A economia do Canadá é uma das mais influentes a nível mundial, de raiz capitalista, favorecida por sua proximidade com os Estados Unidos e por diversos tratados comerciais como o Tratado Automobilístico (Canada-United States Automotive Agreement) de 1965, o FTA (Tratado de Livre Comércio) de 1989 e o NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) de 1994. Com grandes reservas de recursos naturais e uma força de trabalho altamente instruída, o Canadá aproveita-se de sólidos prospectos econômicos, que permitiram um crescimento anual, de, em média, 3%, desde 1993. Atualmente, o Canadá possui a 10º maior economia do mundo, em 2021, quando medida pelo seu PIB PPC, ou a 10º maior do mundo, quando medida pelo seu PNB.
O país é o 12º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
História
Antes dos europeus chegarem ao Canadá, espanhóis e escandinavos já pescavam no Oceano Atlântico, nas proximidades da atual província canadense de Terra Nova e Labrador.
No início da colonização europeia no Canadá, a principal fonte de renda era a caça e o comércio de peles. Os britânicos instalaram-se no norte e no oeste do Canadá, nas atuais províncias de Colúmbia Britânica, Alberta, Saskatchewan, Manitoba, e nos atuais territórios de Nunavut, Territórios do Noroeste e Yukon. Este vasto território, escassamente povoado, com apenas 300 habitantes europeus em seu apogeu, era administrado pela Companhia da Baía de Hudson. Enquanto isto, os franceses instalaram-se no leste do Canadá, no que são atualmente as províncias de Ilha do Príncipe Eduardo, Novo Brunswick, Nova Escócia, Ontário e Quebec. Este território era conhecido como Nova França.
Franceses e ingleses comercializaram e exploraram a região e fizeram trocas comerciais com tribos indígenas tais como os algonquinos, iroqueses e os hurões, trocando peles de animais por bugigangas como, por exemplo, esferas de vidro. Outros comerciantes preferiam caçar diretamente os animais cuja pele seria posteriormente vendida na Europa.
Durante o século XIX, a economia do Canadá passou a ser mais dependente da agricultura, pecuária e mineração. A importância da caça caiu drasticamente. Porém, dado o imenso tamanho do país, a economia do Canadá variava de região para região. Em Ontário, a principal fonte de renda era a agricultura e a mineração. A província era então um dos maiores polos agropecuários do mundo. O Quebec era o centro industrial, ferroviário, portuário e bancário do Canadá, bem como o maior produtor de eletricidade. As províncias do Atlântico dependiam consideravelmente da pesca, e as províncias do centro-oeste, da agricultura (especialmente do cultivo de trigo).
Durante as primeiras décadas do século XX, o Ontário passou por um rápido processo de industrialização. A província tornou-se um grande centro industrial e bancário, ainda que o Quebec se mantivesse na liderança. A economia das províncias do Atlântico passou a depender principalmente da produção de produtos de madeira e derivados, enquanto que no centro-oeste a principal fonte de renda das províncias continuou sendo a agricultura, com exceção da Colúmbia Britânica, graças à Vancouver, que se tornara o principal polo bancário e portuário no oeste canadense.
Após a Segunda Guerra Mundial, o Canadá passou por um rápido processo de industrialização. A economia prosperaria nas próximas duas décadas, mas devido ao grande crescimento econômico, havia falta de mão de obra qualificada. Para tentar solucionar este problema, o país abriu as portas aos imigrantes de quaisquer nacionalidades na década de 1960.
Até à década de 1960, Montreal manteve-se a capital financeira do Canadá. Porém, muitas das empresas e dos comércios instalados na cidade e na província eram controlados por anglófonos. Estes haviam dominado a economia quebequense desde o início do século XIX. Os melhores postos de trabalho eram reservados para quem falasse inglês fluentemente. Apesar de outros fatores, esta foi uma importante causa do crescente nacionalismo quebequense, que culminou na aprovação de leis que tornavam obrigatório o uso do francês nas empresas com mais de 50 funcionários. Isto motivou várias empresas financeiras, sediadas em Montreal, até então a capital financeira do Canadá, a mudar para Toronto. Empresas multinacionais cujo mercado se estendia muito além das fronteiras do Quebec mudaram-se igualmente para Toronto, que se tornou definitivamente a capital financeira do Canadá na década de 1970.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, grandes reservas de petróleo foram descobertas na província de Alberta, motivando o seu rápido crescimento econômico, principalmente após a Crise do Petróleo de 1973. Atualmente, Calgary e Edmonton são grandes polos ferroviários, industriais e financeiros e a economia da província tem crescido mais rapidamente do que no resto do país.
Em 1989 o Canadá assinou com os Estados Unidos o FTA (Tratado de Livre Comércio). Em 1994, no NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), os termos do antigo Tratado de Livre Comércio passaram também a incluir o México como membro.
Durante a década de 1970, a economia canadense entrou em uma recessão que perdurou até o fim da década de 1980. Os gastos governamentais aumentaram significativamente e o orçamento do governo passou a gerar deficits crescentes, na ordem dos bilhões de dólares americanos. Em 1993, Paul Martin tornou-se Ministro das Finanças do Canadá. Nos dez anos seguintes, a economia do país recuperou, em parte, por causa de cortes em impostos comerciais, mas também graças ao FTA e ao NAFTA. A dívida governamental de 36 bilhões de dólares americanos foi paga, o deficit governamental de 42 bilhões de dólares foi anulado (atualmente, o superavit do governo do Canadá é de seis bilhões de dólares) e a percentagem do total da dívida interna do país em relação ao PIB do país foi diminuída de 71,2% em 1993 para 53% em 2003, quando Martin se tornou o novo Primeiro-Ministro do país. O Canadá continuou a prosperar economicamente desde então.
Atualmente, o crescimento da economia do Canadá é um dos mais altos dos países desenvolvidos. As atuais taxas de desemprego são de 6,4%, a mais baixa do país nas últimas quatro décadas.
Comércio exterior Em 2020, o país foi o 12º maior exportador do mundo (US $ 446,5 bilhões em mercadorias, 2,4% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US $ 555,8 bilhões e fica em 11º lugar mundial.Trade Map - List of exporters for the selected product in 2018 (All products)Market Intelligence: Disclosing emerging opportunities and hidden risks Já nas importações, em 2020, foi o 12º maior importador do mundo: US $ 405,0 bilhões.
Setor primário Agricultura e Pecuária
thumb|right|250px|Elevador de grãos em Ontário.
Apesar de ser um país muito frio, o Canadá tem uma agricultura extremamente forte. Em 2018, o Canadá foi o maior produtor mundial de colza (20,3 milhões de toneladas), de ervilha seca (3,5 milhões de toneladas) e de lentilha (2 milhões de toneladas), o 2º maior produtor mundial de aveia (3,4 milhões de toneladas), o 6º maior produtor mundial de trigo (31,7 milhões de toneladas) e cevada (8,3 milhões de toneladas), o 7º maior produtor mundial de soja (7,2 milhões de toneladas) o 10º maior produtor mundial de milho (13,8 milhões de toneladas) e o 12º maior produtor mundial de batata (5,7 milhões de toneladas). O país também produziu, no mesmo ano, 688 mil toneladas de linho, 505 mil toneladas de beterraba (que é usada para produzir açúcar), 497 mil toneladas de tomate, 424 mil toneladas de maçã, 354 mil toneladas de cenoura, 341 mil toneladas de feijão, 311 mil toneladas de grão de bico, 236 mil toneladas de centeio, 240 mil toneladas de cebola, 219 mil toneladas de repolho, 195 mil toneladas de cranberry, 164 mil toneladas de blueberry, 173 mil toneladas de semente de mostarda, 138 mil toneladas de cogumelo e trufa, 120 mil toneladas de uva, além de produções menores de outros produtos agrícolas.Canada production in 2018, by FAO
Na pecuária, em 2019, o Canadá produziu 2,17 milhões de toneladas de carne de porco (9º maior produtor mundial), 1,38 milhões de toneladas de carne bovina (9º maior produtor mundial), 1,32 milhões de toneladas de carne de frango (24º maior produtor mundial), 9,2 bilhões de litros de leite de vaca (19º maior produtor mundial), 80 mil toneladas de mel (3º maior produtor mundial), entre outros.Pecuária do Canadá em 2019, pela FAO
Fazendas cobrem cerca de 7% do Canadá. Mais de 75% de toda a área usada para o cultivo de produtos agrícolas estão localizados nas províncias do centro-oeste do país. Estas províncias produzem, principalmente, trigo, do qual o Canadá é um dos maiores produtores mundiais. Metade do trigo produzido no Canadá é cultivado em Saskatchewan. O segundo maior produtor de trigo no país é Alberta, e em seguida, Manitoba. As províncias do centro-oeste também se destacam pela sua pecuária. Alberta, que possui o maior rebanho de gado bovino do país, é a província com maior índice de produtividade de carne bovina do Canadá, a maior parte da qual é transportada e comercializada no resto do país ou exportada para os Estados Unidos.
Diante da diversificação dos produtos cultivados, fazendeiros da região passaram a cultivar também lentilha, colza e ginseng, devido à crescente demanda no país por estes produtos. A Colúmbia Britânica é a maior produtora de carne de frango e ovos do país.
No leste do Canadá, a maior parte dos produtos agrícolas é cultivada nas planícies dos Grandes Lagos e no vale do Rio São Lourenço. Os verões quentes do sul do Ontário e do Quebec e a longa estação de cultivo nesta região permitem o cultivo de uma grande variedade de produtos, como a alface, pepino, milho, maçã, morangos e tabaco. O Quebec é o maior produtor de leite do Canadá, possuindo o segundo maior rebanho de gado do país. A província francófona também é a maior produtora de alimentos derivados do leite. O Ontário, por sua vez, é o segundo maior produtor de leite e o terceiro maior no número de cabeças de gado. Nas províncias do Atlântico, o principal vegetal cultivado é a batata.
+ Setor primário do Canadá Atividade % PIB Agriculturae pecuária 2% Pesca 0,5% Silvicultura 0,5% Total 3% Trabalhadores % Empregos 347 400 2% 26 850 0,2% 50 mil 0,3% 434 250 2,5%
Agências do governo canadense estabelecem tetos de produção e subsídios que ajudam a proteger a agropecuária do país de preços flutuantes e produtos estrangeiros. Tais agências favorecem a venda do que é produzido pelos fazendeiros, ajudando-os através do fornecimento de serviços e produtos necessários à atividade agropecuária.
Quando o assunto é trabalho no Canadá é fundamental o candidato ter um bom domínio da língua inglesa. Imagine a seguinte situação: um canadense com pós-graduação vai trabalhar no Brasil. No entanto ele não tem bom domínio do português. Naturalmente, ele terá dificuldades em conseguir emprego em nosso País.
A mesma situação pode ser aplicada aos brasileiros que vêm morar e trabalhar no Canadá. Em ambas as hipóteses, ter domínio do idioma local é fator fundamental para conseguir uma boa vaga.Prós e contras de se viver no Canadá
Para o brasileiro será preciso falar e escrever bem em inglês. A habilidade na escrita será, por exemplo, importante na hora de redigir e-mails ou preparar o currículo profissional. Da mesma forma, ter uma boa pronúncia será importante na hora de falar ao telefone ou participar de uma entrevista de emprego.
A forma mais fácil de se conseguir um emprego no Canadá é através de sites de emprego na internet (ver links abaixo). O sistema de busca online por empregos funciona muito bem, sendo hoje o principal meio em que os canadenses utilizam para buscar seus empregos.
Nesse caso, uma dica importante é a de não restringir sua busca somente por vagas relativas à sua área de atuação. Procure "atirar para todos os lados", principalmente se procura por seu primeiro emprego no Canadá.