Resident Evil: The Umbrella Chronicles é um jogo eletrônico de tiro on-rails desenvolvido pela Capcom e Cavia como parte da série Resident Evil. O jogo foi lançado para Wii em 13 de novembro de 2007 na América do Norte; 15 de novembro de 2007 no Japão; e em 30 de novembro de 2007 na Europa, exceto na Alemanha, onde o jogo não está disponível devido à recusa da classificação USK e sua subsequente inclusão no índice. Foi seguido por Resident Evil: The Darkside Chronicles (2009). Ambos os jogos da série Chronicles estão incluídos na coletânea Resident Evil Chronicles HD Collection, lançada para PlayStation 3.
O jogo expõe a interferência da Umbrella Corporation em toda a série Resident Evil através da narração de Albert Wesker, um ex-cientista da Umbrella, e documentos ocultos referentes aos motivos e ações secretas da organização. O jogo é composto por cinco cenários que recapitulam os eventos de Resident Evil Zero (2002), do remake de Resident Evil (2002) e de Resident Evil 3: Nemesis (1999) além de apresentar material inédito relacionado à queda e ao fim da Umbrella Corporation.
Jogabilidade The Umbrella Chronicles é um jogo eletrônico de tiro on-rails. Os jogadores podem usar o controle do Wii para mirar e atirar, como em um jogo de tiro com pistola. O jogo também é compatível com o Wii Zapper. Os jogadores seguem um caminho predeterminado, atirando em inimigos e coletando armas e itens de cura opcionais, ocasionalmente escolhendo entre vários caminhos. Usando o analógico ou o Nunchuk, os jogadores podem olhar ao redor de forma limitada. Em alguns casos, o controle do Wii pode ser usado para ativar armas brancas contra inimigos, com a câmera mudando para uma visão em terceira pessoa, ou para pressionar botões no momento certo em certas cutscenes para evitar armadilhas e ataques inimigos. Cada fase é dividida em capítulos individuais e contém pontos de salvamento no final de cada capítulo. Estrelas são obtidas ao final de cada fase, com base no desempenho do jogador, e podem ser usadas para aprimorar armas. Para desbloquear alguns níveis e subníveis, o jogador precisa de uma certa classificação, sendo "S" a melhor. A quantidade de itens destruídos, objetos obtidos, arquivos, acertos críticos e tempo de conclusão afetam essa classificação.
Ao concluir a missão "4th Survivor" de Hunk, o modo cooperativo será desbloqueado para as missões de um jogador. Ao selecionar os personagens, uma opção aparecerá na tela para selecionar o modo cooperativo. Ambos os jogadores controlarão o mesmo personagem, mas cada um terá sua própria mira.
Trama The Umbrella Chronicles abrange vários cenários, que são baseados em múltiplos elementos do enredo da série Resident Evil. Os três primeiros cenários do jogo, "Train Derailment", "The Mansion Incident" e "Raccoon's Destruction", se passam em Raccoon City, ou nos seus arredores, em 1998. O cenário final, baseado em material inédito, passa-se na Rússia, em 2003. O jogo apresenta nove personagens jogáveis de títulos anteriores de Resident Evil: Rebecca Chambers, Billy Coen, Chris Redfield, Jill Valentine, Carlos Oliveira, Albert Wesker, Ada Wong, Richard Aiken e Hunk.
O primeiro cenário do jogo, baseado nos eventos de Resident Evil Zero (2002), acompanha Rebecca Chambers, uma agente dos STARS, e o ex-fuzileiro naval Billy Coen enquanto viajam de trem até uma instalação de treinamento abandonada. Dentro da instalação, eles descobrem que estão sendo perseguidos por James Marcus, co-fundador da Umbrella Corporation e criador do T-virus que foi ressuscitado por meio de sanguessugas usadas como cobaias. Marcus se transforma em uma monstruosidade, mas é derrotado pela dupla. Chambers e Coen escapam enquanto a instalação se autodestrói. Um subcapítulo dentro do cenário narra as ações de Wesker, agora se passando pelo líder da equipe Alfa dos STARS, enquanto ele tenta escapar da instalação de treinamento. Este capítulo também apresenta Sergei Vladimir e um de seus Tyrants guarda-costas, codinome "IVAN".
O jogo reconta os eventos do remake de Resident Evil (2002). O cenário acompanha Chris Redfield e Jill Valentine, diferentemente do jogo original, no qual os dois se separam. Redfield e Valentine são forçados a lutar em uma mansão repleta de mortos-vivos antes de se depararem com uma instalação secreta de pesquisa da Umbrella Corporation no porão da mansão. Os dois então descobrem a criação mais poderosa da instalação, um Tyrant, e o destroem. O cenário apresenta dois subcapítulos diferentes, que revelam as ações de Chambers entre Resident Evil Zero e Resident Evil, bem como a reanimação e fuga de Wesker após sua aparente morte.
O cenário seguinte se passa em Raccoon City durante os eventos de Resident Evil 3: Nemesis (1999). Valentine retorna à cidade e é acompanhada pelo mercenário Carlos Oliveira, enquanto tentam sobreviver a um surto do T-virus. Após derrotar vários cidadãos mortos-vivos, Valentine e Oliveira encontram Nemesis, um Tyrant aprimorado, enviado para matar Valentine e os integrantes remanescentes dos STARS. Eles derrotam Nemesis e escapam de Raccoon City antes que ela seja destruída pelo governo dos Estados Unidos em uma medida desesperada de contingência. O cenário também apresenta dois subcapítulos, detalhando como Ada Wong sobreviveu aos eventos de Resident Evil 2 (1998) e o papel de Hunk nos eventos do cenário principal.
O cenário final é composto de material inédito, que acompanha Redfield e Valentine enquanto eles e outros ativistas armados contra armas biológicas investigam uma fortaleza da Umbrella Corporation na Rússia. Apesar de suas forças sofrerem pesadas baixas, Redfield e Valentine entram no santuário interno da instalação e encontram e destroem a mais recente criação da Umbrella Corporation, o projeto T-ALOS. O subcapítulo final do jogo mostra Wesker infiltrando-se na instalação e recuperando os arquivos mais importantes da Umbrella Corporation. Ele é confrontado por seu antigo inimigo, Sergei Vladimir, a quem derrota. Os segredos da Umbrella Corporation são finalmente expostos. Como resultado, o governo dos Estados Unidos obtém sucesso em sua ação legal contra os principais executivos da Umbrella.
Desenvolvimento O jogo foi desenvolvido em conjunto pela Capcom e pela Cavia e produzido por Masachika Kawata, que esteve por trás da versão para PlayStation 2 de Resident Evil 4 (2005). Na E3 de 2006, a Capcom anunciou oficialmente que o desenvolvimento de um jogo exclusivo de Resident Evil para o Wii já estava em andamento e mencionou que ele aproveitaria o controle Wii Remote exclusivo do console, proporcionando aos jogadores uma nova experiência. Membros do Clover Studio da Capcom, que criaram jogos como Viewtiful Joe (2003) e Ōkami (2006) foram chamados para ajudar no desenvolvimento do jogo.
Um pequeno trecho do jogo foi exibido no evento Nintendo World em 3 de novembro de 2006, onde 2007 foi revelado como a data de lançamento. Em 6 de abril de 2007, o website oficial japonês entrou no ar contendo um teaser oficial. Em 13 de abril de 2007, o website oficial japonês foi atualizado com um segundo trailer, perfis de personagens e capturas de tela. Uma versão do jogo exclusiva para o Japão veio com uma caixa de colecionador de edição limitada contendo vários itens. Christian Svensson, diretor sênior de planejamento estratégico e pesquisa da Capcom, afirmou que o jogo suportaria varredura progressiva de 480p e resolução widescreen 16:9. Um trailer foi incluído em Resident Evil 4: Wii Edition, que mostra a mansão do jogo original e áreas de Raccoon City. Na sua conferência de imprensa pré-E3, em 11 de julho de 2007, a Nintendo anunciou que o periférico Wii Zapper seria compatível com o jogo.
Lançamento Resident Evil: The Umbrella Chronicles foi lançado no final de 2007. Uma extensa linha de produtos relacionados foi criada para promover o lançamento do jogo de tiro sobre trilhos da Capcom e expandir sua história. Isso inclui um romance gráfico, vários romances derivados e o lançamento da trilha sonora oficial.
é uma série duas histórias em quadrinhos publicada na revista Weekly Shōnen Champion da Akita Shoten, no Japão. O primeiro capítulo foi lançado em 8 de novembro de 2007, o segundo em 15 de novembro, o mesmo dia em que o jogo foi lançado no Japão. Masaru Miyazaki escreveu o enredo do mangá. As ilustrações foram feitas por Naotsugu Matsueda. Sua história é baseada no jogo, se passando pouco antes da invasão da instalação da Umbrella na Rússia, em um cenário fictício que lembra uma vila russa. Os protagonistas Chris Redfield e Jill Valentine se veem envolvidos em vários acontecimentos estranhos na vila, que foi completamente infectada pelo T-virus, antes de encontrarem a única sobrevivente, uma jovem chamada Anna, e mais tarde enfrentarem Wesker.
e , escritos por Osamu Makino, são romances baseados nos eventos de Resident Evil: The Umbrella Chronicles, sendo novelizações diretas do jogo. O primeiro foi lançado no Japão em 22 de dezembro de 2007. O segundo foi publicado em janeiro de 2008.
O Resident Evil Shot Blaster, substituto do Wii Zapper, foi lançada pela Capcom juntamente com The Umbrella Chronicles. Ele esgotou rapidamente e a Capcom produziu uma segunda leva do produto, idêntica à primeira, em 2009. A arma vem com um coldre para Nunchuk que pode ser removido para permitir o uso com uma só mão. O coldre também gira para baixo para facilitar o recarregamento durante o jogo. A embalagem inclui um adesivo para o Wii Remote com uma imagem de personagens do jogo e um grip para o joystick Nunchuk com o logotipo da Umbrella Corporation.
Biohazard: The Umbrella Chronicles Original Soundtrack foi composta por Masafumi Takada e Jun Fukuda, da Grasshopper Manufacture, e tem Ada Wong como personagem de capa. Um CD com 49 faixas, intitulado Biohazard: The Umbrella Chronicles Original Sound Track, foi lançado no Japão em 19 de dezembro. Foi publicado pela Suleputer e distribuído pela Sony Music Distribution por 3150 ienes. A trilha sonora inclui um livreto colorido. Os itens produzidos inicialmente são edições limitadas com capas especiais.
Recepção
A versão para Wii de The Umbrella Chronicles recebeu avaliações positivas da crítica. A GamePro elogiou seus segredos desbloqueáveis e jogabilidade satisfatória, acrescentando que "o único ponto negativo de The Umbrella Chronicles é que a longevidade será um problema". A GameTrailers o chamou de "fantástico no geral" e uma "entrada excelente no gênero", elogiando o jogo por sua duração surpreendente e conteúdo desbloqueável, mas afirmou que, embora os gráficos "tenham boa aparência", às vezes estavam "um passo atrás" de Resident Evil 4 e acrescentou que o fato do jogo ser linear o torna mais assustador e que é "basicamente uma carta de amor" aos fãs da série. A IGN elogiou o jogo por ter um design "incrivelmente legal", mas reclamou da falta de representação de Resident Evil 2 e 4, bem como da jogabilidade, que consideraram muito lenta; por outro lado, chamaram a apresentação de "bastante impressionante" e afirmaram que "não há como negar a diversão" que tiveram com ele. A GameSpot elogiou os controles fáceis e a aparência e sensação do jogo, mas criticou a música, afirmando que "ela prejudica a atmosfera" e que "a jogabilidade de tiro sobre trilhos ainda pode parecer restritiva". A 1UP.com chamou-o de "uma experiência surpreendentemente substanciosa" e "um jogo de tiro acessível e em sua maioria satisfatório" e elogiou a profundidade e a estratégia oferecidas pela jogabilidade, mas reclamou dos tiros na cabeça difíceis e afirmou que "nunca chega a ser mais do que seu conceito".
A versão para Wii do jogo vendeu mais de 1.4 milhão de cópias em todo o mundo.
Sequência