Mário Gomes Pires Beirão (São João Baptista, Beja, 1 de Maio de 1890 – Sé, Lisboa, 19 de Fevereiro de 1965) foi um poeta português.
Biografia Era o quarto filho do comerciante Francisco Gomes Beirão, natural de Serpa (freguesia de Aldeia Nova de São Bento), e de Maria José do Carmo Pires Beirão, natural da freguesia e concelho de Ourique.
Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, onde teve como colegas os poetas Florbela Espanca e Américo DurãoRevista COLÓQUIO/Letras n.º 132/133 (Abril-Setembro 1994). A interlocução de Florbela Espanca com a poética de Américo Durão, pág. 102.. Foi um dos colaboradores da revista Águia.
Grande saudosista do seu tempo.
Considerado por Hernâni Cidade como "o maior de todos depois Pascoaes, o grande revelador da alma nostálgica" (Portugal Histórico-Cultural 1973: p. 380).
Apoiante do Estado Novo salazarista, foi o autor do Hino da Mocidade Portuguesa ("Lá vamos, cantando e rindo…") e da Marcha da Mocidade Portuguesa.
O seu nome consta da lista de colaboradores da Revista de turismo iniciada em 1916.
Era Conservador do Registo Civil de profissão. Morreu vítima de arteriosclerose a 19 de fevereiro de 1965, em sua casa, na Rua de São João da Praça, n.º 83, 2.º direito, freguesia da Sé, em Lisboa.
Obras Poesia 1912 Cintra , poema dedicado a Teixeira de Pascoaes 1913 O Último Lusíada 1915 Ausente 1917 Lusitânia 1923 Pastorais 1928 A Noite Humana 1940 Novas Estrelas 1957 Mar de Cristo 1964 O Pão da Ceia
Viagens
1946 O Oiro e Cinza
Outros
1996 Poesias Completas (colectânea que inclui: O Último Lusíada, Pastorais, A Noite Humana, Novas Estrelas, Oiro e Cinza, Mar de Cristo e O Pão da Ceia)
Categoria:Poetas de Portugal Categoria:Naturais de Beja Categoria:Membros da Renascença Portuguesa