Pecos Bill é um cowboy fictício em histórias ambientadas durante a expansão americana para o sudoeste do Texas, Novo México, Sul da Califórnia e Arizona. Essas narrativas provavelmente foram inventadas como contos por Edward S. O'Reilly no início do século XX. Pecos Bill foi uma adição tardia à ideia de "grande homem" de personagens, como Paul Bunyan ou John Henry.

As histórias sobre Pecos Bill o mostram como exemplo de coragem, humor, força e habilidade, como a que conta que ele montou e domou um ciclone. Também foi usado como explicação de fenômenos naturais como o uivo dos coiotes para a Lua. Ele teria sido criado por uma coiote fêmea. Seu cavalo é o Widowmaker, e sua namorada era Slue-Foot Sue. Para impressionar sua amada, Pecos Bill atirou em todas as estrelas do céu, menos uma que ficou conhecida como Lone Star, a estrela solitária.

A primeira histórias conhecida de Pecos Bill é The Saga of Peco Bill, escrita por Edward O'Reilly e publicada na The Century Magazine em outubro de 1923. O'Reilly alegou que eles faziam parte de uma tradição oral de contos contada por cowboys durante a expansão para o oeste e assentamento do sudoeste, incluindo Texas, Novo México e Arizona. Os folclorista americanos J. Frank Dobie e Richard M. Dorson concluiram que O'Reilly inventou as histórias como "folclore"Dorson, Richard M. (1977). American Folklore. Chicago: University of Chicago Press. p. 4. ISBN 0-226-15859-4. e que escritores posteriores ou emprestaram contos de O'Reilly ou acrescentaram mais aventuras de sua própria invenção ao ciclo.Pecos Bill (American Southwest) "Pecos Bill" também era o apelido do general da Guerra Civil William Shafter, embora isso tenha sido antes de O'Reilly criar a lenda. Shafter era considerado um herói no Texas e até teve alguns poemas lendários escritos sobre o quão durão ele era. Antes de sua estreia na prosa, O'Reilly já havia usado o nome Pecos Bill em bandidos em curtas-metragens nos quais trabalhou como roteirista e ator: West of the Rio Grande (1921), no qual interpretou Pecos Bill, e On the High Card (1921).

Outro mídias

Histórias em quadrinhos Edward "Tex" O'Reilly foi co-autor de uma tira de jornal com o cartunista Jack A. Warren, também conhecido como Alonzo Vincent Warren, distribuída pelo George Matthew Adams Service entre 1936 e 1937. Quando O'Reilly morreu em 1946, Warren começou uma nova tira intitulada Pecos Pete. A tira foi publicada originalmente publicado no The Sun e foi posteriormente sindicalizada.

Em 1948, a editora Patches Publications lançou a revista em quadrinhos The Westerner Comics, tendo como personagem principal, Wild Bill Pecos, a revista foi publicada até 1951. House Of Collectibles, Robert M Overstreet. Comic Book-17ed. [S.l.]: Random House Information Group, 1987. 411 p. 9780876377468 No mesmo exemplar em que Wild Bill Pecos fez sua estreia, também foi publicado o conto The Very True Story of Pecos Bill. (The Westerner n.º 14, junho de 1948).

Entre 1948 e 1951, Clint Harmon criou sua própria versão de Pecos Bill para a Charlton Comics, aparecendo em títulos como Tim McCoy e Cowboy Western Comics. Em 1956, a Charlton publicou uma adaptação em Nature Boy #4 (agosto de 1956), escrita e desenhada por Bob Powell.

Em 1949, na Itália, surge pela Mondadori, uma série estrelada por Pecos Bill, com roteiros de Guido MartinaFranco Fossati, I grandi eroi del fumetto, Gramese, 1990, 178–179 p. e os desenhos feitos por autores como Raffaele Paparella, Antonio Canale, Pier Lorenzo De Vita, Rinaldo D'Ami, Francesco Gamba, Gino d'Antonio e Dino Battaglia. Após sua conclusão em 1955,Franco Fossati, I grandi eroi del fumetto, Gramese, 1990, pp. 178–179 a série foi reproposta várias vezes por outras editoras em outras séries criadas por diferentes autores: em 1956 a editora Alpe criou uma nova série, Le nuove avventure di Pecos Bill, com uma interpretação diferente do personagem criada por Cesare Solini e desenhada por Pietro Gamba.

Em 1960, Mondadori reviveu o personagem republicado as histórias já apresentadas na revista Albi d'Oro na série Gli albi di Pecos Bill em 1962, vendeu para a editora Fasani, que continuou publicando-o por mais de trezentas edições com novas histórias até 1967; As primeiras 49 edições foram escritas por Roberto Renzi e desenhadas por Franco Donatelli, sendo desenhado por outros artistas como Guglielmo Letteri, em 1978 a editora Bianconi estreou uma nova versão do personagem criada por Armando Bonato. Na Itália, as reimpressões das histórias foram publicadasvárias vezes por várias editoras ao longo dos anos.

No Brasil Em 1954, a editora Vecchi publicou a versão italiana de Pecos Bill em uma revista própria: Pecos Bill : o furacão do Texas, que teve 40 edições.

Cinema

Em Melody Time de 1948, a obra foi adaptada para o cinema por Walt Disney. O segmento do filme chamado Pecos Bill começa com Roy Rogers e seus amigos cantando "Blue Shadows on the Trail". Depois duas crianças perguntam ao mocinho porque os coiotes uivam para a Lua. Em resposta, Roy Rogers fala e canta sobre Pecos Bill e seus companheiros.

Em 1995, no filme da Disney Tall Tale, Pecos Bill foi interpretado por Patrick Swayze. Nesta ocasião, ele era apaixonado por Jane Calamidade. No filme italiano/espanhol Whisky e fantasmi (1975), José Luis Ayestarán interpreta o fantasma de Pecos Bill.

Televisão

Em um episódio de 1985 de Tall Tales & Legends, Pecos Bill foi interpretado por Steve Guttenberg e Sue foi interpretada por Rebecca De Mornay. Pecos Bill aparece no programa de televisão de marionetes Between the Lions, da PBS, onde laça um tornado. Pecos Bill e Slue-Foot Sue aparecem no episódio Humility da série animada Adventures from the Book of Virtues

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