Premê, anteriormente conhecido como Premeditando o Breque, é um grupo musical paulistano criado em setembro de 1976, por estudantes da USP.

História

Início independente (1976-1982) O grupo destacou-se desde o início tanto pelas letras irreverentes e bem-humoradas quanto pela qualidade musical, baseada em arranjos sofisticados, fundindo MPB, choro, rock e até mesmo música erudita.

Já em 1979, o samba-de-breque Brigando na Lua era premiado com o segundo lugar no 1º Festival Universitário de Música Popular Brasileira. No ano seguinte, o grupo começaria a se celebrizar em apresentações no Teatro Lira Paulistana - um reduto da música independente paulista de então -, ao lado de nomes igualmente emergentes da cena musical paulista como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Grupo Rumo. Concorrendo, um grupo que tinha um jovem estudante de Engenharia Agrícola chamado Marcelo Rubens Paiva. Também em 1980, participaram do festival MPB-80, defendendo a música Empada Molotov.

Em 1981, o grupo lançou seu primeiro disco Premeditando o Breque, conseguindo notoriedade no meio universitário e intelectual. Neste período, o Premê era formado por Marcelo (Antônio Marcelo Galbetti), Claus (Claus Erik Petersen), Igor (Igor Lintz Maués), Mário Manga (Mário Augusto Aydar) e Wandy (Wanderley Doratiotto).

E logo em seguida, em 1982, a banda chegou à etapa final do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. A canção apresentada no Maracanãzinho lotado foi O Destino Assim o "Quiz" ou simplesmente Lencinho, como ficou conhecida.

O sucesso nas rádios (1983-1987) O maior sucesso do repertório viria em 1983, no LP Quase Lindo. Trata-se da canção São Paulo, São Paulo, uma divertida referência a New York, New York, mas adaptada à capital paulista. A canção foi incluída na trilha sonora da novela Vereda Tropical.

Outra canção que ficou conhecida do grupo foi Lua de Mel, do álbum O Melhor dos Iguais, numa época em que Cubatão era considerada uma das mais poluídas cidades do mundo.

O grupo despertou o interesse de uma multinacional, a EMI, e a partir daí lançou, em 1985 e 1986, três LPs - O Melhor dos Iguais, Grande Coisa e Dê Folga ao Seu Programador.

Os discos não tiveram o mesmo sucesso dos anteriores. Segundo alguns críticos, isso ocorreu pelo fato de terem na produção o carioca Lulu Santos, a serviço de uma grande gravadora (dois fatores supostamente contraditórios com a proposta da banda).

Entre 1988 e 1991, o grupo cessou suas atividades.

A volta do grupo (1991-presente) No ano de 1991, o Premê lançou o álbum Alegria dos Homens pela gravadora Eldorado e 6 anos depois, o show Premê Vivo. Em 2000, um novo show, batizado de "Brasil 500 anos", reavivou a atenção do público pelo grupo. O grupo continua na ativa, mas com shows esporádicos.

Numa votação popular realizada em São Paulo no ano de 2003 para eleger a música-símbolo da cidade, a canção São Paulo, São Paulo ficou em 2º lugar, atrás de Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. A canção Rubens foi regravada por Cássia Eller em seu primeiro disco, em 1990 e Carrão de Gás foi regravada pela banda Tubaína em seu CD "Polka Vergonha", de 2000.

O documentário (2015)

Em 2015 foi lançado o documentário Premê Quase Lindo, repleto de cenas raras de arquivo e depoimentos dos integrantes e ex-integrantes do grupo.

Caixinha do Premê (2019)

Em maio de 2019 foi lançada, pelo Selo Sesc, a Caixinha do Premê, contendo um álbum inédito e outros seis discos oficiais de carreira.

Discografia

Álbuns de estúdio Premeditando o Breque (1981) - Spalla/Continental Quase Lindo (1983) - Lira Paulistana/Continental O Melhor dos Iguais (1985) - EMI-Odeon Grande Coisa (1986) - EMI-Odeon Dê Folga ao Seu Programador (1986) - EMI-Odeon Alegria dos Homens (1991) - Eldorado Como Vencer na Vida Fazendo Música Estranha - Vol. VII (2019) - Selo Sesc

Álbuns ao vivo Vivo (1997) - Velas Compactos Empada Molotov/Frevura (1980) - RGE Pinga com Limão/O Destino Assim o "Quiz" (1982) - Lira Paulistana/Continental São Paulo, São Paulo/Lava Rápido - (1983) - Lira Paulistana/Continental Balão Trágico (1985) - EMI-Odeon Lua de Mel (1985) - EMI-Odeon Vida Besta (1985) - EMI-Odeon Rubens (1987) - EMI-Odeon

Compilações

Caixinha do Premê (2019) - Selo Sesc

Integrantes

Wandi Doratiotto – voz, cavaquinho e violão Mário Manga – voz, guitarra, violão e cello Claus Petersen – voz, sax e flauta Marcelo Galbetti – voz, piano, violão, clarinete Danilo Moraes – voz, violão e baixo Adriano Busko – bateria e percussão

Ex-integrantes

Skowa (1979–1981; morto em 2024) Igor Lintz Maués (1976–1983) Osvaldo Luiz Fagnani (1976–1985) Azael Rodrigues (1976–1983; morto em 2016) A. C. Dal Farra (1983–1987) Sylvinho Mazzuca (1985–1987; eventual desde 1991)

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