Itapira (anteriormente chamada de Penha do Rio do Peixe) é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º26'00" sul e a uma longitude 46º49'18" oeste, estando a uma altitude de 643 metros. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de habitantes e conforme o PNUD, seu IDH é considerado médio, sendo 213º maior do Estado e 703º maior do país. O município é formado pela sede e pelos distritos de Barão Ataliba Nogueira e Eleutério.
Toponímia
A palavra "Itapira" tem origem no tupi antigo e significa "pedra erguida", por meio da composição entre os termo itá, "pedra", e byra, "erguido".
História
A partir do século XVIII, já existiam alguns moradores na região, cujos descendentes chegariam a se destacar no primeiro quartel do século XIX, através das figuras de dois cidadãos: João Gonçalves de Morais e Manuel Pereira da Silva, aclamados os fundadores da primitiva Itapira, cujo primeiro nome foi "Macuco”. João Gonçalves de Morais, possuindo vasta porção de terras na localidade, fez doação de uma parte delas para a igreja católica.
Doou, também, uma imagem de Nossa Senhora da Penha, que recebera de herança de seus pais, para a população venerar como padroeira do lugar, a qual foi colocada em uma capelinha construída de pau a pique e inaugurada a 19 de março de 1821, quando o capelão padre Antônio de Araújo Ferraz celebrou a primeira missa.
É registrado que, a 24 de outubro de 1820, teve início a derrubada de um capão de mato, no alto do espigão das terras de Morais, para ali ser erguida a capelinha. João Gonçalves de Morais foi casado com Maria Alves Leme, que lhe deu quatro filhos: Pedro, Manuel, Antônio e Francisco. Não há registros certos das datas de seu nascimento e de sua morte.
Manuel Pereira, pessoa de confiança de João Gonçalves de Morais, foi o cofundador de Itapira. Sendo, ainda, o "primeiro protetor e procurador" da imagem da padroeira Nossa Senhora da Penha, conforme um documento deixado pelo próprio João Gonçalves de Morais. Também era proprietário de grande área de terras e deixou numerosa descendência. Seu pai (ou avô) parece ter se chamado Manuel Pereira Velho. Consta, ainda, que se casou duas vezes, a primeira com Maria Antônia Pereira da Silva e a segunda com Maria Isabel Pereira da Silva. Também não há dados concretos sobre as datas de seu nascimento e morte.
Logo, a evolução de Macuco teria um marco: a chegada do rico fazendeiro João Baptista de Araújo Cintra em 1840. A ele, membro de tradicional e abastada família de fazendeiros nas cidades de Atibaia, Bragança Paulista e Amparo, se deve a abertura de fazendas e início da cultura de café, além da construção da câmara, da cadeia e de uma igreja matriz de grande porte, templo que serviu à população durante um século, até 1955, quando foi demolida.
Pelo seu pioneirismo, foi agraciado com o título de comendador da Imperial Ordem da Rosa. Recebeu o imperador D. Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina, em sua residência, quando o monarca esteve na cidade em 27 de outubro de 1886. O comendador João Cintra, nascido em Atibaia em 1805, era filho do alferes Jacinto José de Araújo Cintra e de Maria Francisca Cardoso, tendo se casado em 1828 com sua sobrinha Maria Jacinta de Araújo Cintra. Morreu em Itapira com avançada idade, antes do fim do século, deixando numerosa descendência.
Outra data expressiva é a de 8 de fevereiro de 1847, quando, pela lei Provincial nº1, sancionada pelo presidente da província de São Paulo, Manuel da Fonseca Lima e Silva, foi elevada a freguesia a até então capela Curada de Nossa Senhora da Penha. Em 1858, foi assinada, pelo presidente da província de São Paulo, José Joaquim Torres, a lei nº 4, criando a vila de Nossa Senhora da Penha, cuja instalação solene se deu a 20 de setembro desse mesmo ano, juntamente com a posse dos primeiros vereadores, os quais haviam sido eleitos a 7 de setembro, sendo o primeiro presidente da câmara o tenente-coronel Francisco Lourenço Cintra.
Em 20 de abril de 1871, a lei Provincial nº41 deu a denominação de Penha do Rio do Peixe à localidade, ainda vila de Nossa Senhora da Penha. Com essa lei, o governo da província atendeu a um pedido da câmara. Através da portaria assinada pelo presidente da província, conselheiro Laurindo Abelardo de Brito, datada de 17 de outubro de 1879, a vila da Penha do Rio do Peixe foi elevada a categoria de termo, sendo criado o foro civil e conselho de jurados, cuja instalação se deu a 8 de novembro.
Mais tarde, em 1881, a 7 de abril daquele ano, tomou posse, na presidência da província de São Paulo, o senador do império Florêncio de Abreu, autoridade a quem coube dar aos habitantes da vila da Penha à categoria de cidade. O pedido feito pela câmara foi justificado sob a alegação de que a vila possuía uma boa matriz, uma excelente cadeia e casa de câmara e uma população de mais de 7 000 almas. A 27 de junho desse mesmo ano, o decreto elevando a vila da Penha do Rio do Peixe foi assinado por Florêncio de Abreu.
Em 11 de fevereiro de 1888, os fazendeiros escravocratas locais, irados com a atuação do delegado de polícia Joaquim Firmino de Araújo Cunha, que aderiu ao movimento abolicionista dando proteção aos escravos que fugiam dos seus senhores, culminaram com o assassinato da autoridade policial. Esse lamentável ocorrido teve grande repercussão em todo o Brasil, fazendo com que a intendência Municipal solicitasse ao governador do estado, Prudente de Morais, que mudasse o nome da cidade, a fim de que, com o passar do tempo, caísse no esquecimento o lastimável ocorrido. Assim, através do decreto nº 40, de 1 de abril de 1890, a cidade de Penha do Rio do Peixe passou a chamar-se Itapira.
Um pouco mais tarde, foi criada a comarca de Itapira. O governo de São Paulo tinha à sua frente o doutor Bernardino de Campos quando se fez uma revisão judiciária do estado, criando-se 25 novas comarcas, incluindo-se, entre elas, a de Itapira, através da lei nº80, de 25 de agosto de 1892, sendo instalada a 8 de outubro do mesmo ano, pelo juiz de direito José Maria Bourrol.miniaturadaimagem|Guarnição de trem blindado, em Itapira, durante a Revolução de 1932.
Geografia Índice pluviométrico: 1 600 mm/ano Solos predominantes: latossolo e argissolo
Clima Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Itapira foi de 3,7 °C, ocorrida no dia 16 de agosto de 2010. Já a máxima foi de 39,9 °C, observada dia 1 de Outubro de 2020. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 144,0 mm, em 12 de março de 1982.
Hidrografia Rio Eleutério Rio Mogi Guaçu; Rio do Peixe (afluente do rio Mojiguaçu); Rio Manso; Ribeirão da Penha.
Rodovias SP-147 - Engenheiro João Tosello - Ligação entre Itapira e Circuito das Águas e Mogi-Mirim SP-352 - Comendador Virgolino de Oliveira - Ligação entre Itapira e Sul de Minas Rodovia Vicinal "Antonio Joaquim de Moura Andrade" - Ligação entre Itapira e Mogi Guaçu Estrada Velha - Ligação entre Itapira e Mogi Mirim (estrada antiga)
Demografia População
Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 51.723 brancos (71,82%), 16.156 pardos (22,43%), 3.928 pretos (5,45%), 184 amarelos (0,26%) e 30 indígenas (0,04%).
Política e administração Prefeito: Antônio Hélio Nicolai (2025-2028) Vice-prefeito: Mario da Fonseca (2025-2028) Presidente da câmara: Elizabeth Donisete Manoel (2021/2022)
Período Imperial +PRESIDENTES DA CÂMARA MUNICIPALNºNOMEINÍCIOFINAL01Francisco Lourenço Cintra1858186802Joaquim Floriano de Araújo Cintra1869187203cap. João Baptista Cintra1873187604Joaquim Floriano de Araújo Cintra1877188005major José Augusto de Araújo Cintra1881188106Antonio Jose Villas Bôas1882188307Albano Leite da Cunha Canto1884188608José Joaquim de Moraes1887189009João Jackson Klink1890189110João Manoel Pereira de Oliveira1891189111Francisco de Oliveira Rocha1892189212Francisco Ferreira de Mesquita Junior18921892
Período Republicano + AGENTES EXECUTIVOSNºNOMEELEIÇÃOINÍCIOFINAL01Bento Inácio de Alvarenga CunhaIndicado para o Cargo1892189202Bento José de Oliveira RochaIndicado para o Cargo1893190103Jacinto Franklin da Cunha AlvarengaIndicado para o Cargo1902190504João Ribeiro Pereira da CruzIndicado para o Cargo1905190505José Alvin da CunhaIndicado para o Cargo1906190706Major Francisco Octaviano de Vasconcellos TavaresIndicado para o Cargo1908190907Francisco VieiraIndicado para o Cargo1910192308João Manoel Pereira de OliveiraIndicado para o Cargo1924192909João Ribeiro Pereira da CruzIndicado para o Cargo1930193110João Manoel Pereira de OliveiraIndicado para o Cargo1932193211Cel. Oscar MascaranhasNomeado Prefeito Militar1932193212João MoroIndicado pelos militares1932193213Capitão Francisco RochaIndicado para o Cargo1933193414Anacleto de Magalhães PereiraIndicado para o Cargo1935193615Caio Pereira da SilvaAssumiu enquanto Secretário da Prefeitura 19361938 +PREFEITOS MUNICIPAISNºNOMEELEIÇÃOINÍCIOFINAL01Caetano MunhozEleito Prefeito Municipal1938194202Hortêncio Pereira da SilvaIndicado para o Cargo1942194503Dimas Rodrigues de AlmeidaIndicado para o Cargo (Juíz de Direito)1945194504Antônio SerraAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1945194605Mário da Fonseca FilhoAssumiu enquanto Secretário da Prefeitura1947194806Capitão Francisco RochaIndicado para o Cargo1948194907Virgolino de OliveiraIndicado para o Cargo1949195108Achiles GaldiAssumiu enquanto Vice-Prefeito1949194909José de Souza FerreiraAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1950195110Marcelo AvanciniAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1951195111Antônio CaioEleito Prefeito Municipal1952195512Caetano MunhozEleito Prefeito Municipal1956195913Antônio CaioEleito Prefeito Municipal (morto em 1962 vítima de acidente aéreo)1960196314Palmiro RaymontiAssumiu enquanto Vice-Prefeito (faleceu a 9 de Março de 1963)1962196315Wilson Victor dos SantosEleito Prefeito Municipal pela Câmara Municipal (faleceu em setembro de 1963)1963196316Cezefredo FecciAssumiu enquanto Presidente da Camara (faleceu no final de 1963)1963196317Cesar BianchiAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1963196318Benedito Alves de LimaEleito Prefeito Municipal1964196819Alcides de OliveiraAssumiu enquanto Vice-Prefeito1965196620Orestes de JácomoAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1968196821Alcides de OliveiraAssumiu enquanto Vice-Prefeito1968196922Hélio PegorariEleito Prefeito Municipal1969197323Fernando SerraAssumiu enquanto Vice-Prefeito1970197124Alcides de OliveiraEleito Prefeito Municipal1973197625José Antônio de Barros MunhozEleito Prefeito Municipal1977198326David Moro FilhoEleito Prefeito Municipal1984198827Orlando DiniAssumiu enquanto Vice-Prefeito1986198828José Roberto de Barros MunhozEleito Prefeito Municipal1989199229Vladimir Siqueira Assumiu enquanto Vice-Prefeito1992199230David Moro FilhoEleito Prefeito Municipal1993199431José Casemiro RodriguesEleito Prefeito Municipal1994199632Antônio OrciniAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1995199634José Francisco MartinsAssumiu enquanto Presidente da Camara Municipal1996199633José Antônio de Barros MunhozEleito Prefeito Municipal1997200035José Antônio de Barros MunhozEleito Prefeito Municipal2001200436Luís Antônio da FonsecaAssumiu enquanto Vice-Prefeito2003200337Antônio Hélio NicolaiEleito Prefeito Municipal2005200838Antônio Carlos MartinsAssumiu enquanto Vice-Prefeito2006200738Antônio Hélio NicolaiEleito Prefeito Municipal2009201239Antônio Carlos MartinsAssumiu enquanto Vice-Prefeito2008200840José Natalino PaganiniEleito Prefeito Municipal2013201641Décio da Rocha CarvalhoAssumiu enquanto Presidente da Câmara2016201642José Natalino PaganiniEleito Prefeito Municipal2017202043Antônio Hélio NicolaiEleito Prefeito Municipal2021202444Antônio Hélio NicolaiEleito Prefeito Municipal20252028
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