The Amber Spyglass (A Luneta Âmbar no Brasil; O Telescópio de Âmbar em Portugal) é uma fantasia inglesa escrita por Philip Pullman e publicada em 2000. Terceiro e último volume da trilogia His Dark Materials, é a continuação direta de The Subtle Knife e narra os épicos acontecimentos finais da jornada de Lyra Belacqua e Will Parry, junto com as descobertas de Mary Malone sobre a natureza do Pó.
Embora seja o último volume da trilogia, um livro derivado intitulado Lyra's Oxford foi publicado pelo autor três anos depois. Ele acompanha a vida de Lyra aos 15 anos de idade, dois anos após os acontecimentos finais narrados em The Amber Spyglass.
Atualmente uma segunda trilogia intitulada "O Livro das Sombras" está em andamento, contendo La Belle Sauvage, que acompanha Malcolm Polstead 12 anos antes da trilogia principal, e A Comunidade Secreta, que se passa oito anos após os eventos de A Luneta Âmbar, narrando as novas aventuras de Lyra, aos 20 anos de idade.
Enredo Seguindo os eventos de A Faca Sútil, Lyra foi sequestrada por sua mãe, Marisa Coulter, e levada para o Himalaia em seu próprio mundo de origem. Ali, ela é drogada e mantida inconsciente por Marisa, que também se esconde do Magistério e impede que o mesmo mate Lyra, após descobrirem que ela deve seguir o papel de Eva na profecia. Inconsciente, Lyra tem sonhos de uma terra estranha na qual seu melhor amigo, Roger, que foi assassinado por Lorde Asriel, tenta se comunicar com ela.
Paralelamente a isso, em Cittàgazze, Will conhece um casal de anjos, Balthamos e Baruch, que dizem querer levá-lo até Lorde Asriel para se juntarem ao seu lado da guerra. No entanto, mesmo sabendo das instruções de seu pai, Will se recusa a ir até que Lyra fosse resgatada. Assim, os anjos concordam em ajudá-lo, e os três são atacados pouco tempo depois por Metatron e seus arcanjos. Para escapar o garoto abre uma janela para outro universo.
Quando o Tribunal Consistorial de Disciplina, um setor do Magistério, descobre o paradeiro de Lyra, eles mandam um pequeno exército para a caverna onde a garota está sendo mantida para matá-la. Essa informação é passada para Lorde Asriel através de seus dois espiões Galivespianos: Cavaleiro Tialys e Lady Salmakia. Em seguida o pai de Lyra manda também um pequeno exército para a caverna onde sua filha estava sendo mantida por sua mãe.
Ao mesmo tempo o Magistério também descobre sobre Mary Malone, uma mulher de outro universo que possuía o papel da serpente, e de alguma maneira tentaria Lyra. Por isso o Padre Gomez é mandado para encontrá-la e matá-la também.
Mary por sua vez, após ter passado de seu mundo para Cittàgazze, ainda cruza mais um portal deixado aberto, e encontra o mundo dos Mulefas. Os Mulefas são criaturas racionais, com seu próprio idioma e sociedade, mesmo que sua fisionomia seja animalesca: invertebrados quadrúpedes com patas dispostas em um losango, com duas patas laterais, e uma na frente e outra atrás, com as quais eles seguram as nozes das árvores-das-rodas para locomoção. Ao ser recebida na comunidade deles e aprender a falar sua língua, Mary descobre que as árvores-das-rodas estão em perigo de extinção há 300 anos. Para entender melhor o problema, Mary constrói a luneta âmbar com laca de seiva, que a permite enxergar Pó. As partículas, em vez de caírem nas árvores para polinizá-las, estão sendo levadas como se por uma correnteza em ondas largas, saindo daquele universo.
Em busca de Lyra, Will conhece Iorek, o rei dos ursos Panserbjørne, cujo povo está migrando para o sul após as mudanças climáticas provocadas pela ponte criada por Asriel no final do primeiro livro. O aquecimento global acontece através de variados eventos em muitos universos diferentes devido ao comportamento do Pó.
Então os três lados – Will, a Igreja e Lord Asriel – vão atrás de Lyra na caverna. Will consegue acordar Lyra, porém enquanto cortava uma fenda para outro universo, seus olhos encontram os de Marisa, o que o faz perder a concentração mental necessária e lembrar de sua mãe. Nesse momento, a faca encontra algo que não poderia ser quebrado – o amor de Will – fazendo com que a lâmina da faca de quebrasse. Os espiões Galivespianos que também receberam ordens de Lorde Asriel para resgatar Lyra conseguem incapacitar Marisa, e assim Lyra, Will e eles escapam pela janela já aberta.
Asriel havia recebido informações de Baruch sobre a importância de Will e sua faca para a guerra, e por isso demanda que seus espiões levem Will até ele. Mas antes precisavam consertar a faca, que é levada até Iorek. A tarefa é completada, mas rei dos ursos os avisa que não sabia se consertar a arma era uma coisa boa ou ruim. Devidos aos seus sonhos, Lyra está decidida a encontrar Roger, e Will também deseja rever seu pai, que havia morrido no segundo livro. E como Lyra já não confiava em Asriel, mas também não conseguiria se livrar de Tialys e Salmakia, os quatro concordam em ir na missão de visitar os mortos desde que Lyra e Will fossem ao encontro de Asriel em seguida.
Enquanto isso, Marisa, que permaneceu na caverna, é sequestrada pelas tropas de Asriel, e após conhecer a Torre de Adamantina, rouba a Nave da Intenção para fugir, inconscientemente levando Lorde Roke consigo. Ela vai até o Magistério, os engana e age como espiã enquanto tenta descobrir quais os planos deles para Lyra para que ela possa salvá-la antes, se aliando, agora, com Asriel. Esse lado da guerra deseja derrubar a Autoridade e todas as instituições opressivas que trabalham em seu nome, instituindo a República do Céu em oposição ao Reino do Céu, além de preservar o Pó, responsável pela existência da consciência em seres vivos, e a busca por conhecimento.
O líder do Tribunal Consistorial de Disciplina rouba um pouco do cabelo de Lyra que Marisa guardava em seu colar, e em seguida Roke e ela descobrem sobre a máquina que causava uma explosão na fonte da qual o objeto colocado em um de seus compartimentos veio. Desse modo, pretendiam colocar o cabelo de Lyra para que ela fosse morta. Roke se sacrifica e morre para salvá-la. Marisa é salva por Asriel, que aparece para resgatá-la, e ambos voltam para sua fortaleza.
Will, Lyra, Tialys e Salmakia encontram o mundo dos mortos e suas Mortes, sendo obrigados a deixarem parte de suas almas – Daemons – para trás e acompanharem suas Mortes para entrar no mundo que desejam. Após serem atacados por harpias e as convencerem a chegar à um acordo, Lyra encontra Roger, e Will encontra seu pai e Lee, o aeronauta amigo – e figura paterna breve – de Lyra. Will e os Gallivespianos decidem que os fantasmas devem ser libertos daquele mundo, o qual é comparado a uma prisão. Para isso eles precisam ir até o ponto mais alto do mundo dos mortos, onde Will abriria uma fenda para outro universo. Enquanto eram guiados pelas harpias, Lyra encontra Lee Scorsby, e Will encontra seu pai. Ambos instruem as crianças a cortarem o pedaço de cabelo mais curto de Lyra direto de seu couro cabeludo e colocarem em outro mundo, para que a bomba do Magistério não a atingisse. Apesar disso, a destruição da bomba ainda atinge aquele mundo e faz com que um grande abismo se forme.
Na Torre Adamantina, Marisa consulta um Aletiometrista para saber que Lyra ainda está viva, apesar de estar no mundo dos mortos. O mesmo aletiometrista confirma para Asriel a importância de sua filha e de Will para definir quem ganharia a guerra, além de revelar a tarefa mais importante: proteger tanto Lyra e Will, quantos seus daemons, até que eles se reencontrassem, pois eles eram os únicos que conseguiriam matar a Autoridade, mas caso Metatron capturasse seus daemons, ele teria controle de ambas as crianças. O futuro de todo que e qualquer ser consciente dependia disso
A batalha começa, e John, o pai de Will, e Lee, se juntam à guerra no lado de Asriel. Marisa engana Metatron, usando seu desejo e inveja das experiencias humanas, muito semelhante à como Lyra enganou Iofur Raknison em “A Bússola de Ouro”, se aproveitando de seu desejo por um daemon. Mrs Coulter e Lord Asriel atacam Metatron e lutam até sua morte para proteger sua filha, caindo no abismo juntamente com Metatron.
Enquanto isso, Will e Lyra procuram seus daemons, que se escondem após terem sido abandonados. Ainda no mundo em que a guerra acontecia, eles encontram um ser velho e fraco preso. Quando o libertam, ele se desmancha no ar, livre. Nenhum deles sabia que ele era a Autoridade. Em seguida, eles encontram o mundo dos Mulefa, onde reencontram Mary Malone.
Mary vê o fluxo de almas sendo libertas através do corte de Will, e recebe a mensagem de que deveria contar histórias, o mesmo acordo feito com as Harpias para que ajudassem as almas a se libertarem do mundo dos mortos. Quando ela está cuidando de Will e Lyra, é isso que ela faz. Mary conta sobre a primeira vez que se apaixonou, e o motivo para ter deixado de ser freira. Mais tarde Lyra se lembra, entendendo seus sentimentos por Will e os demonstrando através de uma fruta, como Mary fizera, e o garoto entende o que ela quis dizer. Eles se beijam, e a queda de Adão e Eva está completa. Depois disso, não demora para que seus daemons decidissem perdoá-los – após um diálogo com Serafina Pekkala. Ela também nomeia o daemon de Will, que antes não tinha forma física, como Kirjava.
Padre Gomez é morto por Balthamos antes de conseguir completar sua missão, e o anjo morre em seguida para se juntar ao seu parceiro.
Quando os daemons voltam, eles explicam o que Serafina havia dito: todas as janelas e aberturas entre universos deveriam ser fechadas, pois, todo corte feito era tão profundo que criava um vazio, como o do abismo, para o qual o Pó está vazando de todos os universos. Além disso, cada corte até o abismo criava os Espectros, que só desaparecem ou são mortos quando as portas são fechadas. Também é revelado o porquê eles não poderiam ficar juntos: uma pessoa não sobrevive por muito tempo fora do universo em que nasceu; como foi o caso de John Parry. Por esse mesmo motivo a república do mundo que Asriel escolhera não funcionaria; pois era impossível que pessoas de diferentes universos se unissem para habitar aquele.
Isso é motivo de grande tristeza e desilusão para os protagonistas, que se desesperam e tentam passar o máximo de tempo juntos possível. Quando Serafina e Xaphania chegam, é permitido que uma porta permanecesse aberta, pois o Pó que vazasse de um universo apenas, não afetaria nenhum mundo em grande escala. Mesmo desolados, Will e Lyra concordam que a passagem deveria ser para os mortos, porque assim conseguiriam encontrar sua liberdade, e concordam que em todo Solstício de Verão, se iriam até o Jardim Botânico de seus respectivos mundos e se sentariam no banco que existia no mesmo lugar em ambos os universos, como imagens sobrepostas. Eles fecham todas as janelas deixadas abertas desde que a faca foi criada, e Xaphania diz que cada ser racional deveria trabalhar para criar sua própria república celestial em seu universo.
Lyra retorna para Jordan College, agora não mais uma criança. Como havia perdido a inocência subconsciente para ler o Aletiômetro por instinto, Lyra se dedica ao estudo do instrumento, ambos Pantailmon e ela acreditam na ideia romântica de construírem a república celestial em seu universo.
Will e Mary retornam para seu universo também, e decidem permanecer juntos; sabendo que apenas os dois conseguiriam entender um ao outro e suas experiencias passadas. Malone se dispõe a ajudar a ele e sua mãe. Nas informações extras do livro, lançadas a partir do décimo aniversário da trilogia, podemos ver que Will se tornara um médico.
A Luneta Âmbar