - 1957 - pág. 148 O barão de Benfica e a baronesa consorte eram pais de:

Antônio d'Oliveira Castro (Recife, aprox. 1850), que se casou dia 7 de Julho de 1877 na St. Alban's Catholic Church,Igreja Católica Romana de Santo Albano ainda hoje existente como se vê em https://www.geograph.org.uk/photo/46245 Liscard, distrito municipal de Wallasey, na Inglaterra, com Angélica Ernestina Henriques Ferreira (Macinhata do Vouga, 18 de março de 1850 – Albergaria-a-Velha, 4 de fevereiro de 1912), filha de José Henriques Ferreira (Albergaria-a-Velha, 25 de dezembro de 1802 – Macinhata do Vouga, 2 de setembro de 1893) e de Antônia Augusta de Castro Corte-Real (Oliveirinha, 17 de março de 1829). Esta última era irmã do advogado e político José Luciano de Castro, que foi por três vezes presidente do conselho de ministros de Portugal no tempo da monarquia. Apesar de primogénito, Antônio de Oliveira Castro não herdou o baronato de seu pai por esta baronia não ser hereditária, assim como também não o adquiriu por qualquer outro meio antes da proclamação da República do Brasil. Lídia de Oliveira Castro,Bartolomeu Buarque de Holanda, Sônia Peçanha - Ensaio Histórico–genealógico , pág. 360, verbete genealógico VI.1 • Maria do Carmo Buarque de Macedo que se casou com seu primo materno Daniel de Oliveira Barros de Almeida, que era filho de Emerentina de Oliveira Barros e de Rufino Augusto de Almeida(Pernambuco, 27 de dezembro de 1828) – Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1879). Daniel de Oliveira Barros de Almeida foi o médico-cirurgião que fez a introdução do éter como anestésico no Brasil ao usá-lo pela primeira vez em cirurgia. José de Oliveira Castro (coronel),O nome deste filho consta entre os nomes dos filhos deixados pela BARONEZA DE BEMFICA na nota de falecimento publicada na 1.ª página do jornal “A Província” do Recife, n.º 127 de sábado, dia 27 de Junho de 1902 natural de Pernambuco falecido dia 16 de setembro de 1921 no Rio de Janeiro, onde viveu a maior parte da sua vida. Por muitos anos foi benemérito e presidente do conselho de administração da Associação dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro,A associação continua a existir até hoje como se vê no endereço: https://www.aecrj.org.br/ diretor da Caixa Economica e Monte de Socorro do Rio de Janeiro (atual Caixa Econômica Federal), membro do conselho de administração do Lloyd Brasileiro, arrendatário da Estrada de Ferro Minas e Rio. Foi casado em primeiras núpcias com Maria Virgínia da Fonseca, falecidaEm nota de necrologia publicada no jornal "A Província" do Recife, dia 28 de Março de 1890 em viagem, no dia 27 de março de 1890, quando o trem em que se fazia transportar chegava à estação de Palmares, situada a meio caminho desde Garanhuns até ao seu destino final, o Recife. Maria Virgínia Fonseca de Castro era filha do então conhecido advogado recifense Joaquim José da Fonseca e de Cândida Josefina de Oliveira Fonseca. O coronel José de Oliveira Castro foi, juntamente com Maria Cândida de Oliveira, padrinho de batismo de seu sobrinho João Augusto Magariños de Sousa LeãoVide anotação sobre os padrinhos de batismo no gráfico genealógico de João Augusto Magariños de Souza Leão (Engenho Caraúna, 27 de outubro de 1879 – Recife, 25 de maio de 1933), sendo este o segundo filho de Erotides de Oliveira Castro. Virgínia de Oliveira CastroO nome desta filha e respectivo cônjuge constam entre os nomes dos filhos deixados pela BARONEZA DE BEMFICA na nota de falecimento publicada na 1.ª página do jornal “A Província” do Recife, n.º 127 de sábado, dia 27 de Junho de 1902 , se casou com Pedro Leão Veloso Filho. Entre os filhos deste casal está Pedro de Castro Leão Velloso que era ministro interino em lugar do MRE Osvaldo Aranha no governo de Getúlio Vargas e ele próprio também era ministro titular da pasta das Relações Exteriores no Governo de José Linhares e ainda fundador do Instituto Rio Branco para a formação de diplomatas. Este neto dos barões de Benfica assinouImagem fotográfica documentando o momento em que o embaixador Pedro Leão Velloso assinava pelo Brasil a Carta de Fundação das Nações Unidas.em 26 de junho de 1945 em São Francisco, pelo Brasil, a Carta de Fundação das Nações Unidas. Erotides de Oliveira Castro, a qual se casou com Francisco Magariños de Sousa Leão, filho de Domingos de Sousa Leão, 2.º barão de Vila Bela. A descendência destes, por meio de seu segundo filho, João Augusto Magariños de Sousa Leão, chega ao advogado e jornalista pernambucano Caio Magariños de Sousa Leão (Recife, 8 de setembro de 1918 – Recife, 23 de fevereiro de 2006), um dos netos de ambos, tendo sido sepultado no Mausoléu do Barão de Benfica, no Cemitério de Santo Amaro, Recife. Há ainda duas netas de Erotides de Castro Souza Leão, irmãs do citado Caio Magariños de Souza Leão, que se notabilizaram por terem sido ao seu tempo cada qual primeira-dama de Pernambuco, a primeira foi Dulce de Souza Leão, casada com Cid Feijó Sampaio, governador do Estado de Pernambuco, e a segunda foi Célia de Souza Leão, casada com Miguel Arraes de Alencar (prefeito de Recife, deputado federal e governador de Pernambuco), os quais são pais de: Ana Lúcia Arraes de Alencar foi casada com Maximiano Accioly Campos, e por duas vezes eleita deputada federal, 2006 e 2010. Atualmente ministra do Tribunal de Contas da União. Do casal nasceram dois filhos: Eduardo Henrique Accioly Campos e Antônio Accioly Campos. O primeiro dos quais, Eduardo Campos, casado com Renata de Andrade Lima Campos, após ter ocupado os cargos de Secretário da Fazenda do Estado de Pernambuco, Ministro de Ciência e Tecnologia e deputado federal, foi também governador de Pernambuco por dois mandatos consecutivos, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato à Presidência da República nas eleições presidenciais de 2014, durante a campanha das quais veio a falecer após acidente aéreo. em Santos e os seus restos mortais na sequência disso foram trasladados para sepultura familiar no Cemitério de Santo Amaro (Recife).Corpo de Eduardo Campos é sepultado no Recife

Descendência na culinária e gastronomia

Bolo Souza Leão