Bloomberg Businessweek, anteriormente conhecida como BusinessWeek e, antes disso, Business Week e The Business Week, é uma revista mensal estadunidense de negócios, publicada 12 vezes por ano. A revista estreou em Nova Iorque em setembro de 1929.
Desde 2009, a revista pertence à Bloomberg e passou a ser mensal em junho de 2024.
História
1929–2008: Businessweek
The Business Week foi publicada pela primeira vez em Nova Iorque em setembro de 1929, semanas antes da quebra da bolsa de 1929. A revista oferecia informações e opiniões sobre o que ocorria no mundo dos negócios. Suas primeiras seções tratavam de marketing, trabalho, finanças e administração, além de trazer a coluna Washington Outlook. A revista esteve entre as primeiras publicações a cobrir questões da política nacional com efeito direto sobre o mundo empresarial. Em 1934, o nome foi abreviado para Business Week.
Publicada no início como recurso para administradores de empresas, a revista mudou de estratégia na década de 1970 e passou a buscar leitores fora do meio empresarial. Em 1975, publicava por ano mais páginas de publicidade do que qualquer outra revista dos Estados Unidos.
Stephen B. Shepard foi editor-chefe de 1984 a 2005, quando foi escolhido como primeiro diretor da CUNY Graduate School of Journalism. Sob sua direção, o número de leitores da Businessweek superou seis milhões no fim da década de 1980. Seu sucessor foi Stephen J. Adler, vindo do The Wall Street Journal.
Em 1988, a Businessweek começou a publicar classificações anuais dos programas de MBA de escolas de negócios dos Estados Unidos. Em 2006, passou também a publicar classificações anuais de cursos de negócios de graduação, além da lista de programas de MBA.
2009–presente: Bloomberg Businessweek
Durante a Grande Recessão, a circulação da Businessweek caiu. No início de 2009, a receita publicitária já havia recuado um terço e a circulação chegara a 936.000 exemplares. Em julho daquele ano, a McGraw-Hill tentava vender a Businessweek e havia contratado a Evercore Partners para conduzir a operação. Diante das obrigações financeiras da publicação, chegou-se a cogitar uma venda pelo preço simbólico de US$ 1 a um investidor disposto a absorver prejuízos durante a recuperação do negócio.
No fim de 2009, a Bloomberg comprou a revista, por um valor que teria ficado entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões, além de assumir suas obrigações, e mudou o nome para Bloomberg BusinessWeek. Em 2019, o valor da venda foi dado como US$ 5 milhões, além da transferência das dívidas.
No início de 2010, o nome passou a ser grafado Bloomberg Businessweek, com "w" minúsculo, em meio a uma reformulação visual. Nos anos seguintes, a aparência ousada, eclética, lúdica e ligada à cultura de memes da Businessweek foi desenvolvida em grande parte pelo diretor de criação Richard Turley, depois por Rob Vargas, a partir de 2014, e pela vice-diretora de criação Tracy Ma, que ocupou o cargo de 2011 a 2016. Ma trabalhou em mais de 200 edições da revista.
Em 2014, a revista perdia US$ 30 milhões por ano, cerca de metade dos US$ 60 milhões que perdera em 2009. Adler deixou o cargo de editor-chefe e foi substituído por Josh Tyrangiel, ex-editor-executivo adjunto da Time. Em 2016, a Bloomberg anunciou mudanças na Businessweek, que acumulava perdas anuais entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões. Quase 30 jornalistas da Bloomberg News foram demitidos nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, e foi anunciada uma nova versão da Bloomberg Businessweek para o ano seguinte. Ellen Pollock também deixou a editoria-chefe, ocupada então por Megan Murphy, chefe da sucursal de Washington. Murphy permaneceu no cargo de novembro de 2016 até janeiro de 2018. Depois de sua saída, Joel Weber foi escolhido pelo conselho editorial.
Brad Stone foi nomeado editor da revista em janeiro de 2024, quando a publicação passou à periodicidade quinzenal. Em junho do mesmo ano, tornou-se mensal.
Controvérsia
"The Big Hack"
Em 4 de outubro de 2018, a Bloomberg Businessweek publicou "The Big Hack: How China Used a Tiny Chip to Infiltrate U.S. Companies", artigo de Jordan Robertson e Michael Riley que alegava que a China havia invadido dezenas de empresas de tecnologia, entre elas Amazon e Apple, mediante a instalação de um circuito integrado adicional em uma placa-mãe de servidor da Supermicro durante a fabricação.
A Pingwest, empresa de mídia fundada no Vale do Silício e sediada em Pequim, identificou o chip citado no artigo como um balun. A empresa afirmou que as dimensões do componente tornavam impossível executar qualquer forma de ataque e que ele não tinha espaço de armazenamento suficiente para guardar comandos capazes de permitir que um hacker invadisse o hardware. A Pingwest sustentou que a Businessweek havia subestimado os padrões de segurança usados pela Amazon e pela Apple.
As alegações da Bloomberg foram muito questionadas. Às 14 horas do dia da publicação, Apple, Amazon e Supermicro já haviam divulgado negativas categóricas, que a própria Bloomberg publicou. Na mesma semana, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos declarou não ver motivo para questionar essas negativas. A Agência de Segurança Nacional, o Government Communications Headquarters e o National Cyber Security Centre, do Reino Unido, também rejeitaram as alegações do artigo.
Cinco dias depois, a Bloomberg publicou uma reportagem relacionada sobre uma grande empresa de telecomunicações dos Estados Unidos que teria usado a mesma placa-mãe de servidor da Supermicro.
Em 2021, a Bloomberg publicou uma nova reportagem e manteve suas alegações.
Versões adicionais
Edições internacionais da Businessweek foram vendidas em bancas na Europa e na Ásia até 2005. Naquele ano, a publicação das edições regionais foi suspensa para ampliar o público estrangeiro das versões europeia e asiática personalizadas do site da Businessweek. No mesmo ano, uma edição russa foi lançada em parceria com a Rodionov Publishing House.
Na mesma época, a Businessweek firmou parceria com a InfoPro Management, editora e empresa de pesquisa de mercado sediada em Beirute, no Líbano, para produzir a versão árabe da revista em 22 países árabes.
Em 2011, a Bloomberg Businessweek prosseguiu com a expansão internacional e anunciou planos para lançar uma edição em polonês, chamada Bloomberg Businessweek Polska, e uma edição chinesa, relançada em novembro daquele ano.
Ainda em 2011, a Bloomberg Businessweek lançou uma versão da revista para iPad usando o serviço de cobrança de assinaturas da Apple. A edição para iPad foi a primeira a usar esse método de assinatura, que permite assinar por meio de uma conta do iTunes. A edição para iPad tem mais de 100.000 assinantes.
Prêmios
Em 2011, a Adweek escolheu a Bloomberg Businessweek como a principal revista de negócios dos Estados Unidos. Em 2012, a Bloomberg Businessweek recebeu o prêmio de excelência geral para revistas de interesse geral no National Magazine Award. Também em 2012, o editor Josh Tyrangiel foi escolhido editor de revista do ano pela Ad Age. Em 2014, a Bloomberg Businessweek venceu o prêmio Best in Business da Society of American Business Editors and Writers na categoria de excelência geral para revistas.
Em 2016, o Online Journalism Awards incluiu entre os trabalhos premiados da Bloomberg Businessweek a reportagem explicativa "What Is Code?".
Funcionários
Entre os atuais e antigos integrantes da equipe da revista estão:
Stephen B. Shepard, ex-editor-chefe da BusinessWeek de 1984 a 2005 e primeiro diretor da CUNY Graduate School of Journalism Elliott V. Bell, ex-editor e editor-chefe da BusinessWeek e ex-superintendente de bancos do estado de Nova Iorque, assessor de Thomas E. Dewey Robert Kolker, ex-jornalista investigativo e autor de Hidden Valley Road Brad Stone, ex-jornalista investigativo e autor de livros sobre empresas de tecnologia Josh Tyrangiel, ex-editor da revista e ex-editor-executivo adjunto da Time Malcolm Muir, fundador da revista e presidente da McGraw-Hill Publishing de 1928 a 1937 Virgil Jordan, ex-editor e ex-presidente da The Conference Board Judith H. Dobrzynski, ex-editora sênior Stephen J. Adler, ex-editor-chefe da BusinessWeek de 2005 a 2009 e editor-chefe da Reuters de 2011 a 2021 Carla Robbins, ex-repórter e ex-editora adjunta da página de editoriais do The New York Times de 2007 a 2012
Ver também
Bloomberg, empresa proprietária da revista desde 2009 Forbes, revista estadunidense de negócios e economia Fortune, revista estadunidense de negócios The Wall Street Journal, jornal estadunidense voltado a negócios e finanças
Leitura adicional
Ligações externas
Site oficial (em inglês)
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