Bragança Paulista, oficialmente Estância Climática de Bragança Paulista, é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada pelo IBGE em 2025 era de habitantes.

Estância climática

Bragança Paulista é um dos 12 municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História Antônio Pires Pimentel e sua esposa Ignácia da Silva Pimentel, moradores no então distrito de Atibaia, em cumprimento de uma promessa alcançada, constroem uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição no alto de uma colina à margem direita do Ribeirão Canivete (o atual Ribeirão Lavapés, pequeno afluente do Rio Jaguari). Segundo se tem conhecimento, Antônio Pires Pimentel estava doente e desenganado pelos médicos.

Como marco da época dos Bandeirantes, foi erguida uma cruz, onde mais tarde seria implantada a capela, dando origem a um dos templos mais antigos da região, e que ainda permanece: a Igreja Nossa Senhora Aparecida do Lopo.

Este local, a partir de então, começou a servir de passagem e descanso para tropeiros. E começaram a surgir, ao redor da capela, ranchos e barracas. Assim teve inicio um pequeno povoado que recebeu o nome de Conceição do Jaguari e que tem como data de fundação o dia 15 de dezembro de 1763.

Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido oficialmente com o nome de distrito de paz e freguesia de Conceição do Jaguari. Alguns dias depois, Conceição do Jaguari é elevada a condição de paróquia, recebendo seu primeiro vigário.

No entanto, outras trilhas foram abertas, descendo pelo rio Jaguari, para descobrir pequenos veios de ouro no rio Camanducaia, atualmente banhando o município de Pedra Bela e em alguns pontos o município de Socorro. Essa trilha bem mais tarde se transformaria no antigo caminho Bragança – Pedra Bela. Assim, já no século XVII, a Região Bragantina exercia papel importante na história do Brasil, por intermédio dos Bandeirantes.

Em 1797 José Nogueira, Geraldo Nogueira, João Nogueira Bueno e Davi Neiva Vidiri viviam em Conceição do Jaguari, onde na época existiam apenas 25 casas habitadas. Nesse ano, vários cidadãos, inclusive os Nogueira, assinaram uma petição, solicitando a emancipação do lugar. Assim em 17 de outubro de 1797, Conceição do Jaguari é elevada a condição de vila com o nome oficial de Vila Nova Bragança, nome esse ligado a tradição Portuguesa.

Em 1798 depois de elevada a vila é eleito por pelouro o 1.º juiz ordinário e de órfãos Sargento-mor Antonio Leme da Silva, natural de Mogi-Guaçu.

No século XVIII, esses caminhos começavam a ser povoados por aventureiros, pecuaristas que aproveitaram as planícies com ricas pastagens naturais para povoá-las com rebanhos bovinos e equinos. A Região Bragantina, acompanhando a evolução brasileira, se torna grande produtora de café, principal produto de exportação do Império Brasileiro. O clima adequado e a fertilidade dos solos nas elevações da Mantiqueira possibilitavam a produção do café das variedades arábicas, que se tornaria famoso e muito procurado pelos importadores internacionais.

Em toda essa evolução, inúmeras fazendas da região tornaram-se modelos, não somente pela produtividade, mas pelo requinte de suas edificações. Muitos dos empresários rurais, antes vivendo em casebres ou choupanas, mais tarde, construíram verdadeiros palácios, reflexo do acúmulo do capital do café.

Formação territorial-administrativa Histórico da formação do município: Antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jaguari, em território do município de São Paulo. Freguesia criada com a denominação de Bragança, por Alvará de 13/02/1765. Subordinado ao município de São Paulo. Em 27/06/1769 a freguesia é transferida para o recém criado município de Atibaia. Elevado à categoria de vila com a denominação de Bragança, por ordem Régia de 17/10/1797, desmembrado de Atibaia. Instalado em 29/11/1797.

Pela Lei Provincial n.º 17, de 28/02/1838, é criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Socorro, com a Capela de Nossa Senhora do Socorro do Rio do Peixe. Pela Lei Provincial n.º 3, de 04/03/1839, é criada a freguesia de Amparo, com a Capela de Nossa Senhora do Amparo. Elevado à condição de cidade com a denominação de Bragança, pela Lei Provincial n.º 21, de 24/04/1856. Pela Lei Provincial n.º 5, de 14/03/1857, é desmembrada de Bragança a freguesia de Amparo, elevada à categoria de município. Pela Lei Provincial n.º 29, de 24/03/1871, é desmembrada de Bragança a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Socorro (atual Socorro), elevada à categoria de município. Pela Lei Estadual n.º 858, de 05/12/1902, é criado o distrito de Tuiuti. Pela Lei Estadual n.º 2.369, de 30/11/1929, foram criados os distritos de Pedra Grande e Vargem. Pela Lei Estadual n.º 2.784, de 23/12/1936, é criado o distrito de Pinhal. Pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30/11/1938, o distrito de Pinhal passou a denominar-se Pinhalzinho. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30/11/1944, o município de Bragança passou a denominar-se Bragança Paulista, para diferencia-lo da cidade do Pará de mesmo nome, e o distrito de Pedra Grande passou a denominar-se Pedra Bela.

Pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28/02/1964, são desmembrados do município de Bragança Paulista os distritos de Pedra Bela e Pinhalzinho, elevados à categoria de município. Pela Lei Estadual n.º 7.644, de 30/12/1991, são desmembrados do município de Bragança Paulista os distritos de Tuiuti e Vargem, elevados à categoria de município.

Geografia

Está a uma altitude de 817 metros e possui uma área de 513,59 km².

Hidrografia

Rio Jaguari Rio Jacareí Rio Atibaia Ribeirão Lavapés Ribeirão Uberaba Ribeirão Anhumas Ribeirão Itapechinga Ribeirão Terra Preta/Tijuco Preto Ribeirão Taboão Represas Jaguari e Jacareí (integrantes do Sistema Cantareira) com 50 km² de área coberta e 2,5 bilhões metros cúbicos de água

Relevo

Altitude média: 850 m Pico máxima: 1700 m (Pico do Lopo) A cidade é conhecida por suas ladeiras, isso se dá devido a cidade ter sido construída entre sete colinas (Colina São Francisco de Assis, Colina de Santa Terezinha, Colina de Santa Luzia, Colina de São José, Colina de Nossa Senhora da Conceição, Colina Nossa Senhora Aparecida, Colina do Coração Imaculado de Maria) e são essas sete colinas que fazem Bragança Paulista ser conhecida por tanta subida e descida.

A Serra do Lopo também faz parte do relevo da região, inclusive Bragança Paulista é a cidade onde se termina a Serra da Mantiqueira, importante cadeia montanhosa dos estados de SP, MG e RJ.

Clima Temperatura Média Anual: 17 °C Precipitação anual: 1.400 mm

Rodovias

Rodovia Fernão Dias (BR-381) - São Paulo a Belo Horizonte Rodovia Capitão Balduíno (SP-8) - Pinhalzinho, Pedra Bela, Socorro, Lindóia e Águas de Lindóia, fazendo parte da BR 146, que liga Bragança Paulista a cidade de Patos de Minas. Rodovia Benevenutto Moretto (SP-95) - Tuiuti, Amparo. Pedreira e Jaguariúna. Rodovia Alkindar M. Junqueira (SP-63) - Itatiba (Jundiaí) (Campinas) Rodovia Padre Aldo Boline (SP-63) - Piracaia Variante João Hermenegildo Oliveira - Liga Rod. Fernão Dias próximo a Vargem Rodovia D. Pedro I (SP-65) - que liga a Rodovia Anhanguera no trecho Campinas à Rodovia Presidente Dutra no trecho Jacareí. (A rodovia não passa por Bragança Paulista, mas corta a Estância de Atibaia, cidade vizinha ao Sul).

Ferrovias

O município de Bragança Paulista era a sede principal da Estrada de Ferro Bragantina, que entre os anos de 1884 e 1967, o ligava à cidade de Campo Limpo Paulista (onde se entroncava com a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) e posteriormente à cidade de Vargem, na divisa com o estado de Minas Gerais. A ferrovia durante anos, foi a principal escoadora das produções cafeeiras e agropecuárias das fazendas da região bragantina, além de ser a responsável pelo transporte intermunicipal de passageiros, garantindo impulsos econômicos a cidade que dispunha de cinco estações ferroviárias locais.

Em 21 de junho de 1967, os últimos trens de passageiros e de cargas circularam pela cidade, culminando com a desativação da ferrovia. Os trilhos foram retirados pouco tempo depois e atualmente as duas únicas antigas estações que restaram do município se tornaram moradias ou se encontram abandonadas.

Demografia

População

Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 122.125 brancos (69,07%), 44.111 pardos (24,95%), 8.555 pretos (4,84%), 1.835 amarelos (1,04%) e 169 indígenas (0,1%).

Política e administração

Prefeito: Edmir José Abi Chedid (UNIÃO) (2025/2028) Vice-prefeito: Gislene Cristiane Bueno - Gi Borboleta (UNIÃO) Presidente da câmara: Sebastião Garcia do Amaral (UNIÃO) (2025-2026)

Símbolos municipais Brasão Em 25 de agosto de 1956, quando da instituição do brasão do município, foram gravadas em seu 1º quartel , homenageando os fundadores, as armas da família Pimentel, que são: verde, com cinco vieiras de prata, em santor; bordadura de prata, carregada com oito cruzes póteas de vermelho.

Descrição em termos heráldicos:

É um "Escudo clássico flamengo-ibérico encimado pela coroa mural de oito torres, de argente. Em campo de jalde, firmados em chefe, dois escudentes acostados, sendo o de dextra de sínopla com vieiras de argente postas em aspas, bordadura de argente carregada de oito cruzes páteas de góles e o de sinistra de argente com uma aspa de góles carregada de cinco escudetes de bláu, estes carregados de cinco besantes de argente; em abismo uma flôr-de-liz de bláu e ao termo um aguado de bláu e ondado de argente, como apoios do escudo, à destra e sinistra, galhos de café frutificados ao natural, entrecuzados em ponta, sobre os quais se sobrepõe um listel estilizado de góles, contendo em letras argentinas o topônimo "BRAGANÇA PAULISTA" e o moto latino "ad altiora".

Tem a seguinte interpretação simbólica:

a) O escudo usado foi introduzido em Portugal na época quinhentista e herdado pela heráldica brasileira, como evocativo da raça colonizadora e principal formadora da nossa nacionalidade;

b) A coroa é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de prata e de oito Torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva no desenho, classifica a cidade representada na Segunda grandeza, ou seja, sede de comarca;

c) O metal ouro do campo do escudo, é símbolo heráldico de glória, esplendor, riqueza, grandeza, soberania;

d) No topo o escudete firmado à direita reproduz as armarias da família Pimentel, tido em homenagem aos fundadores da cidade, Antônio Pires Pimentel e sua Exma. Esposa, D. Ignácia da Silva Pimentel; o escudete firmado à esquerda reproduz as armarias da Casa Real de Bragança, em homenagem a S.M.D. João VI, em cuja honra foi tomado o nome da cidade;

e) o metal prata, é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade; a cor "sinopla" (verde) simboliza a honra, civilidade, cortesia, abundância, alegria; o vermelho, simboliza a dedicação, amor-pátrio, audácia, intrepidez, coragem, valentia;

f) Ao centro do escudo, a flor-de-lis de "bláu" (azul), é o símbolo de Nossa Senhora, evocando a Padroeira da cidade, Nossa Senhora. da Conceição.;

g) A cor azul é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade;

h) O aguado azul e ondado de prata, representa o Rio Jaguari, em cujas margens ergue-se a cidade;

i) Os suportes são galhos de café frutificados, principal produto oriundo da terra dadivosa e fértil, esteio da economia municipal;